O que são selos de sustentabilidade? Quais os principais?

Pessoa com a mão no meio de plantas

Os selos de sustentabilidade certificam empresas que seguem determinadas diretrizes focadas na redução dos impactos ambientais. Isso é importante não apenas para o meio ambiente, mas também para atender às demandas de consumidores cada vez mais conscientes.

Uma pesquisa realizada pela Union + Webster mostra que 87% dos brasileiros preferem comprar de empresas sustentáveis. Isso mostra que, tão importante quanto adquirir produtos e serviços de qualidade, é conhecer a procedência deles.

Continue lendo e saiba mais sobre os selos de sustentabilidade.

O que são certificações sustentáveis?

As certificações sustentáveis, também chamadas “selos de sustentabilidade”, comprovam que uma empresa adota processos sustentáveis tanto no desenvolvimento de novos produtos como em sua infraestrutura como um todo.

As principais categorias contempladas pelos selos de empresa sustentável são:

  • eficiência energética;
  • gestão da água;
  • alimentos orgânicos e veganos;
  • manejo florestal;
  • gestão de resíduos;
  • biodiversidade;
  • turismo;
  • setor têxtil.

Existem diferentes selos de sustentabilidade para empresas e cada um deles valida um aspecto.

Quais são os selos de sustentabilidade?

Hoje existem mais de 30 selos de sustentabilidade no Brasil e vamos destacar alguns deles aqui:

  • BREEAM
  • Carbon Trust Standard
  • Ecocert
  • ISO 14001
  • ISO 26000
  • ISO 50001
  • Procel Edifica
  • Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica 

Confira os detalhes de cada uma das certificações nacionais de sustentabilidade a seguir. 

BREEAM

O BREEAM foi uma das primeiras metodologias de sustentabilidade criadas no mundo voltada para projetos, infraestrutura e prédios. Lançado em 1990, avalia o desempenho das medidas adotadas para reduzir o impacto ambiental da construção civil.

Carbon Trust Standard

A Carbon Trust oferece certificações para indústrias com base no consumo de energia e água, e emissão de CO2. O estímulo desse selo é reduzir o impacto ambiental dos processos de uma empresa ao adotar práticas mais eficientes e sustentáveis.

Ecocert

Fundada em 1991 na França, a Ecocert incentiva um modelo agrícola favorável ao meio ambiente, e certifica alimentos orgânicos e cosméticos naturais ou orgânicos.

Segundo a empresa, “nós nos esforçamos para viabilizar processos de produção que respeitem o meio ambiente, uso responsável da energia disponível e dos recursos naturais (água, ar, fertilidade do solo), setores socialmente responsáveis e melhor qualidade e segurança do produto.”

ISO 14001

A ISO 14001 é oferecida no Brasil pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e especifica os requisitos do sistema de gestão ambiental, considerando aspectos como uso de recursos naturais, proteção de florestas e preservação da biodiversidade. O selo de sustentabilidade é oferecido para empresas e empreendimentos de todos os setores.

ISO 26000

A ISO 26000 tem como foco a responsabilidade social nas empresas. De acordo com o Inmetro, “a responsabilidade social se expressa pelo desejo e pelo propósito das organizações em incorporarem considerações socioambientais em seus processos decisórios e a responsabilizar-se pelos impactos de suas decisões e atividades na sociedade e no meio ambiente.”

ISO 50001

A ISO 50001 estabelece as normas sobre o Sistema de Gestão de Energia (SGE). O objetivo de tal sistema é tornar o consumo energético mais eficiente a partir de procedimentos e atividades que podem ser implementados por qualquer organização. Por consequência, as empresas economizam dinheiro e ainda contribuem para a redução dos gases do efeito estufa.

Procel Edifica

O selo do Programa Nacional de Eficiência Energética em Edificações (Procel Edifica) foi criado em 2003 pela Eletrobrás em parceria com instituições públicas e privadas. Seu objetivo é promover o uso racional de energia elétrica em edificações desde a fundação do empreendimento.

Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica

O Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica é conhecido como Procel, o qual certifica equipamentos eletrônicos e eletrodomésticos. O Selo Procel é oferecido apenas a produtos com os melhores níveis de eficiência energética em sua categoria e que consomem menos energia.

Qual a importância das certificações de sustentabilidade?

O selo de empresa sustentável sinaliza para a sociedade que a organização está focada em adotar práticas favoráveis ao meio ambiente. Isso é importante não apenas para o planeta, mas também para atender às demandas de um mercado cada vez mais consciente na hora de adquirir novos produtos.

Com a utilização de selos verdes, uma empresa consegue comunicar com mais facilidade aos seus consumidores que adota metodologias sustentáveis em seu processo produtivo. Considerando o aumento da conscientização ambiental da população, como mostrado no começo deste artigo, ter selos de sustentabilidade também é uma estratégia de negócio.

Ou seja, ao conseguir um selo de sustentabilidade, uma instituição contempla o “tripé” de meio ambiente, economia e sociedade.

Além disso, existem outros benefícios, como:

  • redução de custos: para obter um selo de sustentabilidade, uma empresa precisa reduzir o consumo de recursos como energia e água, além de reutilizar produtos, o que naturalmente reduz os custos; 
  • visibilidade e valor da marca: empresas sustentáveis estão no radar dos consumidores, visto que eles estão mais conscientes sobre os produtos que adquirem.

E, claro, o maior benefício é a contribuição para um planeta cada vez mais sustentável. 

Leia também: Aprenda como fazer uma campanha de economia de energia elétrica na sua empresa

A relação entre selos de sustentabilidade, ESG e ODS

Os selos de sustentabilidade estão diretamente relacionados às práticas estabelecidas pelo ESG, sigla para Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança, em português).

Basicamente, o ESG define os parâmetros para avaliar se empresas estão seguindo ou não práticas sustentáveis focadas no meio ambiente, pessoas e governança do negócio. No vídeo abaixo você confere mais detalhes sobre o ESG:

O ESG também está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, 17 objetivos classificados em quatro temas: social, ambiental, econômico e institucional. 

Ou seja, empresas sustentáveis, que contribuem para o desenvolvimento da sociedade e da economia, e que respeitem seus colaboradores, podem trabalhar para se alinharem ao ESG, aos ODS e, por consequência, conseguir os selos de sustentabilidade.

No fim, as certificações sustentáveis, o ESG e o ODS têm o mesmo objetivo: a construção de um futuro melhor. 

Energia e sustentabilidade

Esses três aspectos contemplam a energia, a qual tem um papel fundamental para a redução dos impactos ambientais. Existem alguns caminhos possíveis para isso, como:

  • a geração distribuída (GD), que estabelece as normas para os consumidores produzirem sua própria energia, desde que as fontes sejam renováveis ou de cogeração qualificada; 
  • o consumo de energia sustentável, ou seja, aquisição de energia de fontes com menor impacto ao meio ambiente, como hidrelétrica, solar, eólica, biomassa, geotérmica, maremotriz e ondomotriz.

Aproveite para ler um artigo sobre energia verde e suas fontes.

Quer saber mais sobre os tipos de geração de energia? Temos um e-book completo sobre o assunto, baixe agora mesmo. 

Esperamos que você tenha conseguido entender o que são os selos de sustentabilidade e qual a importância deles para o desenvolvimento de empresas focadas em contribuir com o meio ambiente. 

Um passo importante é adquirir energia de fontes sustentáveis, como eólica, solar e biomassa, e você pode fazer isso com facilidade migrando para o Mercado Livre de Energia. E mais: atuando nesse mercado, é possível economizar até 35% com a conta de luz. 

Fale com um consultor da Esfera Energia e veja como fazer a migração.

Os 3Ds de energia: descarbonização, descentralização e digitalização

Painéis solares ao pôr do sol

O sistema elétrico brasileiro está passando por grandes transformações que prometem mudar o futuro da energia, principalmente devido aos 3Ds: descarbonização, descentralização e digitalização

Existe uma nova dinâmica em curso com a geração descentralizada, com foco na produção fotovoltaica, o que demanda o desenvolvimento de novas tecnologias. 

A demanda global por energia renovável passa pelos 3Ds da energia, visto que colabora para redução da emissão de gás carbônico (descarbonização), permite a geração descentralizada de energia (descentralização) e demanda novas tecnologias para o funcionamento de todo o sistema (digitalização). 

Explicaremos esses aspectos em mais detalhes a seguir, continue lendo. 

O que são os 3Ds da energia (descarbonização, descentralização e digitalização)?

Descarbonização, descentralização e digitalização, também chamados 3Ds de energia, resumem as ações em prol do desenvolvimento sustentável do setor elétrico do Brasil

Eles são os pilares da transformação do setor e fomentam a construção de um novo modelo de mercado para os próximos anos. 

O objetivo é alcançar uma maior eficiência energética por meio de uma matriz energética mais renovável, e da geração distribuída e assegurada por novas tecnologias.

Entenda os detalhes de cada um desses 3Ds.

