O que é a energia descentralizada? Entenda sua importância dentro do mercado

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A energia descentralizada é a geração de energia elétrica produzida por fontes renováveis, cuja infraestrutura fica localizada em áreas que possuem condições climáticas que favorecem a instalação de usinas geradoras.

O termo ‘descentralizado’ define modo de produção independente, sustentável e local, o que permite uma autonomia do fornecimento principal de um país.

No Brasil, por exemplo, a energia hidráulica é a principal fonte de energia da matriz elétrica nacional. Porém, quando longos períodos de estiagem levam a uma crise hídrica, todo sistema entra em alerta.

Por isso, a energia descentralizada tem sido bastante incentivada não só em nosso país como no mundo todo.

Quer entender melhor sobre a importância da energia descentralizada, as vantagens e a conexão com a geração distribuída? Continue a leitura e entenda mais sobre esse cenário.

Energia descentralizada: o que é?

Energia descentralizada significa uma energia gerada por sistemas de energia limpa que utilizam fontes renováveis para produzir energia elétrica.

As principais fontes utilizadas são energia solar e energia eólica. As Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGH) que são usinas de pequeno porte locais também entram no sistema de geração.

Com as discussões sobre transição energética em evidência nos últimos anos, a energia descentralizada vem ganhando mais relevância.

Em países como o Brasil, onde a demanda de energia elétrica é grande, buscar novas formas de produzir energia vem sendo cada vez mais fundamental.

Por isso, conhecer e investir localmente em novas possibilidades, ajuda a diminuir a dependência da energia centralizada, que no caso do Brasil está consolidado na energia hidráulica gerada pelas grandes hidrelétricas nacionais.

Qual é a importância da energia descentralizada?

O investimento em energia descentralizada é importante porque cria um sistema diversificado e garante mais independência para geração e produção de energia elétrica.

Assim como o Brasil, vários países possuem condições climáticas favoráveis para captar energia eólica e energia solar. Então, por que não aproveitar esse potencial para reestruturar a matriz elétrica?

Em território nacional, esse incentivo vem crescendo e batendo recordes de produção.

Segundo informações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), em julho de 2021, 10 recordes de produção de energia vinda de fontes renováveis (entre eólica e solar) foram batidos no Nordeste do país.

Os 11 mil megawatts médios de energia eólica produzidos seriam capazes de abastecer 102% da região Nordeste durante 24 horas.

O diretor do Departamento de Informações e Estudos Energéticos do Ministério de Minas e Energia, André Osório, afirmou que “a participação das [fontes] renováveis na matriz elétrica deve continuar acima de 80% até 2030, chegando a cerca de 85% em 2050”.

Os principais investimentos previstos serão nos potenciais eólico, solar e de biomassa do país.

O que é a geração distribuída?

Agora que você já sabe sobre energia descentralizada e sua importância para a eficiência energética, vai ser mais fácil entender o conceito de geração distribuída.

A geração distribuída é o nome dado a energia elétrica que é produzida junto ou próximo a unidade consumidora dentro de uma rede de distribuição. Essa energia também vem de fontes renováveis.

Os micro e minigeradores conseguem abastecer condomínios, propriedades rurais, indústrias, etc.

Para construir os sistemas não é necessário obter uma concessão. As regulações governamentais para a geração distribuída tem um processo simples e sem grandes burocracias.

Um dos principais investimentos nessa área são nos painéis para captação de energia solar.

Na prática, a geração distribuída funciona como um sistema de compensação. Depois de descontar o seu consumo, o consumidor ganha um crédito na sua conta de energia pela quantidade de energia gerada e incluída na rede.

Assim, enquanto o saldo de geração for positivo, a unidade consumidora adquire um crédito em quilowatt-hora (kWh) para a próxima fatura que pode ser utilizado em até 60 meses.

É importante destacar que os consumidores-geradores não podem comercializar a energia que produzem. O uso deve ser feito na unidade correspondente.

Vantagens da energia descentralizada

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Abaixo reunimos cinco vantagens principais da geração de energia descentralizada:

1. Independência energética

A energia descentralizada é uma iniciativa importante para criar independência energética das grandes centrais e dar mais força aos sistemas de geração dos países, o que ajuda a prevenir sobrecargas e racionamentos, por exemplo.

2. Redução no impacto ambiental

Essa é uma vantagem importante, pois as usinas que usam combustíveis fósseis para gerar energia elétrica como as termelétricas emitem muitos gases poluentes. Com a energia descentralizada, a energia do sol e dos ventos, por exemplo, é convertida sem gerar impactos no meio ambiente.

3. Linhas de transmissão estáveis

Como os sistemas de energia descentralizada são menores que os tradicionais, as linhas de transmissão são mais estáveis e fornecem energia de forma contínua, com chances menores de problemas como apagão ou falta de abastecimento.

