Sustentabilidade em casa: 7 boas práticas para aplicar

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Já reparou nos seus hábitos e como eles contribuem para a sustentabilidade em casa ou não?

Uma pesquisa da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC) junto com a Brain Inteligência Estratégica entrevistou 14 mil brasileiros que afirmaram que estariam dispostos a pagar mais caro por uma casa sustentável.

Outras conclusões interessantes relacionadas a exemplos de sustentabilidade em casa apontadas pela pesquisa foram:

  • 66% disseram que é importante o imóvel possuir energia solar;
  • 56% pagariam mais em uma casa com tecnologia que reutiliza água da chuva;
  • 57% preferem imóveis com espaços arejados e integrados à natureza.

A sustentabilidade nunca foi tão falada quanto atualmente, pois o meio ambiente e as projeções dos cientistas não são nada positivas quanto ao futuro do nosso planeta.

O consumo excessivo, o descarte sem seleção, o desperdício e o uso de materiais poluentes, a utilização de energia fóssil para gerar eletricidade em larga escala são algumas das práticas que acendem o sinal vermelho.

Enquanto algumas medidas estão fora do alcance do cidadão comum, existem outras que, mesmo pequenas, são uma contribuição para otimizar o uso dos recursos disponíveis.

Quer aprender como aplicar a sustentabilidade em casa? Continue lendo este artigo e aprenda dicas possíveis de colocar em prática.

O que deve ter uma casa sustentável?

Mais do que apenas possuir tecnologias que favoreçam a sustentabilidade, uma casa sustentável deve ter hábitos como parte do estilo de vida das pessoas, que ajudam a reduzir os impactos do consumo no ambiente em torno.

Cada ação praticada no dia a dia causa um impacto, mas com soluções práticas é possível substituir uma ação da rotina por outra melhor.

Dos produtos de limpeza ao uso de energia elétrica, existem inúmeras possibilidades de melhorar a qualidade de vida e incorporar a sustentabilidade em casa como um valor para todos os moradores.

Qual a importância dos exemplos de sustentabilidade em casa?

A sustentabilidade em casa é importante porque abre espaço para uma mentalidade mais consciente em relação ao que e como consumimos.

Pensando melhor sobre os tipos de produtos e serviços que entram em casa, é possível evitar desperdício, encontrar soluções mais eficientes, conhecer novas formas de descarte, etc.

Hoje, tanto as empresas quanto os cidadãos valorizam a sustentabilidade e quando esse movimento se volta para os hábitos dentro de casa, as mudanças podem ter impacto em grande escala.

Sem contar os benefícios econômicos de conseguir utilizar bens com uma vida útil muito maior quando comparado a soluções tradicionais e não sustentáveis.

Mas o que é possível fazer? Aprenda algumas dicas no próximo tópico.

Como aplicar a sustentabilidade em casa?

Quando se trata de formas de aplicar a sustentabilidade em casa, existem várias ações que podem ser implementadas, desde as mais simples às mais complexas.

Na lista abaixo reunimos atitudes fáceis de colocar em prática e que não vão requerer mudanças complexas na estrutura de onde você mora.

Confira o que está ao seu alcance para aplicar a sustentabilidade em casa:

  • Reduza o tempo no banho
    Compre produtos de limpeza eco-friendly
  • Aproveite mais a iluminação natural
  • Tenha produtos com selo de economia de energia
  • Use lâmpadas de LED
  • Dê prioridade para embalagens recicláveis
  • Estude a possibilidade de usar energia solar

Veja a seguir os detalhes de cada dica.

1. Reduza o tempo no banho

A água é um recurso valioso e que não deve ser desperdiçado, especialmente em momentos de crise hídrica séria.

Segundo o Instituto Akatu, que trabalha estimulando o consumo consciente, reduzindo em apenas 1 minuto o banho diário, em 10 anos, a economia gerada pode abastecer outra pessoa por 2 anos. São 21.960 litros poupados.

DICA: lembre-se disso quando estiver escovando os dentes, fazendo a barba e até lavando a louça ou as roupas. A água pode tanto ser economizada quanto reutilizada em outras tarefas.

2. Compre produtos de limpeza eco-friendly

Outra prática de sustentabilidade em casa é comprar produtos de limpeza eco-friendly, que são produtos:

  • naturais;
  • biodegradáveis;
  • hipoalergênicos;
  • veganos.

Dessa forma, você reduz a quantidade de resíduos químicos que descarta para o meio ambiente, sem perder em capacidade de limpeza. Pesquise e fique de olho nos rótulos das embalagens.