Descarbonização

Existe uma demanda mundial para reduzir o uso de combustíveis fósseis para a geração de energia elétrica. Isso se dá tanto pelo fato de esses recursos serem não renováveis — o que significa que um dia irão se esgotar —, quanto para descarbonizar o sistema elétrico

Como a queima de combustíveis fósseis gera gás carbônico (CO₂), o qual é altamente poluente, e contribui para o efeito estufa e o aquecimento global, é imprescindível encontrar soluções para tornar a geração elétrica mais sustentável. 

Diante de tamanho desafio, os países estão se comprometendo a descarbonizar o setor elétrico, o que é formalizado em encontros sobre as mudanças climáticas, como o Acordo de Paris, de 2015.

A energia solar, principalmente, está se tornando uma fonte de energia mais barata, além de contribuir para a descarbonização da geração de energia. Como está ganhando escala e a tecnologia está se desenvolvendo a cada dia que passa, essa fonte está em destaque quando se trata da descarbonização do sistema.

Além disso, a energia solar alavanca a geração distribuída (GD) por descentralizar o sistema elétrico, principalmente entre os consumidores residenciais. 

Entenda aqui o que é geração distribuída.

Ou seja, a descarbonização é uma consequência direta da busca por soluções mais sustentáveis, baratas e competitivas para gerar energia elétrica com eficiência.

Descentralização

Acabamos de citar a geração distribuída e ela é a essência da descentralização do setor elétrico brasileiro. Por conta da GD, o modelo tradicional de geração centralizada está passando por uma mudança significativa e se tornando mais participativo. 

Porém, isso torna a estrutura mais complexa, o que demanda novas tecnologias para controlar toda a operação e armazenar a eletricidade quando há um excesso de geração. 

O Plano Decenal de Expansão de Energia 2030 (PDE 2030) mostra uma expansão significativa da geração distribuída (números em GW), enquanto há uma redução da capacidade instalada de carvão, diesel e óleo, um reflexo da descarbonização. 

Projeção dos recursos energéticos para 2030
Fonte: PDE 2030

Recursos Energéticos Distribuídos (REDs) fazem parte da descentralização e abrangem, por exemplo, os veículos elétricos, a produção descentralizada de combustíveis, a micro e minigeração distribuídas (MMGD) e a energia solar térmica.

Digitalização

A digitalização passa por conceitos como a Internet das Coisas (Internet Of Things, IoT), Big Data, Data Analysis, Blockchain e Inteligência Artificial (IA). Por conta de tais aspectos, a digitalização proporciona a quebra de barreiras, aumentando a flexibilidade de todo o sistema elétrico.

Vale assistir a esse TEDx com Renata Rampim, autora do livro “Internet das Coisas sem mistérios: uma nova inteligência para os negócios”, para entender a Internet das Coisas.

Um sistema elétrico mais participativo necessita de um alto volume de troca de dados e informações para a realização de negociações entre geradores e consumidores, por isso a digitalização.

ESG e DDD: o resumo do futuro do setor de energia

Essas duas siglas resumem o que se espera do setor energético para os próximos anos. 

ESG é a sigla para “Environmental, Social and Governance”, em português “Ambiental, Social e Governança”:

  • Environmental: conservação do meio ambiente, eficiência no uso de água e energia, redução do desmatamento, gestão adequada de resíduos, redução das emissões de carbono e proteção da biodiversidade;
  • Social: cuidado aos colaboradores, diversidade e inclusão no ambiente corporativo, relacionamento com a comunidade ao redor, proteção aos dados de clientes, direitos humanos e respeito à legislação trabalhista;
  • Governance: funcionamento e administração dos negócios, como ética, compliance, conduta corporativa, controle de riscos, direitos e deveres de cada um, etc.

Enquanto isso, a descarbonização, descentralização e digitalização tratam de: 

  • Descarbonização: diretamente relacionada ao “E” do ESG, diz respeito a uma matriz mais renovável, compromissos ambientais para redução da emissão de gás carbônico e eficiência energética, por exemplo;
  • Descentralização: geração distribuída de energia, REDs e resposta à demanda para o surgimento de um novo modelo de mercado;
  • Digitalização: no setor elétrico, existe o conceito de “Energy-as-a-Service (EaaS)”, assim como ações para ampliar a conectividade da energia aos consumidores por meio do surgimento de novas tecnologias.

Vale destacar que essas siglas estão relacionadas apenas ao setor energético. Entretanto, elas sinalizam os caminhos para o futuro do mercado, e para o desenvolvimento do país e do mundo. 

Como você pôde entender, descarbonização, descentralização e digitalização são as palavras que já estão ditando os rumos do setor elétrico e energético do país. As fontes renováveis são a base da transformação, especialmente a energia solar, por isso é importante estar preparado para se adaptar ao novo modelo. 

No Mercado Livre de Energia, consumidores podem negociar preços, prazo, volume e forma de pagamento diretamente com as geradoras ou comercializadoras de energia elétrica, inclusive adquirir energia de fontes renováveis, como eólica, solar e biomassa.

Ao fazer a migração do Ambiente de Contratação Regulada (ACR) para o Ambiente de Contratação Livre (ACL), as empresas podem economizar até 35% com a conta de energia elétrica. E mais: no Mercado Livre de Energia não há a incidência de bandeiras tarifárias. 

Para saber mais, baixe nosso e-book gratuito e tire todas as suas dúvidas sobre o Mercado Livre de Energia.

Veja no vídeo abaixo quais são as vantagens e desvantagens do Mercado livre de Energia:

A Esfera Energia é referência nacional em gestão de energia no Mercado Livre de Energia. Atendemos mais de 130 grupos empresariais, gerenciamos mais de 320 ativos e estamos presentes em 20 estados. 

Auxiliamos empresas a migrarem para o Mercado Livre com segurança, assim como apoiamos as tomadas de decisão e gestão de energia. 

Em relação à Digitalização, os clientes da Esfera Energia têm acesso ao Hud, nossa plataforma de comunicação e gestão de energia com todos os dados sobre consumo, performance, preço e insights de mercado. 

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Indicadores de desempenho ambiental: o que são e quais analisar?

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Os indicadores ambientais são dados extraídos a partir das atividades de uma empresa, que avaliam o desempenho dos esforços realizados por meio das políticas de sustentabilidade do negócio.

Acompanhar essas métricas é uma forma de mensurar o impacto que as operações geram no meio ambiente e também de evoluir nas boas práticas à medida que a empresa conquista melhorias.

Para ser uma empresa sustentável é fundamental conhecer quais são os indicadores de desempenho ambiental e, a partir deles, traçar metas para reduzir os impactos causados pelas atividades.

Essa é uma tarefa de gestão interna muito importante que ganha força no mercado, pois hoje, as empresas que se preocupam com o meio ambiente e criam formas de otimizar seus processos se destacam das concorrentes.

Como cada negócio tem suas características próprias e exerce uma influência diferente com suas atividades, saber como direcionar a análise dos indicadores é fundamental.

Continue a leitura e entenda o que é, quais são e a importância de estabelecer indicadores de desempenho ambiental.

Boa leitura!

O que são indicadores de desempenho ambiental?

Os indicadores de desempenho ambiental são informações que a empresa extrai sobre suas atividades para melhorar a performance de seus processos e reduzir os impactos dos mesmos no meio ambiente.

A gestão ambiental é importante para todo tipo de negócio, mas as grandes indústrias produtoras que geram muitos resíduos e movimentam uma grande cadeia de produção e distribuição são as que mais investem nesse monitoramento.

Outro fator que torna a mensuração de indicadores de desempenho ambiental tão relevante é que a sustentabilidade passou a ser um valor estratégico no mercado.

Empresas que processam e avaliam seus dados ambientais conseguem mostrar que estão alinhadas com o desenvolvimento sustentável.

Em um mundo com recursos finitos, ter uma visão de curto, médio e longo prazo dos impactos causados e ações para otimizar essa influência mostra que o negócio está atento às demandas atuais.

A comunicação depois que os dados são mensurados também é uma iniciativa que complementa o trabalho, afinal, mostrar informações concretas traz mais credibilidade frente aos diversos públicos da empresa como consumidores, fornecedores e parceiros.

Leia também: Como e por que fazer uma mitigação de riscos ambientais.

Quais são os indicadores de desempenho ambiental?

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Agora que você já sabe o que são os indicadores de desempenho ambiental, deve estar se perguntando quais deve selecionar e mensurar no seu negócio, não é mesmo?

Nesse caso, não existe exatamente uma resposta padrão para todas as empresas. Cada tipo de negócio tem um modo de operação e, consequentemente, exerce uma influência no meio ambiente. Por isso, a lista de indicadores varia.

Para auxiliar no processo de definição, mensuração e análise dos indicadores de desempenho ambiental, muitas empresas adotam a Norma ISO 14031.

As regras da norma auxiliam na implementação de uma gestão ambiental consistente e adequada à realidade de cada negócio.

