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energia elétrica limpa nos condomínios

Como ter energia elétrica limpa nos condomínios

Pensar no consumo de energia elétrica é sempre algo que requer planejamento. O assunto está sempre em pauta nos condomínios residenciais. Síndicos e condôminos vivem em busca de formas para reduzir os gastos, principalmente diante da vigência de altas bandeiras tarifárias na cobrança da energia.

O fornecimento de energia elétrica pelos meios tradicionais está ficando cada vez mais caro no país. Segundo a Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), a média de aumento anual entre 2015 e 2021 foi de 16,3%, enquanto a variação média do IPCA ficou em 6,7% – ou seja, houve um crescimento de 237% acima da inflação.

A distribuição de energia no Brasil é dividida em fontes renováveis – hidrelétrica, solar e eólica – e as vindas de combustíveis fósseis, como carvão mineral, petróleo e gás natural. De toda a matriz nacional, a principal fonte de energia é a hidráulica, com as usinas hidrelétricas. Mas, apesar de ser considerada renovável e limpa, esta fonte provoca impactos socioambientais, além de emitir dióxido de carbono e metano (gases associados ao aquecimento global).

O interesse por outras fontes renováveis e o atual preço elevado da energia têm direcionado empresas e condomínios a seguirem em busca de novas opções para o abastecimento de energia. E é possível encontrar maneiras de diminuir em até 16% o valor pago pela energia consumida. Quer saber mais? Confira abaixo alguns exemplos.

Instalação isolada

Esse modelo envolve a instalação de equipamentos para atender a uma demanda local, podendo também ser conhecido como pequena central de geração de energia. Dos diferentes modelos de produção, a eólica e a solar são as mais conhecidas.

A produção de energia eólica exige a instalação de turbinas que não têm ligação com a rede de distribuição nacional. A desvantagem é que o equipamento é grande e produz um alto nível de poluição sonora, o que torna não recomendável para regiões residenciais.

Outra possibilidade é focar na energia solar. São os famosos painéis que podemos ver já em algumas casas e prédios. O modelo é muito prático e econômico, contudo, o custo inicial com equipamentos e instalação é bastante elevado. A questão financeira desta opção precisa ser planejada e os benefícios do longo prazo considerados. Além disso, o condomínio pode viabilizar a instalação por meio de um crédito especializado.

Ambiente de Contratação Livre (ACL)

O modelo conta com negociação direta com os comercializadores no Mercado Livre de Energia e é possível combinar valores, volume, tempo de fornecimento e outros detalhes sobre o fornecimento de energia. Há ainda vantagens caso seja utilizada a energia incentivada (fontes limpas e renováveis): descontos de 50% a 100% nas tarifas de uso dos sistemas de transmissão e distribuição.

Trata-se de algo mais viável para grupos empresariais e indústrias, por conta dos detalhes para a obtenção de taxas vantajosas – por exemplo, a necessidade da demanda mínima contratada de 500 kW, o que equivale a uma conta de R$ 40.000, em média – e dos cuidados com os contratos que são gerados ao fechar com um comercializador (um com a geradora de energia e outro com a distribuidora).

Geração distribuída

A geração distribuída é relativamente nova e desconhecida no Brasil, tendo sido regulamentada em 2012 pela portaria Resolução Normativa ANEEL nº 482/2012. É uma alternativa atrativa e barata para os consumidores finais e condomínios. Funciona assim: uma empresa intermediária conecta os clientes com uma rede de pequenos produtores de energia limpa.

Os produtores escolhidos abastecem a rede da distribuidora da cidade (Cemig, CPFL, Enel etc) e a empresa intermediária gera créditos de energia limpa que serão abatidos no consumo mensal dos contratantes. É um modelo que não exige instalação de equipamentos, realização de obras e, dependendo de quem contratou, a necessidade de arcar com os custos da adesão. E a energia limpa é entregue direto na residência dos consumidores com descontos que podem chegar a 16% da fatura.

Mas como implantar a energia limpa nos condomínios?

A implantação vai depender do modelo desejado, mas vamos nos concentrar no de geração distribuída por ser o mais vantajoso para o mercado condominial.

Primeiramente, vale destacar que, no caso de um condomínio, há a necessidade do projeto passar por aprovação em assembleia. O mais indicado para administradoras e síndicos é solicitar os materiais de apresentação ou até a companhia de um consultor da empresa para apresentar o serviço aos condôminos.

A aprovação precisa ser registrada e haver o preenchimento do cadastro de adesão ao novo modelo. Com o contrato avaliado e assinado, a rede de distribuição será avisada que você faz parte da plataforma e passará a deduzir o consumo com energia limpa da sua conta de luz todos os meses.

Sobre a Superlógica

A Superlógica é a parceira das administradoras de condomínios e imobiliárias de todo Brasil. São mais de 20 anos de atuação e uma liderança do setor condominial, com mais de 7 milhões de boletos emitidos mensalmente por meio da plataforma.

Nascemos em Campinas como um software de gestão e evoluímos para a mais completa plataforma tecnológica e financeira dos mercados em que atuamos. Seguimos crescendo e acreditamos que somente juntos podemos transformar o modo de viver e conviver, aliando as mais modernas tecnologias com a proximidade que só quem está no dia a dia com o cliente consegue ter.

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