3. Aproveite mais a iluminação natural

Utilizar mais a iluminação natural também é uma forma de aplicar a sustentabilidade em casa. Afinal, quanto mais luz entrar, menos as lâmpadas ficam acesas, economizando energia elétrica. Abra as cortinas e faça suas atividades nos cômodos bem iluminados.

4. Tenha produtos com selo de economia de energia

Os eletrodomésticos e eletrônicos podem contribuir para a sustentabilidade em casa, especialmente, se tiverem o selo de economia e eficiência energética. Isso significa que eles consomem menos e duram mais, podendo ser utilizados por mais tempo.

DICA: evite o modo stand by retirando itens fora de uso da tomada para poupar energia.

5. Use lâmpadas de LED

As lâmpadas de LED gastam menos e iluminam muito melhor que as fluorescentes, então vale a pena priorizá-las. Além disso, é um tipo de lâmpada que dura mais e evita trocas frequentes, contribuindo para a sustentabilidade em casa.

6. Dê prioridade para embalagens recicláveis

Os produtos com embalagens recicláveis podem ser reaproveitados dentro de casa ou destinados para empresas que fazem o processamento. Pesquise soluções na sua cidade e faça o encaminhamento. Além de embalagens, recicle também o lixo doméstico, fazendo a separação correta, direcionando-o para coleta especial.

7. Estude a possibilidade de usar energia solar

A energia solar é o maior investimento dessa lista de dicas de sustentabilidade em casa. O gasto inicial é alto, mas traz bastante autonomia e eficiência energética para o imóvel.

Porém, é possível ter energia solar sem precisar investir em uma estrutura de captação própria. A Geração Distribuída é uma das formas de ter acesso a energia solar.

Existem plataformas que conectam os consumidores aos produtores e, assim, a energia limpa chega em casa de forma simples e gera uma boa economia na conta de luz.

A solução também é válida em condomínios residenciais e outras estruturas coletivas.

Mais eficiência energética na sua casa sustentável

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Consumo consciente: o que é e qual a importância?

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Pensar na maneira como consumimos os recursos disponíveis leva diretamente a necessidade de praticar o consumo consciente. Afinal, qual a origem de cada produto ou do que cada serviço depende para funcionar?

Muito do que compramos é produzido a partir de recursos finitos, ou seja, que um dia vão se esgotar. Então, pensar em como consumir de forma consciente é necessário para criar um mundo mais sustentável.

O ‘Relatório Brasil 2020 – Vida Sustentável’ elaborado pela Akatu e pela GlobalScan constatou que 70% dos consumidores, com destaque para os da geração mais jovem, desejam que empresas privadas não agridam o meio ambiente e tenham objetivos que contribuam para tornar o mundo melhor.

Uma postura proativa como consumidores é importante para que as empresas tenham a sustentabilidade e o consumo consciente como valores e não apenas o lucro. Afinal, um não exclui o outro e essas ações ainda atraem e fidelizam clientes com os mesmos valores.

Quer entender melhor o conceito de consumo consciente, sua importância e dicas para colocar essa postura em prática no dia a dia. Continue lendo o artigo e fique por dentro desse tema tão atual.

O que é consumo consciente?

O consumo consciente é aquele que leva em consideração não só o desejo da compra em si, mas também como um bem é produzido, seu caminho até as prateleiras e o descarte dos resíduos depois do uso.

Essa avaliação antes de adquirir um produto ou serviço permite evitar o consumo excessivo, desenfreado e acumulador. Além disso, é uma forma de identificar quais empresas têm ações consistentes contra o desperdício e a redução dos impactos da sua atividade no meio ambiente.

O consumo consciente pode (e deve) se tornar um valor natural e fazer parte das decisões de compra no dia a dia.

Qual é o objetivo do consumo consciente?

Toda operação comercial causa impacto no meio ambiente, no bem-estar dos funcionários, dos consumidores e na comunidade em geral.

O objetivo de consumir de forma consciente é contribuir para que a cadeia seja mais sustentável, evitando o consumo excessivo, o acúmulo e o descarte sem reaproveitamento.

Para isso, todos os responsáveis precisam ter consciência do seu papel. As empresas precisam orientar seus consumidores sobre a melhor forma de consumir, como reaproveitar embalagens ou criar formas do produto ter uma vida útil maior.

Dessa forma, os consumidores poderão colocar em prática as orientações, criando um ciclo sustentável e mais eficiente.

Qual a importância do consumo consciente?