Com essa orientação, é mais fácil ser objetivo ao estabelecer as metas relevantes, facilmente entendidas e também alcançáveis.

A partir dos dados selecionados, é possível avaliar os esforços feitos para alcançar as metas ambientais e se estão dando certo ou precisam de ajustes.

É importante destacar que a Norma ISO 14031 é aplicável a empresas de todos os tamanhos e segmentos de negócio, independentemente da complexidade do serviço/produto produzido e da localização.

Mas ela não funciona como uma certificação. É uma ferramenta de gestão interna que orienta o trabalho relacionado às práticas ambientais.

Tipos de indicadores ambientais

Seguindo as regras da ISO 14031, os indicadores de desempenho ambiental podem ser divididos em duas categorias: os indicadores gerenciais e indicadores operacionais.

O indicadores gerenciais são dados relacionados às ações internas que impactam o desempenho ambiental do negócio como:

  • horas de treinamento para equipe de colaboradores;
  • parcela para investimento em pesquisa dentro do planejamento financeiro;
  • adequação da empresa a normas ambientais do setor, entre outras.

Já os indicadores operacionais vão mostrar os resultados que as atividades diárias tem no meio ambiente como:

  • uso de combustíveis fósseis nas operações;
  • geração de resíduos sólidos ou líquidos;
  • emissão de gases estufa, como o carbono;
  • quantidade de energia gasta por produto ou produção.

Implementando uma Avaliação de Desempenho Ambiental com o apoio da ISO 14031, é possível alinhar seu negócio com as práticas atuais para preservar e oferecer mais qualidade de vida no presente e no futuro.

Leia também: O que é o PNE 2050? Conheça as diretrizes para uso de energia.

Quais as vantagens dos indicadores ambientais?

A frase abaixo do famoso estatístico William E. Deming ressalta de forma objetiva as vantagens de mensurar os indicadores de desempenho ambiental:

“Não se gerencia o que não se mede, não se mede o que não se define, não se define o que não se entende e não há sucesso no que não se gerencia”.

Informação consistente é o ponto de partida para fazer análises assertivas e evitar que o seu negócio cause desastres ambientais.

Com dados em mãos, a equipe pode trabalhar para melhorar o gerenciamento de resíduos, criando um plano para diminuição até reduzi-lo totalmente.

Outra vantagem é não ser autuado por órgãos oficiais por descumprimento de padrões ambientais, o que gera gastos com pagamentos de multas e processos.

Dicas para definir indicadores de desempenho ambiental na indústria

Na hora de escolher entre os indicadores de desempenho ambiental quais serão avaliados no seu negócio, priorize os seguintes aspectos:

  • simplicidade e facilidade de interpretação: escolha métricas que mostram objetivamente a evolução como aumento ou diminuição;
  • gastos otimizados: a menos que seja necessário, selecione indicadores que possam ser obtidos sem necessidade de exames e análises complexas que vão gerar custos altos;
  • agilidade para calcular: quanto acessíveis forem os dados, mais rápida é a execução dos cálculos;
  • usar unidades de medidas conhecidas: toneladas, kilowatts, metros cúbicos, porcentagem são alguns exemplos de medidas objetivas e que dão clareza aos indicadores.

Acompanhe o desempenho ambiental do seu negócio

Os indicadores de desempenho ambiental podem ajudar o seu negócio a otimizar diversos processos, incluindo a utilização de energia.

Além de analisar onde é possível diminuir o consumo, também auxilia no estudo para adquirir energia de forma mais barata e de fontes limpas e sustentáveis.

O caminho para essa solução pode estar na migração para Mercado Livre de Energia. Não sabe como funciona? Assista ao vídeo abaixo e descubra se o seu negócio pode migrar:

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Transição energética: o que é e como o Brasil está nesse contexto?

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A transição energética é o processo pelo qual um país passa ao fazer mudanças em suas matrizes energéticas para sair de uma produção rica em gases estufa (ex: petróleo, carvão) e investir em fontes de energia renováveis e mais limpas, o que tem como objetivo assegurar a longevidade do sistema.

Nos últimos anos, a preocupação com os efeitos da emissão excessiva de gases como o carbono no meio ambiente colocou o mundo inteiro em alerta.

Eventos como a Eco-92 em 1992 e a Rio+20 em 2012, ambos promovidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), e a COP21 em 2015, exemplificam que a preocupação com a sustentabilidade e a capacidade dos países de lidarem com os efeitos da exploração dos recursos é um tema muito importante.

O Acordo de Paris, assinado na COP 21, por exemplo, reuniu a assinatura de 195 países que se comprometeram a frear suas emissões de gases que causam o efeito estufa e, consequentemente, o aumento da temperatura global.

Por isso, o conceito de transição energética não poderia ser mais atual, pois é importante buscar a eficiência energética, ou seja, aproveitar melhor o potencial das fontes de energia não só gastando menos, mas também evitando desperdícios.

Continue a leitura e entenda melhor o processo de transição, os objetivos que se pretende alcançar com essa iniciativa e o cenário da transição energética no Brasil.

O que é transição energética?

O conceito de transição energética está atrelado às mudanças feitas nas fontes geradoras de energia em um país, migrando de soluções que geram excesso de resíduos como petróleo para fonte renováveis como energia solar, eólica, biomassa, entre outros.

Diante de um cenário onde o excesso de poluição gerado pelos países do mundo provoca preocupações que são discutidas a anos, é importante ter atenção a desigualdade dentro desse cenário.

O estudo Tracking SDG 7: The Energy Progress Report destaca que se não acontecer mudanças profundas, em 2030, 660 milhões de pessoas ainda não terão acesso à eletricidade.

O relatório joga o holofote no trabalho por vir, mas destaca também que nos últimos anos (2010 a 2019, período analisado pelo estudo), mais de um bilhão de pessoas obtiveram acesso a energia elétrica, principalmente, através de fontes renováveis.

Então, a transição energética é um caminho que todas as nações devem percorrer como forma de preservar o planeta e seus recursos para as gerações futuras.

Além de promover mais qualidade de vida para a sociedade atual que já sente os impactos do aumento da temperatura global, que a cada ano evidencia o que os excessos vêm causando para a coletividade.

Qual o objetivo da transição energética?

O objetivo da transição energética é colocar os países em movimento na busca de formas mais sustentáveis de atender as demandas da sua população.

A busca por um desenvolvimento sustentável significa que existe uma preocupação com o presente e com o futuro para que a eficiência energética exista na prática.

Então, o objetivo dessa transição também envolve a educação sobre o uso da energia.

Mesmo vindo de recursos renováveis, a energia deve ser melhor aproveitada, afinal, esse recurso ainda não chega para todos no planeta.

No Brasil, por exemplo, em áreas remotas dos estados da região Norte, o consumo elétrico representa menos de 1% do consumo do país.

Devido a essa limitação, para ter acesso a eletricidade, essas áreas recorrem a combustível fóssil que custa caro, polui mais e é de difícil acesso.

De olho na transição energética, diversos projetos na região focam no uso da energia renovável como a energia fotovoltaica para melhorar o acesso nessas comunidades isoladas.

Iniciativas como essa, reforçam o motivo pela qual as fontes renováveis são estratégicas, pois elas podem ser implementadas para aproveitar melhor a capacidade do local que precisa de energia.

Como e quando deve se processar a transição energética brasileira?

O Brasil já investe em iniciativas relacionadas à transição energética.

Dentro da ANEEL, existe a área que se dedica a Pesquisa de Eficiência Energética para estudar a viabilidade de uso de soluções geradoras como energia solar, energia biomassa, energia eólica, entre outras.

Por ser um país de extensão territorial grande, com condições climáticas diversas, os recursos renováveis conseguem ser muito bem explorados e existe muito espaço para inovação.

De acordo com o último Balanço Energético Nacional (BEN) divulgado pelo Ministério de Minas e Energia, o uso de fontes renováveis já representa 46,1% da matriz energética do Brasil.

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Fonte: Relatório BEN 2020.

O balanço também destacou o crescimento da energia solar que aumentou 92% e o da energia eólica que aumentou 15.5%.

O cenário é positivo e mostra que o país está atento às questões energéticas. E isso se justifica pelo crescimento do consumo: no uso residencial subiu 3,5%; enquanto o uso comercial subiu 4,5%.

Avaliando o panorama como um todo, o Brasil se destaca no cenário mundial usando três vezes mais fontes renováveis que a média.

Além do investimento interno, o Brasil, assim como outros países, se comprometeu junto a Organização das Nações Unidas (ONU) em setembro de 2016 a:

  • reduzir em 37% emissões de gases estufa até o ano de 2025; e
  • reduzir 43% os níveis de emissão até 2030.

Outras iniciativas com as quais o país se comprometeu foram:

  • aumentar em 18% a participação de bioenergia na matriz nacional;
  • tornar o setor elétrico 10% mais eficiente;
  • atingir 45% de participação de fontes renováveis na matriz energética nacional.