4. Gastos com manutenção reduzidos

Depois de finalizada, a infraestrutura para a geração de energia descentralizada não exige manutenção constante e nem uma equipe fixa para essa função. Quando é necessário algum ajuste o acesso e o serviço também é mais rápido.

5. Custo de operação

A instalação de uma estrutura de energia solar ainda tem um investimento inicial alto. Porém, para o sistema funcionar, o custo operacional é baixo, já que depois de instalado não é preciso ter ninguém operando os equipamentos.

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MMGD: o que é micro e minigeração distribuída?

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No Brasil, a micro e a minigeração distribuída (MMGD) foi regulamentada pela Resolução da ANEEL nº 482 de 2012, que criou o sistema de compensação de energia elétrica, autorizando os consumidores a produzirem energia para consumo próprio em suas unidades.

Em janeiro de 2022 foi sancionada a Lei 14.300, chamada de marco legal da microgeração e minigeração distribuída (MMGD), que fez atualizações nas modalidades, deixando o processo ainda mais claro e organizado.

O objetivo da ANEEL é incentivar e viabilizar a implementação de tipos de geração de energia limpa e renovável pelos consumidores. O mais utilizado, apesar de ainda não ter um custo acessível para todos, é a instalação de painéis de energia solar.

A MMGD faz parte do conceito de geração distribuída que é o nome dado a energia produzida na unidade consumidora ou próximo a ela dentro de uma rede de distribuição local.

A condição nesse modelo é que seja sempre uma fonte de energia renovável, o que gera inúmeros benefícios para quem investe nessa alternativa, seja uma residência, empresa, condomínio, comércios ou uma grande indústria.

Se interessou e quer saber mais sobre os processos de MMGD? Continue a leitura e entenda as diferenças entre micro e minigeração distribuída, como utilizá-las e principais normas.

Boa leitura!

O que significa MMGD?

MMGD é a sigla para micro e minigeração distribuída que são pequenas centrais de geração de energia elétrica locais por meio de fontes renováveis ou cogeração qualificada.

A finalidade da MMGD é que os consumidores possam produzir sua própria eletricidade e, com isso, economizar no valor das suas contas de luz.

É importante destacar que mesmo gerando sua energia na unidade consumidora, o imóvel não é desconectado da rede de distribuição local. Pelo contrário, ao decidir se tornar uma MMGD, é preciso fazer uma atualização na distribuidora local para acertar detalhes técnicos (vistoria e substituição do medidor).

Isso porque o excedente de energia produzida é enviado para a rede de distribuição e o imóvel gerador recebe os créditos que serão utilizados para compensação em sua conta de luz todo mês.

Se a quantidade de energia gerada cobrir a quantidade consumida no imóvel, as únicas despesas mensais serão a taxa de manutenção padrão mínima cobrada pela distribuidora (taxa de disponibilidade) e a contribuição de iluminação pública (taxa municipal obrigatória).

Qual a diferença entre micro e minigeração distribuída?

A diferença entre micro e minigeração distribuída está na potência que cada sistema é capaz de gerar.

– Na microgeração distribuída, a potência de geração instalada é de até 75 kW e a responsável pelos custos de atualização dos equipamentos de medição é a distribuidora local.

– Na minigeração distribuída, a potência de geração instalada é superior a 75 kW, menor ou igual a 3 MW para fontes não despacháveis e menor ou igual 5 MW para fontes despacháveis.

Nesse caso, é o próprio consumidor que arca com a atualização do sistema de medição bem como, em alguns casos, com eventuais custos relacionados à sua conexão com a rede da distribuidora local.

Para aderir a MMGD, é preciso ser um consumidor cativo, ou seja, aquele que faz parte do mercado de contratação de energia elétrica tradicional, também chamado de Ambiente de Contratação Regulada (ACR).

Assista ao vídeo abaixo e conheça os ambientes do mercado de energia elétrica brasileiro:

Quais são as modalidades da ANEEL para micro e minigeração distribuída?

Segundo a resolução da ANEEL nº 482, a micro e minigeração distribuída pode ser registrada em quatro modelos de compensação:

1. Geração no local de consumo

No modelo de geração no local de consumo, o sistema gerador (painéis, bateria, cabos, controlador de carga, etc.) está instalado na unidade consumidora que, por sua vez, faz a utilização da eletricidade no imóvel. Nesse caso, não existe nenhum compartilhamento.

2. Autoconsumo remoto

No autoconsumo remoto, duas ou mais unidades pertencentes ao mesmo titular (pessoa física ou jurídica) são abastecidas pela mesma unidade de micro ou minigeração distribuída.