Em entrevista à revista Veja, o presidente do Instituto do Capitalismo Consciente Brasil, Hugo Bethlem, fez uma consideração que reforça a importância do consumo consciente:

“Nunca a felicidade do consumidor final pode se dar à custa do sofrimento de outra parte da cadeia, sejam pessoas, animais ou o meio ambiente”.

Ou seja, se um elo da cadeia não pensa no outro, a sustentabilidade das iniciativas se perdem no meio do caminho e os resultados são comprometidos.

Por isso, é necessário pensar no que, de quem e como consumimos cada item que faz parte da nossa rotina para que as escolhas sejam feitas de forma mais consciente dos impactos e para também para que possamos agir para minimizá-los.

Assista ao vídeo abaixo e entenda mais sobre a importância do consumo consciente:

Como consumir de forma consciente?

O relatório do Instituto Akatu citado acima listou alguns exemplos de consumo consciente para orientar as decisões de compra. São eles:

1. Planeje suas compras

Um dos primeiros passos para consumir de forma consciente é planejar bem as compras que serão feitas. Isso vai diminuir as compras por impulso e fazê-lo pensar na real necessidade de adquirir algo. Dessa forma, é possível ter um controle melhor do próprio dinheiro, adquirindo o que é essencial e que será bem aproveitado.

2. Conheça a empresa de quem está comprando

O consumo consciente está ligado a uma empresa consciente. Então, conheça a marca de quem você está comprando, quais são suas iniciativas de sustentabilidade, como ela entrega o produto no mercado, etc. Hoje, essas ações são usadas nas estratégias de marketing, então, é fácil obter essas informações.

3. Não compre produtos falsificados

Outra dica para o consumir de forma consciente é evitar a compra de produtos falsificados. Isso porque a produção de itens “pirata” não leva em consideração nenhuma preocupação com a origem da matéria-prima, sobras geradas e a forma de distribuição. A falsificação também é ilegal.

4. Valorize as iniciativas de responsabilidade social das marcas

Comprar de marcas que possuem ações de responsabilidade social envolvendo funcionários e a comunidade também é uma forma de consumo consciente. Esse detalhe pode ser somado a um preço competitivo e a qualidade do produto/serviço ofertado.

5. Fique atento a geração de lixo

Praticar o consumo consciente envolve aproveitar toda vida útil de um produto, fazer consertos (quando for vantajoso), doar ao invés de jogar no lixo e descartar corretamente cada item. Assim, você pode contribuir para o controle da geração de lixo, principalmente, dos que poluem o meio ambiente.

Consumo consciente de energia: dá para reduzir os gastos?

Nos últimos anos, o consumo consciente de energia é um assunto em alta, já que a crise hídrica, gerada pelos períodos de estiagem prolongada no país, aumentou as tarifas de energia elétrica.

Esse contexto soou o alerta para os consumidores economizarem não apenas a luz diretamente, mas também a água, que é a principal fonte geradora de eletricidade no Brasil.

Para economizar, existem opções como migrar para a tarifa branca ou para a tarifa social, caso se encaixe nas regras socioeconômicas exigidas.

A tarifa branca é vantajosa para as pessoas com hábitos de consumo fora do horário de pico, que é mais caro e vai, em média, das 18h às 22h. Quem trabalha ou estuda a noite se beneficia dessa mudança.

Outra forma de praticar o consumo consciente é utilizar fontes de energia renovável como a energia solar.

Dessa forma, uma residência pode se tornar autossustentável, evitando o desperdício de energia, pois o excesso produzido pode ser trocado por créditos com a distribuidora de energia local.

Leia também >>> O que é energia solar? [Guia completo com prós e contras].

Faça investimentos conscientes para sua casa

Gostou das dicas de como consumir de forma consciente, mas não tem recursos para investir em soluções como a energia solar? Existe outro caminho para abastecer sua casa com uma fonte renovável e limpa, sem precisar de uma estrutura própria.

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O que é energia intermitente e quais são as principais fontes?

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As fontes de energia intermitente são cada vez mais relevantes na matriz energética e elétrica dos países do mundo inteiro. Mesmo sendo intermitentes, ou seja, operam em intervalos para geração de eletricidade, são investimentos certeiros que visam um mundo mais sustentável e mais limpo.

Muitos países ainda utilizam recursos altamente poluentes como o carvão para gerar energia por meio de usinas termelétricas, que além de caras, também emitem os perigosos gases do efeito estufa.

O resultado é o planeta em total alerta devido aos impactos na temperatura da Terra, nas mudanças climáticas e na qualidade de vida da população.