Leia mais sobre o cenário atual no artigo: Energia renovável no Brasil: confira oportunidades, desafios e exemplos de empresa que utilizam.

Quer alinhar sua empresa com a transição energética?

Entender o que é o processo de transição energética é importante, pois alinha governo e sociedade na busca por um mundo com mais qualidade de vida para todos.

Ter um negócio com objetivos de longo prazo é um desafio que passa também pela eficiência energética conquistada com a execução das operações diárias.

Por isso, muitas empresas buscam alternativas para encontrar novas fontes e o Mercado Livre de Energia abre uma nova porta.

Veja no vídeo abaixo e entenda como funciona e quem pode migrar para esse mercado:

Quer saber por onde começar? Então baixe o e-book da Esfera de como fazer a migração para o Mercado Livre de Energia. Conheça todos os passos, documentos e contratos necessários para o processo.

Como os governos podem economizar energia? Conheça iniciativas atuais

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O Brasil vive uma das maiores crises hídricas dos últimos tempos. Especialmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, a seca é a pior registrada nos últimos 91 anos. Esse cenário leva ao aumento da conta de luz e a necessidade de poupar gastos. Então, como os governos podem economizar energia?

Como responsáveis pela geração, distribuição e monitoramento da matriz energética nacional, setores como o Ministério de Minas e Energia e a ANEEL se empenham em conscientizar a população.

No Brasil, a dependência das hidrelétricas, que são responsáveis pela produção de 65% da eletricidade do país, colocou os responsáveis pela gestão em estado de alerta.

Isso aumenta ainda mais a importância de planejar ações imediatas para equilibrar o consumo tanto nas residências quanto nas empresas.

Por isso, vemos iniciativas constantes do governo federal para conscientizar toda população.

Neste artigo, vamos mostrar o que está acontecendo, quais iniciativas já foram implementadas, como isso afeta o valor da energia e também iniciativas no Brasil e em outros lugares do mundo que reforçam a importância de economizar energia.

Boa leitura!

Consequências da crise hídrica no Brasil

Como destacamos na abertura do texto, a atual crise hídrica nacional é a mais severa dos últimos 91 anos.

Com a força energética do Brasil concentrada nas hidrelétricas, quando falta chuva o nível dos reservatórios diminui e medidas de contenção são necessárias.

Um dos primeiros movimentos que acontece nesses casos é o acionamento das usinas termoelétricas, movidas a óleo ou diesel.

Como o custo de operação dessas usinas é mais alto, o consumidor arca com parte dele, pois a ANEEL reajusta a tarifa de energia.

Desde 2015, vigora no país o sistema de bandeiras tarifárias que representa a variação no custo de energia e possui três faixas: verde, amarela e vermelha.

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Então, à medida que fica mais caro produzir a energia que é consumida, a bandeira é trocada e o valor total da conta de luz aumenta.

Apesar de oneroso para o consumidor, essa medida acontece para preservar as hidrelétricas e manter a capacidade dos reservatórios para que seja possível gerar energia.

Além disso, o governo também reajusta o uso das hidrovias como a Tietê Paraná, uma das principais do país, também com o objetivo de economizar energia.

Outro investimento relacionado a como os governos podem economizar energia são as campanhas de conscientização da população.

Esse é um passo essencial, pois o consumo consciente também é importante para as pessoas não sofrerem tanto com o aumento da tarifa.

Como os governos podem economizar energia?

O governo federal por meio do Ministério de Minas e Energia (MME), da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) encabeça as campanhas de economia de energia no país.

A seguir, vamos conhecer algumas iniciativas no Brasil e no mundo relacionadas ao uso consciente da energia e de como as fontes renováveis são a saída nas quais muitos países investem.

Campanha Consumo Consciente Já

A educação é uma das principais formas de como os governos podem economizar energia. Afinal, com uma população consciente dos recursos disponíveis, é possível incentivar práticas simples, mas que causam um grande impacto.

A atual campanha ‘Consumo Consciente Já’ traz como mote a frase: “Se desperdiçar, vai faltar”.

Essa é uma iniciativa do governo federal para todo país como forma de chamar a atenção da população para evitar desperdício de energia.

O site oficial traz algumas dicas essenciais de como economizar energia na hora de utilizar eletrodomésticos como:

  • televisão;
  • computador;
  • ar-condicionado;
  • ferro;
  • chuveiro elétrico;
  • máquina de lavar;
  • iluminação.

Confira abaixo um dos vídeos produzidos para a campanha ‘Consumo Consciente Já’:

Outras ações governamentais de economia

Além de educar o consumidor, existem outras formas como os governos podem economizar energia. E não estamos falando só no Brasil, mas veremos as iniciativas internacionais nos tópicos seguintes.

Os leilões de energia vêm sendo feitos no Brasil como forma de diversificar a matriz energética. Principalmente para as fontes de energia renovável com o objetivo de produzir energia limpa, de fontes mais baratas e sustentáveis.

Além disso, para reforçar o sistema de transmissão nacional, o governo investe no Sistema Interligado Nacional (SIN).

Essa rede permite que a energia produzida em uma região seja transportada para outra, o que ajuda a reduzir a dependência da produção local.

Programa Energy Star

O programa Energy Star também é outro exemplo de iniciativa de como os governos podem economizar energia.

Esse projeto do governo norte-americano também funciona de forma educativa e tem como objetivo fornecer informações de credibilidade e embasadas para ajudar os consumidores a fazerem escolhas melhores.

Existe, inclusive, um selo ‘Energy Star’ que identifica produtos que são eficientes energeticamente.

Também existe um tipo de certificação para prédios que são construídos pensando em eficiência energética.

O programa tem excelentes resultados. De acordo com o site oficial, o selo Energy Star é reconhecido por 90% dos americanos.

Investimentos em energia renovável na Europa

Na Europa, a forma como os governos podem economizar energia está no investimento em energia renovável.

Na União Europeia, as instalações fotovoltaicas para captação de energia solar estão sendo implementadas por todo o continente.

Além do sol, a energia eólica, produzida pelo vento, também é outro investimento que países como a França estão investindo.

O país aprovou cerca de 300 projetos relacionados a fontes renováveis como forma de melhorar a infraestrutura energética do país, além de focar na recuperação econômica pós-pandemia da Covid-19.

Quer economizar nos custos de energia?

Além de saber como os governos podem economizar energia para orientar as iniciativas da sua empresa, existem novas formas de baratear a compra de energia.

Isso é possível migrando para o Mercado Livre de Energia. Veja no vídeo abaixo e entenda como funciona e quem pode migrar para esse mercado:

Baixe também o e-book da Esfera de como fazer a migração para o Mercado Livre de Energia. Conheça todos os passos, documentos e contratos necessários para o processo.

O que são os ODS? Entenda a importância dos objetivos

Árvore para representar a sustentabilidade e o que são os ODS

Aprender a respeito do que são os ODS é de vital importância para entender quais são as propostas para diminuir os impactos sociais, econômicos e ambientais que assolam o mundo.

Um relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), publicado em agosto de 2021, mostra que a influência humana é diretamente responsável pela alta na temperatura global e “não tem precedentes”.

Já outro relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) mostra que, em 2020, 9,9% da população mundial sofreu com a fome.

Em relação à energia, mais um relatório da ONU mostra que “o número de pessoas sem acesso à eletricidade diminuiu de 1,2 bilhão em 2010 para 759 milhões em 2019. No entanto, o impacto financeiro da COVID-19 até agora tornou os serviços básicos de eletricidade inacessíveis para outros 30 milhões, principalmente na África.”

Por isso, é imprescindível entender o que são os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e atuar para diminuir as desigualdades em todo o planeta.

Continue lendo e saiba mais.

O que são os ODS?

ODS é a sigla para Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, determinados em 2015 pela Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU), composta por 193 Estados-membros da ONU. Ao todo, são 17 objetivos e 169 metas globais interconectados a serem atingidos até 2030, estabelecidos na Agenda 2030

Eles contemplam o desenvolvimento socioeconômico sustentável mundial e passam por pautas como saúde, educação, água, energia, meio ambiente e igualdade de gênero, dentre inúmeros outros, como mostraremos mais adiante. 

Os ODS foram definidos a partir de uma negociação mundial iniciada em 2013. O Brasil participou ativamente do processo e sinalizou a erradicação da pobreza como prioridade do país. 

Em poucas palavras, o propósito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável é garantir que todas as pessoas no mundo possam desfrutar de paz e prosperidade.

Como surgiram os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável?

As referências para a criação dos ODS foram os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), os quais estiveram em vigor entre 2000 e 2015. Como avanços foram observados em relação à redução da pobreza global, e melhora no acesso à educação e à água, foi determinado o estabelecimento dos ODS.

O foco era dar continuidade ao trabalho iniciado, traçando novas metas. E assim foi feito, de modo a contemplar todos os países, independentemente da realidade local e do nível de desenvolvimento de cada nação.