Por exemplo, o dono de uma empresa que possui uma matriz e uma filial pode optar por esse modelo. O mesmo vale para o proprietário de um imóvel residencial que possui casas em locais diferentes ou em área rural.

Os créditos de energia excedentes são usados para compensar o consumo na unidade remota.

3. Múltiplas unidades consumidoras

Os condomínios se encaixam no modelo de múltiplas unidades consumidoras. Nesse caso, a micro ou minigeração distribuída vai atender duas ou mais unidades consumidoras consideradas distintas, mas dentro da mesma propriedade: os apartamentos e as áreas de uso comum.

Os apartamentos sob responsabilidade dos moradores e as áreas comuns sob gerenciamento do síndico ou administradora.

4. Geração compartilhada, reunidas em consórcio ou cooperativa

Por fim, a geração compartilhada é um modelo constituído pela união de consumidores (pessoas físicas ou jurídicas) principalmente por meio de consórcio, cooperativa e associação civil.

O sistema de micro ou minigeração distribuída fica em local diferente das unidades consumidoras e a energia excedente pode ser compensada para todos. Nesse caso, as unidades são de titularidades diferentes.

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Recursos Energéticos Distribuídos (REDs): o que são e qual a importância?

Painéis solares em campo aberto

Está ocorrendo um aumento da presença dos Recursos Energéticos Distribuídos (REDs) no setor energético. Isso se dá, principalmente, por conta da redução dos custos de investimento e transação, crescimento e desenvolvimento de tecnologias, bem como do papel ativo dos consumidores. 

Segundo a nota técnica PR 08/18 do Ministério de Minas e Energia, “o recente crescimento, associado à característica dos RED indica que a difusão destas tecnologias apresenta um elevado potencial disruptivo, capaz de transformar profundamente os sistemas elétricos que hoje são predominantemente operados com recursos de maior porte e gerenciados centralizadamente.”

De acordo com dados do Plano Decenal de Expansão de Energia 2030 (PDE 230), estima-se que os Recursos Energéticos Distribuídos correspondam a 19% do consumo de eletricidade até 2030

O documento também prevê que a conservação total de energia e os RED atinjam

8% em 2030, e a conservação de energia elétrica e os RED alcancem 19% no mesmo ano.

Por isso, diante da importância do tema, vamos apresentar um resumo sobre os Recursos Energéticos Distribuídos. 

Continue lendo para saber mais.

O que são os Recursos Energéticos Distribuídos?

De acordo com a definição presente no PDE 2030, REDs são “tecnologias de geração, armazenamento de energia elétrica e redução do consumo localizado dentro dos limites da área de uma determinada concessionária de distribuição, normalmente junto a unidades consumidoras, atrás do medidor (“behind-the-meter”).”

Os Recursos Energéticos Distribuídos abrangem, por exemplo:

  • eficiência energética;
  • geração distribuída de eletricidade;
  • veículos elétricos;
  • armazenamento e resposta da demanda;
  • produção descentralizada de combustíveis;
  • redes elétricas inteligentes;
  • micro e minigeração distribuídas (MMGD);
  • autoprodução de energia (não injetada);
  • energia solar térmica.

A energia solar está em destaque por conta da perspectiva de crescimento dessa fonte e sua disseminação na sociedade. 

Veja na ilustração abaixo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) a comparação entre o sistema atual e o projetado.

Plano para o futuro do setor energético
Fonte: EPE

Segundo a International Renewable Energy Agency (IRENA), existem alguns caminhos possíveis para viabilizar e implementar os REDs:

  • Tecnologias: veículos elétricos, carregamento e armazenamento, Internet das Coisas, medidores inteligentes, 5G, Inteligência Artificial;
  • Modelos de negócio: agregadores, energy-as-a-service e modelos pré-pagos;
  • Desenho de mercado: Mercado Livre, definição clara de custos, tarifas binômias, granularidade dos preços no tempo e no espaço;
  • Operação do sistema: previsão de geração de energia renovável, cooperação entre sistemas de transmissão e distribuição, virtual power lines.
Fonte: IRENA

Qual a importância dos REDs?

A importância dos RED para a matriz energética brasileira se dá pelo fato de que novas práticas de planejamento, expansão e operação do sistema de energia e das redes elétricas serão necessárias.

Um dos principais benefícios dos Recursos Energéticos Distribuídos é a proximidade entre as fontes de geração e as unidades consumidoras, o que acarreta redução de perdas elétricas

O PDE 2030 também sinaliza que os REDs “podem oferecer confiabilidade suficiente para os operadores do sistema em situações extremas, se estiverem adequadamente alocados espacialmente e operados em momentos mais adequados.”

Para os consumidores, os Recursos Energéticos Distribuídos representam mais autonomia para realizar a geração e gestão da própria energia. 