Para entender melhor o que é energia intermitente, continue lendo este artigo e conheça as principais fontes e as vantagens e desvantagens do uso. Boa leitura!

O que é energia intermitente?

A energia intermitente é aquela gerada por uma fonte energética que não pode ser armazenada em sua forma original e, por isso, só é transformada em eletricidade enquanto o recurso estiver disponível no sistema de geração.

Dessa forma, a geração terá um desempenho variável durante o dia, havendo pausas e retomadas, conforme a disponibilidade da fonte principal utilizada.

Quais as fontes energéticas são caracterizadas como intermitentes?

As fontes energéticas caracterizadas como intermitentes são, em sua maioria, as fontes renováveis como: energia solar, energia eólica e energia hidrelétrica.

O Brasil e vários países do mundo utilizam a energia intermitente com excelentes resultados e com potencial de melhoria cada vez maior. Conheça mais sobre cada fonte:

Energia solar

A energia solar é considerada uma fonte de energia intermitente já que a energia eletromagnética dos raios de sol em si não pode ser armazenada. Dessa forma, depois que o sol se põe, o sistema gerador para de funcionar, retomando no dia seguinte.

Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), existem 10 gigawatts (GW) de potência operacional da fonte solar fotovoltaica instalada no país.

Esse potencial está distribuído em usinas de grande, médio e pequeno porte que utilizam espaços como terraços, telhados, fachadas e terrenos para montagem dos painéis de captação.

Energia eólica

A energia intermitente eólica é gerada pela energia cinética que vem dos ventos. Além de gerar energia elétrica, também produz energia mecânica para moinhos e cata-ventos.

Em 2021, o Brasil bateu recorde de expansão de usinas eólicas e possui 20,1 gigawatts (GW) de potência instalada, o que representa 11,11% da matriz energética.

O nordeste do país é uma das principais áreas onde são instaladas as turbinas eólicas, por causa das condições climáticas que favorecem o aproveitamento dos ventos.

Leia mais: O que é energia eólica e qual sua importância para a matriz elétrica do Brasil?

Energia hidráulica

Por fim, a energia hidráulica é outra fonte de energia intermitente, essa bastante conhecida, já que utiliza o principal recurso em abundância no país: a água.

A disponibilidade de bacias hidrográficas ricas permitiu a instalação de usinas hidrelétricas de diferentes portes para geração de eletricidade em várias regiões do país.

A força da água é o principal acionador das turbinas e quanto mais água entrar, maior é a geração. Esse tipo é considerado intermitente, pois ao fechar a entrada, a geração é paralisada, retomando a potência total quando necessário e de acordo com a demanda.

Como podemos mitigar a intermitência da energia?

O Sistema Interligado Nacional (SIN) distribui a energia gerada, principalmente, das usinas hidrelétricas que usam a água para geração de eletricidade.

O investimento em grandes usinas como Itaipu, Belo Monte e Tucuruí consegue abastecer todo o país, com linhas de transmissão que percorrem quase todo território nacional.

O principal ponto de atenção para o sistema é quando acontece grandes períodos de estiagem, o que leva a crise hídrica e aumentos na tarifa de energia.

A intermitência de chuvas é um alerta em relação às mudanças climáticas provocadas por desmatamentos e outras atividades que afetam o ciclo da principal fonte da nossa matriz energética.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) conduziu em 2021 leilões que firmaram mais de R$ 4 bilhões de investimentos que serão investidos na criação de usinas de fonte de energia intermitente como hidrelétricas, eólica, solar e biomassa.

Na programação estabelecida, os investimentos terão duração de 20 e 30 anos, com início de suprimento em janeiro de 2024 e de 2025.

Para garantir tanto a geração quanto a distribuição pelo país, o SIN será cada vez mais integrado para garantir a eficiência e o abastecimento contínuo, sem riscos e sem desperdícios.

Outra forma de mitigar a intermitência da energia é a Geração Distribuída (GD) que permite a instalação de mini e microgeradoras próximas da área de consumo.

Dessa forma, a energia tem um custo menor de geração e pode ser usada imediatamente nas unidades de consumo.

A energia solar é a principal fonte de energia intermitente utilizada na GD e que é vantajosa devido a economia de custos com estrutura, podendo ser contratada por meio de uma empresa gestora de energia.