A proposta é que os países estabeleçam suas próprias metas nacionais de acordo com suas respectivas particularidades, e que tais metas sejam incorporadas aos planos de governo, e políticas e programas nacionais.

Quais são os ODS?

De acordo com a Estratégia ODS, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são:

  • “01 – Erradicação da pobreza: acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares;
  • 02 – Fome zero e agricultura sustentável: acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável;
  • 03 – Saúde e bem-estar: assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades;
  • 04 – Educação de qualidade: assegurar a educação inclusiva, equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos;
  • 05 – Igualdade de gênero: alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas;
  • 06 – Água limpa e saneamento: garantir disponibilidade e manejo sustentável da água e saneamento para todos;
  • 07 – Energia limpa e acessível: garantir acesso à energia barata, confiável, sustentável e renovável para todos;
  • 08 – Trabalho decente e crescimento econômico: promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo, e trabalho decente para todos;
  • 09 – Inovação infraestrutura: construir infraestrutura resiliente, promover a industrialização inclusiva e sustentável, e fomentar a inovação;
  • 10 – Redução das desigualdades: reduzir as desigualdades dentro dos países e entre eles;
  • 11 – Cidades e comunidades sustentáveis: tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis;
  • 12 – Consumo e produção responsáveis: assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis;
  • 13 – Ação contra a mudança global do clima: tomar medidas urgentes para combater a mudança climática e seus impactos (*);
  • 14 – Vida na água: conservação e uso sustentável dos oceanos, dos mares, e dos recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável;
  • 15 – Vida terrestre: proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da Terra e deter a perda da biodiversidade;
  • 16 – Paz, justiça e instituições eficazes: promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis;
  • 17 – Parcerias e meios de implementação: fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável.”

* “Reconhecendo que a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) é o fórum internacional intergovernamental primário para negociar a resposta global à mudança do clima.”

quadro com todos os ods
Fonte: Estratégia ODS

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) tem uma série de vídeos explicando detalhadamente cada um dos 17 objetivos.

Quais são os temas tratados pelos ODS?

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável podem ser classificados em quatro temas principais: 

  • Social: são as necessidades humanas, como saúde, educação, justiça e melhor qualidade de vida;
  • Ambiental: preservação do meio ambiente, combate ao desmatamento, proteção da fauna e da flora, uso sustentável dos oceanos e combate às mudanças climáticas; 
  • Econômica: consumo de energia, uso e esgotamento de recursos naturais, produção de resíduos, etc.;
  • Institucional: capacidade de colocar em prática os ODS. 

Veja aqui o que é energia verde e como incentivar o consumo na sua empresa.

Em se tratando de energia, um artigo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) fez uma análise a respeito da energia solar

Segundo o documento, a expansão foi lenta até 2016, mas ganhou força em 2017 por conta do crescimento da geração centralizada e da geração distribuída (GD), quando os próprios consumidores produzem sua energia.

“Esta, que contava com apenas 7,4 mil unidades instaladas em 2016, saltou para 71,4 mil em abril de 2019. Apesar desses números, a contribuição da energia solar para a capacidade total de geração de energia elétrica ainda é residual (1,7% da capacidade total instalada, em abril de 2019).”

Qual a importância dos ODS?

Após entender o que são os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, é preciso conhecer também qual a importância deles para o planeta. O fato é que os ODS estabelecem os caminhos necessários para a construção de uma sociedade mais sustentável, inclusiva e justa

Diante de tantos desafios sociais, econômicos e ambientais, ter estratégias para reverter cenários críticos é determinante para garantir um mundo melhor para as futuras gerações.

Além disso, com um plano traçado e acordado entre diferentes países, as governanças verdadeiramente abraçam a causa e se empenham em bater as metas definidas. 

Como você pôde ver, a energia é um dos ODS, sendo a meta “garantir acesso à energia barata, confiável, sustentável e renovável para todos”.

Dentre os tipos de energia sustentável, estão:

Quer saber mais sobre os tipos de geração de energia no Brasil, assim como as vantagens e desvantagens de cada um? Temos um e-book completo sobre o assunto!

Saber o que são os ODS é o primeiro passo rumo à construção de um mundo mais sustentável. Para contribuir com eles, em especial com o objetivo de energia limpa e acessível, sua empresa pode migrar para o Mercado Livre de Energia.

Nele é possível contratar fontes sustentáveis de energia e alcançar até 35% de economia na conta de luz. Para fazer a migração, o ideal é contar com o apoio de uma consultoria especializada, como a Esfera Energia

Entre em contato com um especialista agora mesmo!

O que é a sigla ESG? Entenda como inserir essa prática na sua empresa

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ESG é a sigla para Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança, em português). O termo funciona como um parâmetro para avaliação das empresas em relação às práticas de desenvolvimento sustentáveis.

Há anos a sustentabilidade vem sendo discutida e, hoje, é um valor vital para qualquer empresa que esteja no mercado.

Tanto que o ESG é considerado um critério para avaliação das empresas no mercado financeiro e é considerado também nas análises de risco.

Então, a forma de conduzir a gestão empresarial tem um olho no presente e outro no futuro, pois a longevidade do negócio está ligada ao seu desempenho e a minimização dos seus impactos negativos.

O estudo Total Societal Impact: A New Lens for Strategy do Boston Consulting Group  destaca que as empresas que criam iniciativas ambientais, sociais e de governança conseguem aumentar seu valor de mercado e sua margem de lucro.

Ao longo deste post, você vai entender que o ESG engloba todas as atividades da empresa.

A abordagem inclui desde a análise de práticas internas de valorização dos funcionários e seus direitos, até os impactos da produção no meio ambiente e no mercado.

Quer alinhar a sua empresa e sua gestão com as práticas de Environmental, Social and Governance? Continue a leitura e entenda tudo sobre ESG e como incluí-lo na realidade do seu negócio.

ESG: o que é?

A sigla ESG significa Environmental, Social and Governance — em tradução, Ambiental, Social e Governança.

O termo surgiu em 2004 na publicação ‘Who Cares Wins’, elaborada em parceria pela Pacto Global e o Banco Mundial.

Na época, Kofi Annan, secretário-geral da ONU, questionou os CEOs das 50 maiores instituições financeiras como cada uma poderia incluir os critérios ambientais, sociais e de governança no mercado de capital financeiro.

E será que companhias que visam o lucro podem trabalhar com esses fatores?

A resposta é sim. Isso porque hoje, o ESG é um critério essencial para a tomada de decisão dos investidores, de acordo com o setor de Serviços de Mudança Climática e Sustentabilidade da Ernst Young.

Os valores trabalhados no ESG se alinham tanto com os 10 Princípios do Pacto Global quanto com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

No Brasil, 83% das grandes empresas do mercado nacional já incluem os ODS em suas estratégias e metas de negócio.

Entender e colocar em prática o que é ESG já não é uma prática de exceção. Os negócios que querem prosperar no mercado atual, precisam valorizar os critérios de ESG para ganhar competitividade.

Essa iniciativa demonstra que o negócio tem um compromisso real em consolidar práticas mais eficientes e de menor custo, que vão melhorar sua reputação e atitudes frente às vulnerabilidades e incerteza do mercado.

Para que serve o ESG?

Entendido o significado de ESG, podemos afirmar que nenhuma empresa no mercado atual deveria apostar no crescimento a qualquer custo. Pelo contrário, é preciso pensar no futuro.

Imagine um negócio que causa um enorme impacto ambiental e social com sua atividade e que sua equipe trabalha em condições péssimas, sem nenhum cuidado com a saúde, organização interna ou benefícios.

Com esse perfil, não dá para traçar um panorama positivo para o seu crescimento e desenvolvimento sustentável no mercado, certo?

É aí que entra o ESG. Ele serve como parâmetro para orientar as empresas na aplicação dos critérios ambientais, sociais e de governança.

Se o negócio valoriza e se empenha em ter um desempenho positivo em cada um desses fatores, sua posição no mercado passa a ser mais respeitada.

Tanto que, atualmente, o ESG faz parte da lista de fatores considerados para avaliar empresas nas análises de risco de investimento.

Então, adotar o ESG é alinhar sua empresa com o presente e colocá-la em direção a um futuro mais promissor.

Quais são os critérios do ESG?

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Para entender como o ESG funciona na prática e depois implementar na sua empresa, é importante detalharmos os aspectos de cada critério — Environmental, Social and Governance — que compõem a sigla.

Environmental (Ambiente)

A primeira letra da sigla ESG se refere a Environmental, ou seja, ao Ambiente.

Esse critério diz respeito às atitudes que a empresa toma em relação aos impactos da sua atividade no meio ambiente.

A eficiência energética, por exemplo, é uma preocupação atual importante, pois conhecer e implementar formas de otimizar o uso de energia evita o desperdício e reduz os gastos internos.