Outro aspecto que merece destaque é que os REDs estão diretamente relacionados ao seu desenvolvimento no mercado e ao planejamento da matriz energética brasileira. Eles fazem parte de uma “sopa de letrinhas” que envolve mais duas siglas: ESG e DDD

O que significam ESG e DDD?

ESG é a sigla para “Environmental, Social and Governance” que, em português, significa “Ambiental, Social e Governança”. Basicamente, dizem respeito à preservação do meio ambiente, responsabilidade social e práticas de governança. 

Já DDD significa “Descarbonização, Descentralização, Digitalização”. São ações voltadas para eficiência energética, matriz energética renovável, novas tecnologias, machine learning, geração distribuída e resposta da demanda, para citar alguns exemplos.

É claro que esses termos não estão relacionados apenas ao setor energético. Contudo, eles têm um grande impacto no futuro da energia e no desenvolvimento sustentável do país. Quando se trata de geração distribuída, ela faz parte justamente da “descentralização”. 

O PDE 2030 mostra uma expansão significativa da geração distribuída (números em GW), enquanto há uma redução da capacidade instalada de carvão, diesel e óleo, um reflexo da descarbonização. 

Confira o gráfico abaixo para entender melhor. 

Projeção dos recursos energéticos para 2030
Fonte: PDE 2030

Próximos passos dos Recursos Energéticos Distribuídos

Apesar do potencial de desenvolvimento dos REDs no país, esforços serão necessários para viabilizar seu aproveitamento com mais eficiência. 

A nota técnica PR 08/18 do governo mencionada anteriormente mostra algumas recomendações de ações a serem implementadas nas próximas décadas em relação aos Recursos Energéticos Distribuídos:

  • ambiente de mercado de isonomia;
  • revisar subsídios e impostos nas tarifas de eletricidade;
  • maior interação do planejamento com as distribuidoras;
  • maior acesso a dados;
  • legislação flexível para acomodar inovações;
  • monitoramento de mercado e mecanismos de saída;
  • considerar aspectos de cibersegurança e privacidade;
  • revisão do paradigma regulatório das distribuidoras;
  • programas de EE e RD baseados em economia comportamental.

Existe também um cenário de expansão da oferta centralizada de energia. A geração centralizada é a forma tradicional de produzir energia: uma grande fonte geradora e linhas de transmissão para fazer com que o recurso chegue às unidades consumidoras. 

Já a geração distribuída é composta por unidades geradoras menores e mais próximas ao consumidor final. Neste caso, as fontes de energia devem ser renováveis ou de cogeração qualificada.

Isso significa redução dos custos de transmissão e dos impactos ambientais causados pela geração centralizada. Também estão nesse contexto as micro e minigeração distribuídas.

Ou seja, é fato que existem mais desafios para a implementação de projetos centralizados, o que justifica a perspectiva de uma maior participação dos Recursos Energéticos Distribuídos para atender a demanda. 

Deu para entender o que são os Recursos Energéticos Distribuídos? Como explicamos anteriormente, um dos caminhos para a implementação dos REDs é por meio de um Mercado Livre. 

Por isso, vale conhecer mais a respeito do Mercado Livre de Energia, assim como descobrir como adquirir energia diretamente dos distribuidores de fontes de energia renováveis ou de cogeração qualificada.

Se você ficou interessado e quer saber mais, conte com a Esfera Energia.

Somos referência nacional em gestão de energia no Mercado Livre de Energia e oferecemos todo o suporte necessário para empresas que desejam migrar e operar no Ambiente de Contratação Livre. 

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Entenda o que é cogeração qualificada e como ela melhora a eficiência energética

cogeração qualificada

Enquadrada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na definição de energia incentivada, a cogeração qualificada recebe incentivos do governo para estimular seu uso. Mas você sabe o que torna esse tipo de geração de energia tão especial para receber o mesmo tratamento dado às fontes renováveis?

Antes de mais nada, é preciso entender o conceito de cogeração de energia. O termo se refere ao processo de geração simultânea de duas ou mais energias, normalmente elétrica e térmica, a partir do consumo de uma mesma fonte.

A cogeração surgiu há mais de 100 anos na Europa, por meio do uso do rejeito térmico das centrais termelétricas para outras finalidades, e foi adotado por indústrias ao redor do mundo até meados do século XX. Depois, acabou perdendo competitividade para a eletricidade produzida em grandes centrais.

Nos últimos anos, a busca por formas mais eficientes de gerar energia e a preocupação com a redução da emissão de gás carbônico deram novo impulso à cogeração. E isto também explica porque a Aneel criou o termo cogeração qualificada para promover a racionalidade energética por meio de incentivos.

Quer saber mais sobre o assunto? Nas próximas linhas, mostraremos o que é e como funciona a cogeração qualificada e também detalharemos todos seus benefícios. Confira!