Vantagens e desvantagens da energia intermitente

As principais vantagens da energia intermitente são:

  • baixo impacto ambiental;
  • custo de geração de energia menor;
  • teor de emissão de gases de efeito estufa pequeno;
  • pouca necessidade de manutenção dos equipamentos;
  • fontes confiáveis para produzir eletricidade;
  • é renovável, entre outras.

Já as desvantagens da utilização das fontes intermitentes são:

  • dependência das condições climáticas para geração de energia;
  • os aerogeradores eólicos geram impacto sonoro, precisando ser instalados em áreas longe dos centros urbanos;
  • as hidrelétricas têm alto custo de instalação, causam impactos ambientais e a realocação de populações próximas a área.

Já pensou em utilizar fontes de energia intermitente?

O uso de energia intermitente está mais próximo do que você imagina por meio da Geração Distribuída (GD), que já existe em diversas regiões do país e nem sempre exige investimento próprio em infraestrutura.

Os consumidores atendidos pela Cemig em Minas Gerais, podem economizar 16% na conta de luz usando fontes de energia limpa.

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Como os produtores estão na mesma região dos clientes, o custo da energia é menor que o das fontes tradicionais. Faça o cadastro para contratar energia Esfera e comece a economizar hoje mesmo.

O que são custos operacionais + como reduzir em 5 passos

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A redução de custos operacionais é uma decisão que precisa ser bem avaliada nas empresas para que as ações planejadas resultem em economias vantajosas e não prejudiquem processos que são essenciais.

A pesquisa ‘Desafios dos Empreendedores Brasileiros’, realizada pela Endeavor, analisou o perfil de quase mil empreendedores e apontou em quais áreas eles têm mais dificuldades de gerenciamento. No TOP 3 da pesquisa estão:

  1. Gestão de pessoas;
  2. Gestão financeira;
  3. Burocracias (jurídico e regulamentação).

Aumentos dos custos, geração de receita, crises econômicas, tudo isso impacta especialmente a parte financeira. Sem expertise para lidar com esses pontos, é desafiador manter uma empresa ativa.

A gestão de custos operacionais é uma parte essencial desse trabalho, pois ajuda a contornar os desafios e a tomar decisões certas para equilibrar as despesas e cortar/reduzir onde é preciso.

Continue lendo e entenda a importância de acompanhar e também ter ações consistentes que contribuam para a redução de custos operacionais.

O que é custo operacional?

O custo operacional é toda despesa relacionada ao funcionamento do negócio, ou seja, tudo que é gasto para bancar os recursos necessários que mantêm o trabalho em andamento.

Conhecendo as necessidades da empresa, é possível listar tudo que gera uma despesa e avaliar se é necessário, supérfluo ou se pode ser eliminado ou reduzido.

Os donos de negócio se empenham em economizar dinheiro, mas essa redução de custos operacionais não pode ser feita sem nenhuma estratégia por trás.

Por mais que a tarifa de energia elétrica esteja alta, cada empresa possui uma demanda de energia que precisa ser atendida. Porém, é possível analisar onde ou em quais atividades se gasta mais, o que pode ser feito para reduzir e também pesquisar possibilidades de comprar energia mais barata.

A mesma dinâmica vale para outras despesas e muitas delas podem ser otimizadas mudando um fornecedor ou por meio de regras que estimulem o consumo consciente dentro da empresa.

Leia também: Aprenda como fazer uma campanha de economia de energia elétrica na sua empresa.

Por que reduzir os custos operacionais?

O motivo principal de fazer a redução de custos operacionais é economizar dinheiro. Além disso, existem outros fatores como evitar despesas supérfluas que podem ter um valor baixo, mas são contínuas e causam impacto no montante no fim do mês.

Então, não se trata apenas de uma redução aleatória ou de algo pontual. Dentro da operação de um negócio existem diversas atividades que precisam ser analisadas para identificar se é possível economizar ou pagar menos, sem gerar perda de qualidade no produto ou serviço.

Ao analisar as possibilidades de reduzir os custos operacionais de uma empresa, é importante alinhar as decisões às estratégias do negócio para não perder pontos fundamentais para a produtividade da empresa.

Veja neste outro artigo do blog sobre ‘Gestão de compras: aprenda a fazê-la de forma eficiente!’.

Como fazer a redução de custos operacionais de uma empresa?

Agora que você já sabe o que é e a importância de tomar decisões estratégicas quando se trata de redução de custos operacionais, reunimos algumas dicas simples e fáceis de como colocar em prática para obter bons resultados.

1. Conheça os setores e os processos da empresa

Para que a redução de custos operacionais seja positiva, primeiro, é necessário conhecer as demandas de cada setor da empresa e os processos que são realizados em cada área.