Outro ponto importante que impacta o ambiente são os resíduos gerados pelo negócio. Tanto as empresas que fabricam seus produtos quanto aquelas que prestam serviço geram consequências com sua atividade.

Por isso, saber como fazer o descarte correto e também a reciclagem do que for possível são iniciativas importantes.

A escassez atual de água vem alertando para uma possível crise de racionamento. O que sua empresa faz para manter um uso eficiente desse recurso?

Outros pontos como emissão de carbono, poluição do ar e da água, desmatamento e biodiversidade também entram na análise de Environmental (Ambiente).

Grandes empresas como Apple e Microsoft já se comprometeram a neutralizar totalmente a emissão de carbono de suas atividades produtivas até 2030.

Social (Social)

O segundo critério de ESG é o Social. Uma empresa é composta de pessoas e são elas que movimentam todas as ideias planejadas.

Os funcionários, os clientes, os parceiros, os investidores, todos esses públicos estão incluídos no aspecto social.

Ser uma empresa que valoriza a força de trabalho e respeita as leis e os direitos trabalhistas, é ponto importante na gestão das empresas que se dedicam ao ESG.

Isso se reflete no engajamento da equipe com a missão, a visão e os valores do negócio, além de motivar o desenvolvimento profissional.

Um trabalho bem executado leva a cliente satisfeitos com as entregas, o que ajuda na fidelização dos mesmos a marca, contribuindo para uma imagem sólida no mercado.

Outro ponto que é importante destacar no critério Social do ESG é a diversidade. Equipes diversas enriquecem o trabalho.

Por isso, as empresas devem se dedicar a ampliar seus processos seletivos, incentivando a inclusão de grupos minoritários.

Governance (Governança)

Fechando o último pilar do ESG, temos a Governança (Governance). Esse critério se refere às práticas administrativas da empresa.

Todo negócio precisa de uma base boa de administração para criar processos, hierarquias e condutas que organizem as atividades diárias.

Nesse cenário, entra a organização do conselho da empresa, característico de grandes empresas com capital aberto, que são as pessoas que tomam decisões sobre os rumos do negócio.

As condutas da empresa, baseadas nos valores da mesma, também é outro aspecto importante da Governança corporativa.

Isso porque quem trabalha no negócio precisa compartilhar dos valores e seguir as condutas de trabalho para que o ambiente seja organizado e saudável de compartilhar.

As políticas de remuneração, planos de carreira, a relação com entidades e órgãos públicos e os canais de ouvidoria são outros trabalhos que fazem parte de uma governança eficiente.

A Governança é um pilar muito importante do ESG. Confira no vídeo abaixo uma conversa entre especialistas sobre o tema no painel ‘Melhores do ESG’, promovido pela revista Exame:

Como ser uma empresa ESG?

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Depois de entender cada um dos critérios, para ser uma empresa ESG é importante que a organização:

  • entenda os impactos positivos e negativos das suas operações;
  • saiba agir em cima desse pontos;
  • trabalhe para minimizar ou eliminar impactos negativos e valorizar os positivos, em busca de um equilíbrio.

Veja quais são os passos principais para organizar esse trabalho dentro da sua empresa.

1. Entenda os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU são um conjunto de metas que visam alcançar um mundo mais sustentável e fazem parte da Agenda 2030.

São 17 pontos que as empresas que se comprometem com esses objetivos precisam trabalhar nas suas estratégias para crescerem competitivas e preparadas para as demandas do futuro. São eles:

  1. Erradicação da pobreza;
  2. Fome zero e agricultura sustentável;
  3. Saúde e bem-estar;
  4. Educação de qualidade;
  5. Igualdade de gênero;
  6. Água potável e saneamento;
  7. Energia limpa e acessível;
  8. Trabalho decente e crescimento econômico;
  9. Indústria, inovação e infraestrutura;
  10. Redução das desigualdades;
  11. Cidades e comunidades sustentáveis;
  12. Consumo e produção responsáveis;
  13. Ação contra a mudança global do clima;
  14. Vida na água;
  15. Vida terrestre;
  16. Paz, justiça e instruções eficazes;
  17. Parcerias e meio de implementação.

Conhecendo os ODS, a empresa consegue fazer uma análise inicial dos seus impactos e em quais áreas eles estão.

2. Estabelecer as prioridades do negócio

Entre os objetivos do ODS, cada empresa deve identificar aqueles que fazem sentido para o negócio.

Primeiro, analisa-se os impactos negativos das operações e depois os impactos positivos, que também devem ser repassados.

Dessa forma, as empresas conseguem um mapa das áreas onde a empresa tem maior impacto e priorizá-las nas suas ações de ESG.

Leia também: Como e por que fazer uma mitigação de riscos ambientais.

3. Faça o acompanhamento com metas e indicadores

Para acompanhar os trabalhos de implementação do ESG, é importante definir metas e incluir indicadores para avaliar com mais facilidade a evolução.

Lembre-se que essas definições precisam de uma pitada de ambição. Cada um dos pontos prioritários deve ter suas metas e indicadores específicos.

Para auxiliar na definição das metas, confira a análise de adequação completa feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) dos objetivos da Agenda 2030 à realidade brasileira.

Assim, o trabalho vai incluir parâmetros objetivos e compatíveis com a estratégia do seu negócio.

4. Coloque as metas de ODS em prática

Com a análise teórica concluída, é hora de colocar o ESG em prática no trabalho diário dos profissionais da empresa.

Faça um repasse dos novos objetivos, das mudanças e o motivo pelo qual a empresa está empenhada nesses focos.

Busque parcerias com outras organizações dedicadas aos ODS para disseminar esses valores na cultura organizacional.

Os gestores têm um papel essencial para disseminar e acompanhar a evolução do trabalho.

5. Mostre os avanços conquistados

Mantenha um acompanhamento periódico das metas e dos indicadores e repasse os resultados para a equipe ver os progressos conquistados.

Essa iniciativa é fundamental para manter a motivação, especialmente com as metas mais ambiciosas e difíceis.

Os dados sobre as metas de ODS podem estar nos relatórios internos da empresa e também nos relatórios para investidores, reforçando a evolução da empresa com o ESG.

A transparência nesse repasse de resultados demonstra o comprometimento da empresa com todas as partes interessadas e valoriza sua imagem no mercado.

Vantagens de adotar as práticas de ESG

As vantagens de adotar as práticas de ESG se refletem diretamente no dia a dia da empresa. Alguns desses benefícios são:

  • Conquistar resultados financeiros melhores;
  • Valorizar a imagem da empresa no mercado nacional e internacional;
  • Ganhar mais confiança dos investidores;
  • Fidelizar os clientes a marca por meio do compartilhamento de valores;
  • Controlar possíveis riscos, se antecipando a eles;
  • Atrair uma nova geração de talentos para a empresa, o que contribui para consolidar o ESG como prática;
  • Aumentar a competitividade no mercado;
  • Construir uma gestão baseada em dados e análises sólidas.

ESG no Brasil: empresas referência em boas práticas

O ranking ‘Best For The World’ premia as empresas com melhores práticas de ESG e tem marca brasileira nessa lista. Sendo mais exato, 39 empresas nacionais entraram no ranking da edição 2021.

A iniciativa da B Lab avalia cinco critérios: meio ambiente, comunidade, governança, clientes e trabalhadores.

Foram mais de 750 empresas avaliadas na última edição e a proposta do ranking é justamente incentivar que mais empresas incluam o ESG na sua estratégia.

Veja a lista completa das empresas brasileiras reconhecidas no ‘Best For The World’.

A Esfera, também está alinhada com o ESG e foi reconhecida no relatório ACE Cortex como uma das startups brasileiras dedicadas a desenvolver soluções de práticas ambientais, sociais e de governança para negócios.

Invista no desenvolvimento sustentável da sua empresa

O ESG é um trabalho recompensador de muitas maneiras para as empresas que se comprometem com os seus objetivos.

Se você também quer colocar o seu negócio no caminho do desenvolvimento sustentável, nós da Esfera Energia podemos te ajudar, pois também somos uma empresa comprometida com o ESG.

Fazendo um bom Gerenciamento de Energia Elétrica, por exemplo, você consegue minimizar o desperdício e conseguir preços melhores, otimizando o orçamento da empresa.

Com a consultoria da Esfera, sua empresa pode entrar no Mercado Livre de Energia e fazer a compra de fontes alternativas e renováveis.

Tudo isso sem precisar lidar com burocracia, tendo nossos especialistas como parceiros nas negociações. Conheça nossos serviços!

O que é e como se tornar uma empresa sustentável? Entenda a importância

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Uma empresa sustentável é aquela que conhece suas operações e se empenha em usar bem seus recursos para deixar um resultado positivo na sociedade com políticas que resultem no seu desenvolvimento contínuo.

Cada negócio precisa de um conjunto de recursos para funcionar e a execução das suas atividades tem um impacto no meio em que vivemos.