O que é cogeração qualificada?

Cogeração qualificada é um termo usado pela Aneel para determinar os requisitos mínimos de eficiência para a geração de energia elétrica e térmica de uma mesma fonte primária. A agência explica o conceito, em detalhes, na sua Resolução Normativa nº 235, datada de 14 de novembro de 2006.

Em suma, esse é o documento que estabelece os requisitos para a qualificação de centrais termelétricas cogeradoras de energia. O cumprimento dos requisitos especificados ali permite a participação nas políticas de incentivo do governo ao uso racional dos recursos energéticos.

De acordo com essa resolução, o termo cogeração qualificada pode ser aplicado em dois grupos:

I – pessoa jurídica ou empresas reunidas em consórcio que produzam ou venham a produzir energia elétrica destinada ao serviço público ou à produção independente;

II – pessoa física, pessoa jurídica ou empresas reunidas em consórcio que produzam ou venham a produzir energia elétrica destinada à autoprodução, com excedente para comercialização eventual ou temporária.

No entanto, para conseguir a qualificação, assim como os incentivos, é preciso cumprir uma série de requisitos que detalharemos mais adiante. Antes, porém, vamos entender o que diferencia a cogeração da geração convencional.

Como funciona a cogeração de energia?

A cogeração de energia começa com a queima de um combustível fóssil, que produz o calor que será transformado em energia mecânica e, em seguida, em eletricidade. Ou seja, segue o mesmo esquema da geração convencional, porém com um detalhe que a torna mais eficiente: ela também gera energia térmica.

Para entender melhor, confira o gráfico abaixo detalhando como funciona a geração convencional:

Como podemos ver, a maior parte da energia contida na fonte primária usada é transformada em calor e liberada no meio ambiente junto com os produtos da combustão. Por esse motivo, por mais eficiente que seja o gerador termelétrico, apenas 40% da energia do combustível pode ser usada para gerar eletricidade.

Esse limite vale para todo tipo de combustível, seja gás, carvão, diesel ou biomassa e não está ligada a questões técnicas; é pura Física. A transformação de calor em energia mecânica é limitada pela Segunda Lei da Termodinâmica e é nessa etapa que ocorre a maior perda de energia útil.

Para evitar o desperdício e aumentar a eficiência energética é que foi desenvolvida a tecnologia da cogeração, detalhada no gráfico abaixo:

O grande diferencial da cogeração em relação à geração convencional é usar o calor que seria liberado no ambiente para produzir energia térmica. Dessa forma, até 50% do combustível usado pode ser direcionado para esse fim e, somado aos 40% da produção de eletricidade, alcançar até 90% de eficiência.

Essa energia térmica pode ser usada para aquecer água para diferentes finalidades e também gerar vapor para alimentar processos industriais. Pode ser, inclusive, usada para a refrigeração de ambientes por meio dos chamados chillers de absorção.

Os sistemas de cogeração de energia mais usados são as turbinas a gás ou vapor, motores de combustão interna, geradores elétricos, caldeiras de recuperação e trocadores de calor.

Benefícios da cogeração

Por conta de suas vantagens, o modelo de produção simultânea de energia está cada vez mais presente em centros comerciais, hotéis, supermercados e nos chamados edifícios inteligentes. Dentre os principais benefícios da cogeração, podemos destacar:

  • Aumento da eficiência na geração de energia;
  • Redução do desperdício de energia útil;
  • Maior economia de combustível;
  • Redução da emissão de poluentes;
  • Geração de excedentes como fonte de receita.

Além deles, é preciso destacar os incentivos aplicados pela Aneel sobre a cogeração qualificada. Por se tratar de um tipo de energia incentivada, os descontos nas tarifas de uso dos sistemas elétricos de transmissão e de distribuição não podem ser inferiores a 50%, incidindo tanto na produção quanto no consumo.

A concessão desses incentivos está condicionada ao cumprimento de algumas exigências determinadas pela Aneel. E é sobre eles que falaremos em nosso último tópico.

Requisitos da cogeração qualificada

Além de estar regularizada na Aneel, a central termelétrica geradora que quiser se enquadrar na modalidade de cogeração qualificada precisa cumprir os requisitos de racionalidade energética determinados pelas seguintes equações:

cogeração qualificada
Fonte: Aneel

Os fatores das fórmulas acima são os seguintes:

  • Ef: Energia da fonte.
  • Et: Energia da utilidade calor.
  • Ee: Energia da utilidade eletromecânica.
  • X: Fator de ponderação.
  • Fc: Fator de cogeração.