Afinal, todas as operações impactam no valor mensal que a empresa precisa gastar para se manter. Então com uma lista organizada em mãos, a equipe de gestão de custos pode analisar o que cada setor gasta e criar ações de melhoria, sem prejudicar a continuidade dos processos.

2. Invista em tecnologia para otimizar o trabalho

Pode parecer uma dica contra a redução de custos operacionais, mas o investimento em soluções de tecnologia contribui para a diminuição do desperdício.

O próprio trabalho de gestão de custos pode ser mais eficiente se a empresa investir em um software financeiro que agilize as análises. Comprar uma máquina nova ou alugar um equipamento também pode aumentar a capacidade produtiva e demandar menos tempo da equipe.

Lembrando que equipamentos mais modernos são mais econômicos, ou seja, gastam menos energia, o que ajuda a diminuir a conta de luz mensal.

3. Faça adaptações na estrutura física

O desperdício, seja de tempo, matéria-prima, espaço, etc., pode gerar despesas que oneram as contas desnecessariamente.

Para fazer uma redução de custos operacionais inteligente, analise onde a empresa ainda não consegue ser tão eficiente e planeje formas de adaptar a estrutura física para facilitar o desenrolar do trabalho no dia a dia.

Organizar a área de produção para evitar que os funcionários se acidentem em caixas ou ferramentas que ficam espalhadas é um exemplo simples. Porém, se não existir essa atenção, um funcionário pode se acidentar e ficar parado por meses, gerando uma despesa grande para a empresa.

4. Analise o fluxo de caixa e elimine despesas supérfluas

Essa dica para redução de custos operacionais é curinga! O fluxo de caixa mostra todas as saídas e entradas de dinheiro realizadas diariamente pela empresa.

Por isso, é uma ferramenta muito útil para identificar onde são feitos gastos supérfluos. Por exemplo, a empresa tem um custo alto com copos plásticos e decide eliminá-los. No lugar, a equipe ganha canecas ou garrafas que podem ser reaproveitadas e enchidas nos bebedouros.

5. Aumente sua rede de fornecedores

Se a sua empresa depende de um único fornecedor, a chance de você estar pagando muito caro para ele é grande. Então, para contribuir com o processo de redução de custos operacionais, aumente sua rede de fornecedores.

Dessa forma, você garante tanto um preço competitivo por meio da boa e velha pechincha quanto evita ficar desabastecido caso o seu fornecedor principal não possa atendê-lo.

Leia também >>> Gestão de fornecedores: o que é + 6 dicas de como fazer.

Tenha bons processos para gestão de custos operacionais

A redução de custos operacionais passa por diversas áreas de uma empresa e é com essa visão global que a gestão de custos consegue obter bons resultados, sabendo onde investir e no que poupar.

Uma das áreas onde as empresas podem ter mais sucesso é em eficiência energética. A energia elétrica é um recurso essencial que pode ser reduzido sem trazer prejuízo para as operações.

Migrando para o Mercado Livre de Energia, é possível economizar até 35% da conta de luz e terceirizar toda a operação de energia elétrica da sua empresa.

A Esfera é referência nacional em gestão no Mercado Livre de Energia e realiza todo planejamento para migração com análises técnicas e regulatórias minuciosas, detalhando desde o começo até os ganhos a serem gerados.

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Geração Fora da Ordem de Mérito chega ao fim depois de um ano e meio.

Em outubro de 2020, apesar da redução de consumo imposta pelo lockdown por conta da Covid-19, observamos o nível de reservatório da região Sudeste/Centro-Oeste cair acentuadamente e atingir valores baixos para o período.

Sem uma perspectiva otimista de chuvas para os meses seguintes, a situação despertou as primeiras preocupações quanto ao atendimento à demanda de energia para o ano de 2021. 

Desse modo, no dia 17 de outubro de 2021 foi dado início a Geração Fora da Ordem de Mérito (GFOM), evento onde usinas térmicas são chamadas a despachar para assegurar a garantia energética do sistema, independente das saídas dos modelos de operação.

Durante o ano de 2021, a situação piorou ao ponto de observarmos os níveis máximos dos reservatórios da região SE/CO chegarem abaixo dos 35% de sua capacidade ao fim do período chuvoso, quando foi decretada a crise hídrica no país.

Isso fez com que houvesse uma elevação dos volumes de GFOM e, consequentemente, uma elevação dos Encargos de Serviços do Sistema (ESS) que chegaram a atingir mais de R$100/MWh nos meses de outubro e novembro de 2021.