Para ser uma empresa sustentável é importante pensar nos detalhes da estrutura operacional do negócio para conseguir agir, eliminando ou diminuindo alguns impactos.

Entenda mais sobre o conceito de empresa sustentável, como se tornar uma empresa nesses moldes e as vantagens de investir nesse objetivo.

Boa leitura!

O que é uma empresa sustentável?

Como destacamos acima, uma empresa sustentável é aquela que planeja suas ações para conseguir crescer e se desenvolver, considerando e atuando para minimizar seu impacto no meio ambiente.

Muitas indústrias geram resíduos diretos da sua produção, muitos deles poluentes, e devem se planejar para minimizar esse impacto.

Um exemplo simples que pode ser viável, dependendo do setor, é encaminhar resíduos de produção para reciclagem, por exemplo.

A cana de açúcar que sobra da produção de combustível, o etanol, é utilizada posteriormente como adubo na plantação.

Mas para que os planos virem ações práticas, é essencial que a empresa analise sua estrutura de produção para identificar quais práticas devem melhorar.

Essas definições vão ter impacto:

  • no valor e na imagem da marca  no mercado;
  • no reconhecimento que os funcionários têm da empresa;
  • na satisfação dos clientes e da sociedade pelas iniciativas.

Leia também: O que é energia sustentável e sua importância para o futuro do planeta.

Como tornar uma empresa sustentável?

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Agora que já explicamos o que é, o próximo passo é entender o que é necessário para uma empresa ser sustentável.

Reunimos aqui algumas dicas que podem se encaixar nos processos da sua empresa para que a sustentabilidade seja um valor na prática. Confira:

1. Conheça o seu negócio

Para ser uma empresa sustentável, você precisa conhecer o seu negócio para entender como as práticas de sustentabilidade se encaixam na sua realidade.

Qualquer atividade empresarial tem um impacto tanto no meio ambiente quanto na sociedade.

Sua ações podem não gerar um impacto grande diretamente, mas já pensou nos seus parceiros e fornecedores.

2. Engaje sua equipe de trabalho

Uma empresa sustentável não chega a esse patamar sem uma equipe engajada em cumprir essa missão.

Por isso, é importante investir no marketing interno para incluir a sustentabilidade como um valor da cultura organizacional.

Se os funcionários entenderem e ajudarem a cumprir as diretrizes de sustentabilidade, o caminho será um sucesso.

Comunique de forma criativa as mudanças e crie diretrizes simples de seguir, orientando através de cartazes, e-mails marketing, vídeos, etc.

3. Crie programas de sustentabilidade por área

Outro detalhe relacionado à organização como uma empresa sustentável é separar as iniciativas de sustentabilidade por áreas.

Em empresas maiores, principalmente grandes indústrias e fábricas, as práticas de sustentabilidade precisam ser adequadas para aquela área.

Um exemplo simples é desligar os equipamentos e as luzes durante o horário do almoço.

Apesar de cada setor poder conduzir práticas sustentáveis de forma separada, é importante comunicar isso para a equipe para que todos conheçam os protocolos.

4. Digitalize a estrutura de gestão da empresa

A produção de papel, o gasto com impressão e a compra de maquinário geram impacto direto no meio ambiente e custos altos para uma empresa.

Digitalizar a gestão significa concentrar os documentos da empresa em serviços de armazenamento na nuvem.

Esses sistemas possuem controle de acesso, o que possibilita manter a segurança dos arquivos institucionais e compartilhá-los apenas com pessoas autorizadas.

Muitos documentos podem ser arquivados também com assinatura digital, eliminando a necessidade de impressão.

5. Priorize a economia de energia

Muitas empresas conseguem resultados significativos com ações simples que visam a economia de recursos como a energia elétrica.

A tarifa de energia elétrica é um dos custos mais altos nas empresas atualmente. Seja uma pequena agência de marketing até uma grande fábrica, nenhuma funciona sem equipamentos elétricos.

Atualizar os equipamentos (os mais modernos economizam energia), aproveitar a luz natural, instalar lâmpadas econômicas, incluir sensores de presença como forma de acionamento são alguns exemplos de ações para reduzir gastos com energia.

Outra maneira de fazer isso, é comprando energia de acordo com a demanda da sua empresa. Saiba mais no post: Entenda o que é e como funciona o Mercado Livre de Energia.

Vantagens de ser uma empresa sustentável

A principal vantagem que uma empresa sustentável usufrui é de uma boa imagem perante o mercado, clientes e colaboradores. Outros benefícios importantes são:

  • vantagem competitiva frente a concorrência;
  • economia de custos de operação;
  • oferecer melhores preços no mercado;
  • inovação na forma de produção e no aproveitamento de matéria-prima;
  • preservar o ambiente entorno da empresa, oferecendo qualidade de vida aos colaboradores;
  • ganhar em valor de mercado.

Leia também: Aprenda como fazer uma campanha de economia de energia elétrica na sua empresa.

Já pensou em se tornar uma empresa sustentável?

O objetivo de ser uma empresa sustentável não acontece do dia para a noite. As ações precisam ser consistentes.

Enquanto algumas práticas são implementadas rapidamente, outras vão exigir mais planejamento para darem resultado.

Se a sua empresa busca por uma maneira de gerenciar melhor os gastos relacionados à energia, a equipe de consultores da Esfera pode te ajudar.

A Esfera Energia é uma empresa que realiza a consultoria completa para ajudar seus clientes a migrarem para o Mercado Livre de Energia.

Fazemos a contratação de energia sob medida para seu negócio e operamos em conformidade com as normas da CCEE e ONS.

Ficou interessado? Converse com um de nossos especialistas!

Como e por que fazer uma mitigação de riscos ambientais

mitigação de riscos ambientais

Desastres como os rompimentos das barragens em Mariana e Brumadinho, no Estado de Minas Gerais, acenderam um alerta sobre os cuidados que precisamos ter com o meio ambiente.

A pressão por boas práticas ambientais dentro das empresas é tanta que ganhou

espaço até no Legislativo, por meio do projeto de lei 5442/19, que regulamenta o

compliance ambiental em empresas públicas e privadas.

Mas esse é apenas um dos pontos que discutem a mitigação de riscos ambientais.

Continue a leitura para entender como fazer uma gestão de riscos ambientais com

segurança e eficiência na sua empresa.

O que são riscos ambientais?

Para iniciar a mitigação de riscos ambientais, precisamos entender quais são os riscos que merecem a atenção da sua equipe. Alguns dos riscos podem parecer óbvios, mas apostamos que pelo menos um desses riscos chamará a sua atenção.

Os cinco principais riscos ambientais são:

Agentes físicos

São os perigos causados por processos na linha de produção e dos equipamentos utilizados. Entre os exemplos estão os ruídos, temperaturas extremas ou com alta volatilidade, vibrações, pressões fora do normal, temperaturas extremas e radiações.

Agentes químicos

Podem ser resumidos como os problemas relacionados com o manuseio de insumos como vapores, névoas, neblinas, gases e poeiras que podem ser inspiradas pelos colaboradores ou absorvidas pela pele.

Agentes biológicos

Provenientes da manipulação e alteração de bactérias, genes, bacilos, parasitas, protozoários e vírus.

Riscos de acidentes

Esse pode não parecer um risco ambiental, mas os riscos de acidentes podem sim causar grandes impactos no meio ambiente. Aqui são listados desde os riscos relacionados à equipamentos, como máquinas com defeitos e ferramentas inadequadas até a iluminação inadequada e probabilidade de explosões ou incêndios.

Um exemplo recente do impacto que esse tipo de risco pode ter foi o incêndio de uma ala Covid-19 do Hospital Doutor Nestor Piva em Aracaju, onde quatro pessoas morreram. A suspeita é de que o fogo tenha iniciado no ar-condicionado.

Riscos ergonômicos

Com uma tendência de crescimento do home office, esse risco se tornou ainda mais relevante às instituições. 

Eles podem ser causados por fatores fisiológicos, como o transporte de grandes cargas, posturas inadequadas e esforço físico intenso. Também é importante lembrar dos cuidados psicológicos, como jornadas de trabalho estendidas, estresse, controle de produtividade e cobrança excessiva.

Como realizar uma mitigação de riscos ambientais?

Agora que todos os perigos foram listados (e não são poucos, não é mesmo?), chega o momento de entender como realizar uma mitigação de riscos ambientais eficiente e segura. Afinal, essa ação não só garantirá a saúde do meio ambiente e a preservação de recursos, como também protegerá todos os colaboradores e a comunidade na qual sua organização está inserida.

1. Levantamento de riscos

Independente da categoria da gestão de risco, o primeiro passo sempre será levantar todos os riscos relacionados. 

No caso da gestão de riscos ambientais, esse levantamento reunirá desde ameaças pertinentes à atuação da empresa como também demandas de terceiros. Ademais, é importante revisar as políticas internas e entender como os riscos ambientais são tratados nela, para entender se há um alinhamento entre as práticas adotadas e a legislação vigente.