Os valores de “X” e “Fc” deverão ser aplicados em função da potência elétrica instalada na central de cogeração e da respectiva fonte, obedecendo a seguinte tabela:

cogeração qualificada
Fonte: Aneel

Ficou confuso? Pois é… Justamente por conta da complexidade dos cálculos e da quantidade de variáveis envolvidas, a melhor forma de buscar a qualificação junto à Aneel é contando com o suporte de uma consultoria especializada.

Nesse sentido, vale lembrar que a energia produzida por cogeração qualificada não pode ser adquirida por consumidores do Mercado Cativo de Energia. Ou seja, ela está inserida em nosso sistema elétrico por meio do Mercado Livre de Energia.

Nada melhor então que buscar a consultoria da Esfera Energia, referência nacional em gestão de energia no Mercado Livre. A Esfera já gerencia mais de 300 unidades consumidoras e geradoras em 19 estados, contando com a confiança de marcas como Suzano e Ultragaz.

Se você quiser se livrar das complicações regulatórias, além de auxílio para identificar o melhor momento e o preço da venda da energia que produz, fale agora mesmo com um especialista da Esfera!

Despacho centralizado: entenda como o ONS coordena a geração das usinas

despacho centralizado

O sistema de energia elétrica do Brasil é formado por centenas de usinas espalhadas pelo país e controladas por diferentes proprietários. Para garantir a confiabilidade e a viabilidade econômica do fornecimento, a coordenação das operações do Sistema Interligado Nacional (SIN) é realizada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) por meio do despacho centralizado.

Criado em 1998, o ONS controla a geração e a transmissão das usinas de diferentes tipos de geração de energia que fazem parte do SIN, mas vai além. O Operador Nacional também cuida do planejamento da operação de sistemas isolados do país, tudo sob a fiscalização e regulação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O escopo de atuação do ONS não se restringe ao SIN porque muitas usinas não se enquadram nos critérios para fazer parte do sistema e operam por meio de um tipo diferente de despacho de geração: o descentralizado.

Mas, afinal, qual a diferença entre despacho centralizado e descentralizado? Como cada um deles funciona e como o ONS coordena a geração das usinas do país? Confira a resposta para essas e outras perguntas logo abaixo!

As diferenças entre despacho centralizado e descentralizado

Antes de falar sobre os dois tipos de despacho, recomendamos que você assista ao vídeo abaixo para entender o papel do ONS no abastecimento energético de lares e indústrias:

Agora que você já sabe como as operações do SIN são coordenadas para atender a demanda de energia de todo o país, é hora de responder algumas perguntas. Começando pela mais básica…

O que é despacho de geração?

Na definição da Aneel, despacho de geração é a energia gerada por uma ou mais usinas do sistema, alocada pelo órgão de coordenação da geração. O tipo de usina vai determinar a modalidade de despacho e também quais procedimentos devem ser executados junto ao ONS.

O que é despacho centralizado?

Despacho centralizado é o conjunto de instruções e ações de coordenação e controle de um sistema elétrico integrado, que envolvem tanto o planejamento como a operação em tempo real e a pós-operação. Na prática, é a forma como o ONS define a programação de geração de cada uma das usinas do SIN.

A grande maioria dos despachos de usinas no Brasil são centralizados. Nessa modalidade, as unidades geradoras informam quanta energia querem produzir e a qual preço para que o ONS determine as curvas de oferta e de demanda.

Essas curvas são analisadas e cruzadas para que seja encontrado um ponto de equilíbrio. É nesse momento que o ONS faz o despacho de usinas cujas ofertas de preço são menores ou iguais a esse ponto.

Vale ressaltar que nem toda unidade geradora opera dessa forma. Segundo o ONS, o despacho centralizado é a modalidade de operação das usinas tipo I, no qual se enquadram:

  • Usinas conectadas na rede básica, independente da potência injetada no SIN e da natureza da fonte primária;
  • Usinas ou conjunto de usinas conectadas fora da rede básica que impactam a segurança da rede de operação;
  • Usinas cuja operação hidráulica possa afetar a operação de usinas existentes programadas e despachadas centralizadamente.
Já que citamos o SIN, aproveite e confira o vídeo abaixo com todos os detalhes sobre o Sistema Interligado Nacional:

Como funciona o despacho de energia centralizado?

O objetivo da centralização das operações pelo ONS é atender a demanda de todo o Brasil através do despacho de usinas. Para entender seu funcionamento, nada melhor do que recorrer a um exemplo prático.

No último dia 13 de março, o ONS informou que efetivou o despacho de mais usinas termelétricas em janeiro devido à escassez de chuva entre o final de 2020 e o início de 2021. Quando chove pouco, diminui o nível dos reservatórios das hidrelétricas, principal fonte energética do país.

Nesse cenário, o governo precisa poupar a água desses reservatórios e reduzir a produção das hidrelétricas. Para evitar que ocorra um déficit de energia, ou seja, um desequilíbrio entre a oferta e a demanda, o ONS é obrigado a acionar mais as termelétricas.