No entanto, o início de 2022 nos surpreendeu com um período chuvoso antecipado e de chuvas volumosas no Norte e Sudeste do país, fazendo com que os reservatórios do SE/CO fossem capazes de se recuperar e atualmente atingir os quase 67% de sua capacidade.

Sendo assim, após decisão do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), no dia 29/04, após 559 dias, foi ordenado o fim da Geração Fora da Ordem de Mérito, dada a melhoria das condições de atendimento à carga do Sistema Interligado Nacional (SIN). 

Desse modo, a partir do mês de maio podemos esperar uma redução da cobrança do ESS, o principal vilão do bolso do consumidor livre em 2021.

Energia de Reserva

Apesar da perspectiva de redução da cobrança de ESS, alertamos também para a tendência de elevação do Encargo de Energia de Reserva (EER).

Saiba mais sobre o Encargo de Energia de Reserva (EER).

O cenário atual é de PLD baixo para o ano de 2022, o que contribui para que ocorra a cobrança do EER. 

Além disso, em outubro de 2021 tivemos o Processo Competitivo Simplificado (PCS) de usinas para Energia de Reserva. As usinas vencedoras do PCS devem entrar em operação no mês de maio, com prazo máximo até o dia 01 de agosto. No total, as usinas do PCS somam mais de R$11 bilhões de custo fixo anual na Conta de Energia de Reserva (CONER). 

Vale ressaltar que 5 usinas não possuem previsão de entrada em operação dentro do prazo de agosto, que somadas representam cerca de R$ 6 bilhões de custo fixo anual.

Acompanhamento da Carga

No mês de abril tivemos a publicação da 1ª Revisão Quadrimestral da Carga em 2022. 

Fonte: Empresa de Pesquisa Energética (EPE)

Na revisão, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) em conjunto com o Operador Nacional do Sistema (ONS) e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) reduziram a expectativa de carga para o ano de 2022 em 0,9%, motivados pelo cenário macroeconômico atual, que apresenta uma perspectiva de recuperação lenta e inflação acentuada em 2022, por conta das incertezas devido a ocorrência de casos da variante Ômicron e dos conflitos entre Rússia e Ucrânia.

Em termos da carga mensal, o mês de abril fechou com um consumo médio de 69,3 GWm, cerca de 2 GWm abaixo do projetado pelo ONS no PMO de abril. 

Esta diferença foi impulsionada pela redução da temperatura associada às semanas que apresentaram feriados prolongados (15 e 21 de abril).

Fonte: Empresa de Pesquisa Energética (EPE)

Acompanhamento do PLD

Em abril, o PLD fechou pelo terceiro mês consecutivo em seu valor mínimo de R$55,70/MWh. Este cenário é resultado de um início de ano chuvoso no Sudeste e, com isso, a recuperação acentuada dos reservatórios da região.

Com o patamar baixo de preços, observamos que a liquidez no mercado de energia para produtos mensais até o mês de junho é baixa.

Acompanhamento dos Reservatórios

No mês de abril, os reservatórios da região Sudeste/Centro-Oeste deram continuidade ao movimento de recuperação observado nos meses inferiores, porém de maneira menos acentuada, fechando em cerca de 67% da capacidade máxima, apresentando assim uma recuperação de 3% dentro do mês.

Apesar do bom desempenho, destacamos que as projeções dos próximos meses apontam para uma inversão da tendência de reservatórios, que devem voltar a cair no mês de maio.

Fonte: Empresa de Pesquisa Energética (EPE)

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Fale agora mesmo com um de nossos especialistas.

Esse texto foi produzido por Leonardo Nogueira.

Formando em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de São Carlos, Leonardo ingressou no nosso time em 2020 e hoje atua como analista de mercado na equipe de Monitoramento Estratégico.

Vantagens e desvantagens da energia hidrelétrica [LISTA]

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A abundância de água no território nacional coloca o Brasil como um dos países que mais aproveita a energia hidráulica no mundo para gerar eletricidade. Como toda fonte de energia, existem vantagens e desvantagens da energia hidrelétrica dentro desse contexto favorável.

Entre as fontes da matriz elétrica brasileira, 64,9% (2021) corresponde a fontes hidráulicas que são utilizadas para geração de eletricidade devido ao alto volume de água dos rios e das características geográficas favoráveis.

Em tempos onde a diminuição das emissões de resíduos poluentes na atmosfera é uma prioridade, contar com a força das águas é uma sorte e, ao mesmo tempo, um desafio para os países manterem o seu abastecimento.