2. Priorização de ações preventivas

Para agir com organização na redução do impacto da concretização de um risco ambiental, nossa sugestão é priorizar ações preventivas em relação ao invés das correções posteriores. 

Imagine, por exemplo, que uma reforma está ocorrendo na fábrica da empresa. Será muito mais fácil revisar e mitigar riscos ambientais com a obra em andamento do que esperar ela ser concluída para entender as ameaças que ela oferece à população. 

Evitar que um problema aconteça oferece um melhor retorno sobre investimento, além de ser mais eficiente para combater riscos financeiros e operacionais provenientes de efeitos ambientais.

Algumas sugestões para mitigar esse tipo de risco são a manutenção periódica dos filtros de poluentes, que diminui a emissão de componentes nocivos na atmosfera e evita multas ou embargos provenientes da fiscalização. O descarte adequado de dejetos ou a implantação de um sistema de logística reversa também podem ser incluídos nessa categoria.

3. Mitigação de possíveis riscos

Com todos os riscos ambientais da sua organização e dos seus parceiros e fornecedores levantados, chega o momento de buscar ações para suavizar esse impacto e garantir um equilíbrio entre danos e correções.

Leia também: Plano de mitigação de riscos: passo a passo para montar um

É o caso, por exemplo, da migração para o mercado livre de energia. O Mercado Livre de Energia é um ambiente de negociação em que os consumidores negociam preços, prazo, volume e forma de pagamento diretamente com as geradoras ou comercializadoras de energia elétrica. 

Assim, os consumidores não ficam reféns das tarifas reguladas pelo Governo e têm a liberdade de escolher fornecedores. Em comparação aos preços praticados pelas distribuidoras de energia, os valores do Mercado Livre de Energia são extremamente competitivos, o que permite aos consumidores uma expressiva economia em seus gastos com energia.

Leia também: Entenda o que é energia sustentável e sua importância para o futuro do planeta

4. Realizar ações de remediação

Quando falamos de empresas ligadas direta ou indiretamente à exploração de recursos naturais, como mineradoras, fazendas agrícolas e outras, a mitigação não é o último passo para ajudar o meio ambiente.

Ações como a criação de um seguro ambiental, que financiará soluções em casos extremos, como desastres ambientais diversos, são necessárias para corrigir os erros que não puderam ser prevenidos.

Passo extra: envolver os fornecedores na mitigação de riscos ambientais

Para que a gestão de riscos ambientais seja ainda mais eficiente, por que não envolver os fornecedores no processo? Não se esqueça que os erros que ele comete e os riscos em que ele trabalha podem afetar a sua organização, causando desde atrasos na cadeia de suprimentos até prejuízos financeiros e de reputação.

Para identificar fornecedores que já foram autuados por órgãos de proteção ambiental, como o IBAMA, a consulta pública do processo de qualificação é a melhor opção, onde é possível verificar se o CNPJ já sofreu alguma penalização desse tipo.

Para realizar essa tarefa com ainda mais agilidade e eficiência, ferramentas como o software da Linkana podem ajudar. Com o uso de tecnologias como Machine Learning e Robot Process Automation, as consultas de bases públicas e emissão de certidões negativas acontecem de forma automatizada, agregando mais segurança às relações.

Artigo escrito pela Linkana, solução na redução de custos e mitigação de riscos através da automatização dos processos de homologação de fornecedores e Compliance.

O que é déficit de energia e quais são os riscos de isso acontecer no Brasil?

Entenda o que é déficit de energia

Dúvidas sobre déficit de energia sempre surgem quando o volume de chuvas está baixo e, por consequência, os níveis das principais bacias hidrográficas do país que atendem às usinas hidrelétricas estão abaixo do ideal.

Por isso é importante conhecer todos os detalhes sobre esse termo, bem como quais são os recursos atualmente disponíveis que asseguram o abastecimento de todo o Brasil.

Como nossa matriz energética é majoritariamente formada por energia hidrelétrica, é natural que questionamentos apareçam quando os períodos de escassez começam.

Então, aqui vamos explicar tudo o que você precisa saber a respeito de déficit de energia e o que garante que não faltarão recursos para contemplar todos os cidadãos do país.

Confira!

O que é déficit de energia

Déficit de energia é quando ocorre um desequilíbrio entre a oferta e a demanda energética, ou seja, quando falta energia para suprir todos os usuários da rede. 

No Brasil, a maior parte da matriz energética é formada pelas usinas hidrelétricas, de modo que a geração de energia depende muito dessa fonte.

Assim, quando as condições hidrológicas estão desfavoráveis, ou seja, quando há pouca chuva, o assunto vem à tona pois o sistema pode ficar comprometido. 

Para que isso não ocorra, há uma série de alternativas que garantem o abastecimento de toda a população. Mostraremos mais detalhes sobre isso a seguir.

Quais são os riscos de um déficit de energia acontecer no Brasil

Os riscos de um déficit de energia acontecer no Brasil são baixos, pois hoje diversas soluções são acionadas quando se observa que os níveis dos reservatórios estão baixos.

A seguir mostraremos os detalhes de cada uma delas. 

Uso de diferentes fontes de energia

Para reduzir a dependência das usinas hidrelétricas, estimula-se cada vez mais a implantação de fontes de energia complementares, como as fontes renováveis (energia solar, eólica e biomassa) e também de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs).

Saiba mais sobre a importância das PCHs para o setor energético brasileiro.

No Brasil, os principais tipos de energia que são consumidos depois da energia hidrelétrica vêm de usinas termelétricas, usinas eólicas, usinas nucleares e usinas solares.

As usinas termelétricas, por exemplo, são acionadas quando o volume das chuvas está baixo para que a geração de energia seja garantida.

Porém, neste caso as bandeiras tarifárias ficam vermelhas (patamar 1 ou 2), pois a energia gerada nas termelétricas é mais cara do que nas hidrelétricas já que combustíveis são usados no processo.

Veja no vídeo abaixo da ANEEL a explicação completa sobre o que são as bandeiras tarifárias:

Importante destacar que esse custo adicional é repassado apenas para os consumidores cativos.

No Mercado Livre de Energia não há a incidência de bandeiras tarifárias pois os contratos são negociados diretamente com as empresas geradoras ou comercializadoras de energia elétrica, o que permite ter mais controle do orçamento e prever os custos com mais precisão.

Demanda contratada

Com o objetivo de tornar o sistema elétrico mais eficiente, existem dois grupos de consumidores: 

  • Grupo A: consumidores de média e alta tensão, no qual estão as indústrias de médio e grande porte;
  • Grupo B: consumidores de baixa tensão, sendo eles residências e comércio. 

Os integrantes do Grupo A devem determinar qual é o volume de consumo de suas respectivas empresas e informá-lo para a distribuidora da região para poder fazer a contratação de energia — essa demanda é chamada de “demanda contratada”.

O objetivo desse acordo com a distribuidora é garantir que o sistema esteja preparado para contemplar todas as empresas sem que haja um risco de déficit de energia caso ocorra uma sobrecarga, por exemplo.

Caso mais energia seja consumida além daquela que havia sido previamente contratada, ocorre a aplicação de uma multa. Dessa forma, as empresas se policiam a operarem dentro do que foi acordado.

Aqui você confere um artigo completo sobre o que é demanda de energia e qual a diferença entre consumo e demanda.

Energia de reserva

O setor energético brasileiro é segmentado em dois ambientes:

  • Ambiente de Contratação Regulada (ACR): formado por consumidores cativos que têm acesso à energia com tarifas estabelecidas pelo governo e pagam mensalmente pelo serviço de distribuição e de geração de energia;
  • Ambiente de Contratação Livre (ACL): são os consumidores livres que negociam energia no Mercado Livre de Energia e podem encontrar preços melhores do que os normalmente disponíveis no ambiente regulado.

Conheça todas as diferenças entre ACR e ACL.

No ACR, existe a energia de reserva, que tem como objetivo assegurar o fornecimento de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN), em especial em períodos com alta demanda. Existem usinas que são contratadas especificamente para esse fim.

Além disso, a energia de reserva também proporciona a diversidade da matriz energética brasileira, já que a geração se dá por meio de fontes complementares às usinas hidrelétricas, justamente para mitigar os riscos de déficit de energia caso ocorra uma redução do volume das chuvas, por exemplo.

Saiba mais sobre o que é energia de reserva e qual a sua importância.

Deu para entender o que é déficit de energia e porque os riscos de isso acontecer no Brasil são baixos? É importante destacar que ações em prol de um consumo mais consciente de energia também são essenciais para evitar a sobrecarga do sistema e ainda contribuem para o meio ambiente.

Por isso, pensar em ações para reduzir o consumo é essencial para que a conta de energia não seja tão alta e também para que a demanda permaneça dentro do volume que foi contratado.

Se você precisa de um suporte especializado para fazer uma gestão mais eficiente da sua energia, conte com a Esfera Energia!