Outros exemplos do funcionamento do despacho centralizado podem ser encontrados em atividades mais corriqueiras. Pense, por exemplo, na operação diária das hidrelétricas.

A capacidade de produção de uma usina que não esteja na cabeceira da cascata depende do uso da água tanto por parte de outras usinas quanto por usuários de outros setores. Isso significa que, se a usina A produzir mais energia do que deveria, vai diminuir a disponibilidade de água para a usina B.

E é aí que entra mais uma vez o despacho centralizado: para evitar a “disputa pela água” e garantir um abastecimento integrado e equânime de todo o território.

O que é despacho descentralizado?

O despacho descentralizado é a modalidade seguida por usinas que, por conta de seu impacto limitado na geração do Sistema Interligado Nacional, não têm suas operações coordenadas pelo ONS. São dois os tipos de usina que se enquadram nesta categoria.

Um deles é formado pelas unidades de tipo II, que têm a programação centralizada, mas não o despacho, e que incluem:

  • Usinas ou conjunto de usinas não classificadas como tipo I com injeção líquida superior a 30MW (no caso de centrais térmicas, incluindo biomassa e centrais hidráulicas) e 20MW (no caso de centrais eólicas) para as quais se identifica a necessidade de informações para possibilitar sua representação individualizada nos processos de planejamento e programação da operação e pós-operação;

  • Usinas Térmicas – UTEs não classificadas como tipo I, com potência líquida injetada inferior a 30 MW e que têm Custo Variável Unitário – CVU declarado.

    O despacho descentralizado também é o modelo adotado pelas usinas de tipo III, cuja programação também não é centralizada e engloba todas unidades não classificadas nas modalidades I e II.

Como funciona o despacho de energia descentralizado?

Embora não tenham suas operações coordenadas pelo ONS, as usinas que funcionam por meio de despacho descentralizado também precisam cumprir algumas obrigações. Entre as responsabilidades das unidades de tipo II, podemos destacar:

  • Participar dos processos voltados a: ampliações e reforços, planejamento e programação da operação;
  • Ter a programação da operação centralizada e estabelecida pelo ONS quando necessário para atender condições operativas específicas.

    Já as unidades de tipo III, caso tenha relacionamento com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), precisam:
  • Estabelecer as responsabilidades, as sistemáticas e os prazos para a elaboração e aprovação de projeto, montagem e comissionamento do SMF (Sistema de Medição para Faturamento), para a manutenção e inspeção desse sistema, para a leitura dos medidores e para certificação de padrões de trabalho.

Por essas razões, seja o despacho centralizado ou descentralizado, é importante contar com o apoio de uma boa consultoria para auxiliar sua empresa em todos os processos operacionais e regulatórios. E isso vale também para aquelas que integram ou querem migrar para o Mercado Livre de Energia.

A equipe da Esfera Energia monitora todas as atividades regulatórias, como audiências públicas, reajustes tarifários, alterações nas legislações setoriais e outras variáveis. É dessa forma que ela consegue potencializar os ganhos ou reparar possíveis perdas de seus clientes.

Se você ficou interessado em saber mais sobre como podemos ajudar sua empresa, fale agora mesmo com um especialista da Esfera!

O que é geração distribuída? Saiba como produzir sua própria energia elétrica

o que é geração distribuída

Todos aqueles que querem produzir sua própria eletricidade sabem bem o que é geração distribuída. A modalidade faz parte, assim como o Mercado Livre de Energia, de um conjunto de modernizações promovidas nos últimos anos no setor energético brasileiro para flexibilizar as formas de gerar e consumir energia.

Desde 2012, graças à regulamentação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o brasileiro pode gerar sua própria energia elétrica. O crescimento da potência instalada e do número de conexões residenciais, bem como as instaladas em comércios e indústrias, impressiona, como mostra o gráfico abaixo:

o que é geração distribuída
Fonte: Aneel

Mas o que levou tantas pessoas e empresas a adotarem o modelo da geração distribuída? Quais são seus benefícios e o que a diferencia da geração centralizada?

As respostas para essas e outras perguntas você encontrará nas próximas linhas. Confira!

O que é geração centralizada e distribuída?

A geração centralizada é a forma convencional de produzir energia, usando uma grande fonte geradora e linhas de transmissão para levá-la ao consumidor final. Por sua vez, a geração distribuída é formada por pequenas unidades geradoras localizadas o mais próximo possível do local de consumo.

Os principais diferenciais da geração distribuída de energia são suas fontes, que devem ser renováveis ou de cogeração qualificada, e a proximidade com o consumidor. Esse último fator é importante para reduzir os custos de transmissão e os impactos ambientais inerentes à geração centralizada.

Outra característica interessante da modalidade, também conhecida como GD, é que você pode não apenas produzir a própria energia, mas também fornecer o excedente para a rede da distribuidora. E o melhor é que eles voltam na forma de créditos de energia ativa que podem ser usados em um prazo de até 60 meses.

A Aneel colocou a geração distribuída em vigor em 2012 com a publicação da Resolução Normativa número 482. Em 2015, a agência publicou outra, a de número 687, para revisar a política de créditos e fazer a distinção entre microgeração e minigeração distribuída.

O que é micro e minigeração distribuída?

Confira abaixo a diferenciação estabelecida pela Aneel entre micro e minigeração distribuída:

  • Microgeração: central geradora de energia elétrica através de fontes renováveis ou cogeração qualificada com potência instalada inferior ou igual a 75 kW (quilowatts).

  • Minigeração: central geradora de energia elétrica com potência instalada superior a 75 kW e menor ou igual a 3 MW (para fonte hídrica) e menor ou igual a 5 MW para cogeração qualificada e demais fontes renováveis.

Após a introdução dessas diretrizes, a Aneel abriu uma consulta pública em 2019 para receber contribuições à proposta de revisão da resolução de 2012. Conheça no vídeo abaixo, do canal Bárbara Rubim, alguns dos principais pontos do possível marco legal da geração distribuída:

Como funciona a geração distribuída?

Para entender o funcionamento da geração distribuída, vamos detalhar suas principais modalidades:

Geração na unidade consumidora

Nesse caso, o sistema de geração de energia é instalado no mesmo endereço e no mesmo ponto de conexão com a rede distribuidora que a unidade consumidora. Os exemplos mais comuns são as casas ou estabelecimentos comerciais que instalam placas fotovoltaicas para gerar energia solar.

A energia gerada é usada para abater o consumo da própria unidade consumidora, sendo impossível transferir os créditos para outras unidades.

Geração compartilhada

Essa modalidade se caracteriza pela união de duas ou mais empresas ou pessoas físicas em unidade com microgeração ou minigeração em local diferente das unidades consumidoras nas quais a energia excedente será compensada. A única exigência é que estejam todas na área de concessão de uma mesma distribuidora.

Quem participa desse tipo de geração distribuída economiza tanto no investimento inicial, que é dividido com outros, como na conta de luz, que também fica mais baixa.

Autoconsumo remoto

Nesse modelo, a mesma pessoa jurídica ou física pode gerar energia em uma unidade e distribuir o excedente entre outras unidades consumidoras. Nesse caso, além de estarem na área de concessão da mesma distribuidora, as unidades devem estar no nome do mesmo titular.

Essa modalidade é indicada para atender, por exemplo, uma empresa que gere energia e queira usar os excedentes para abater as contas de consumo de suas filiais.

Empreendimentos com múltiplas unidades consumidoras

O uso da energia elétrica nesse tipo de empreendimento ocorre de forma independente com os percentuais definidos por contrato. Cada uso individual constitui uma unidade consumidora enquanto as áreas de uso comum constituem uma unidade distinta sob responsabilidade da administração ou do proprietário.

A exigência, nesse caso, é que as unidades estejam em uma mesma propriedade ou em áreas contíguas, sendo a utilização de vias públicas, passagem aérea ou subterrânea e de propriedades de terceiros.

Vantagens e desvantagens da geração distribuída

Os principais benefícios da geração distribuída de energia, quando comparada com a geração centralizada são:

  • Economia na conta de luz com a instalação de um micro ou minigerador;
  • Diminuição dos gastos com interligação e distribuição;
  • Uso de fontes renováveis;
  • Independência energética;
  • Maior agilidade para atender demandas;
  • Redução de perdas técnicas que ocorrem nas linhas de transmissão;
  • Minimização dos impactos ambientais.

Embora sejam muitos os atrativos, não podemos deixar de mencionar que a modalidade ainda enfrenta alguns desafios, entre eles:

  • Burocracia para adquirir um gerador;
  • Exigência de licenciamento ambiental;
  • Investimento inicial caro por se tratar de tecnologias modernas e, muitas vezes, importadas;
  • Poucas linhas de crédito para adquirir equipamentos, principalmente para pessoas físicas.

A geração distribuída e o Mercado Livre de Energia

Gostou de saber o que é geração distribuída e conhecer seus prós e contras? Como vimos, esse modelo engloba tanto pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) como empreendimentos de energia eólica, solar ou de cogeração qualificada.

No entanto, a produção e distribuição acontecem dentro do Ambiente de Contratação Regulada (ACR). Isso significa, por exemplo, que tanto a permissão para uma unidade geradora entrar em operação como o faturamento dos créditos gerados são responsabilidade da rede distribuidora à qual está conectada.

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