As crises hídricas e a necessidade de estudos sobre como a usina hidrelétrica será instalada para minimizar os impactos são alguns pontos analisados pelos órgãos governamentais.

Para entender melhor quais são as vantagens e desvantagens da energia hidrelétrica, listamos a seguir os principais pontos para entender como o uso dos recursos é gerenciado.

Boa leitura!

Quais as vantagens da energia hidrelétrica?

O território brasileiro concentra 12% das reservas de água doce do planeta e muito desse potencial é usado para geração de eletricidade. Existem três grandes hidrelétricas no país (Itaipu, Belo Monte e Tucuruí), além das CGHs e PCHs, unidades menores, que dão suporte para o abastecimento local.

As principais vantagens da energia hidrelétrica são:

1. É uma fonte limpa e renovável

A primeira vantagem da energia hidrelétrica é que a fonte principal, a água, é um fonte limpa e renovável para geração de eletricidade.

Um país que possui tanto bacias hidrográficas em abundância quanto uma geografia favorável para a instalação de usinas, como é o caso do Brasil, consegue estruturar um bom sistema de geração e distribuição.

A água é utilizada desde os tempos antigos nos moinhos, sem gerar resíduos poluentes como as usinas termelétricas, por isso, é considerada uma fonte limpa e que se renova com o ciclo natural das chuvas.

2. Custo de produção de energia baixo

Outra vantagem da energia hidrelétrica é o custo baixo de produção de energia. A médio e a longo prazo, a manutenção de uma usina necessária é pequena, o que reflete no custo da energia para o consumidor.

O custo de instalação é mais alto, pois são feitos investimentos nos equipamentos, na construção dos reservatórios, barragens, casas de força, além dos estudos ambientais e dos impactos na área.

Atualmente, a digitalização dos processos de gerenciamento das usinas também contribui para melhorar a eficiência e o desempenho das usinas hidrelétricas.

3. Não produz gases do efeito estufa

A geração de eletricidade por meio da energia hidrelétrica também não produz como resíduos gases do efeito estufa, que são responsáveis pela poluição da atmosfera e aumento da temperatura global.

As emissões indiretas vinda dos resíduos orgânicos que entram em decomposição nos reservatórios também não causam impactos significativos e é considerada insignificante, principalmente nas usinas modernas.

4. Produção baseada na demanda

Conseguir manter uma produção de energia baseada na demanda é outra das vantagens da energia hidrelétrica.

Por meio do controle do fluxo de água existente nas usinas, é possível reduzir ou aumentar a produção conforme a necessidade. Isso é útil para atender a demanda em períodos de alto consumo quanto para evitar o desperdício de geração quando necessário.

5. Estrutura responsiva e rápida

A quinta vantagem da energia hidrelétrica é que a estrutura da usina é responsiva e rápida. Quando é preciso aumentar a geração rapidamente, é possível aumentar a vazão de água para gerar mais eletricidade.

A própria estrutura é projetada para permitir uma resposta rápida, assim como permite diminuir o trabalho, voltando a produção normal, depois de um episódio de aumento.

6. Possibilidade de criar usinas secundárias

Como já citamos acima, não existem apenas usinas gigantes como a binacional Itaipu. As usinas menores e que atuam de forma secundária na rede nacional são projetadas para abastecer sub-regiões do país.

O resultado é um custo de distribuição de energia menor, além de impactos reduzidos com a instalação das usinas. Muitas aproveitam a própria estrutura dos rios para fazer uma instalação mais tranquila.

7. Reaproveitamento da água na irrigação

Fechando a lista de vantagens da energia hidrelétrica, temos o reaproveitamento da água que é escoada para a irrigação.

Isso favorece o desenvolvimento da agricultura nas regiões próprias, favorecendo pequenos produtores a gerar renda para diversas famílias. Além disso, a água que sai limpa das usinas ajuda a manter o abastecimento hídrico nos períodos de seca.

Quais as desvantagens da energia hidrelétrica?

Como todo processo, também existem as desvantagens da energia hidrelétrica. Conheça quais são os principais pontos analisados:

1. Influência na flora e a fauna das áreas alagadas

Dependendo do tamanho da usina, é necessário alagar um grande espaço de terra. Isso interfere diretamente na fauna e na flora do lugar e é uma das desvantagens da energia hidrelétrica.

Dessa forma, é preciso existir um planejamento para reequilibrar o habitat natural e até fazer aberturas programadas para permitir a passagens dos rios.

2. Mudanças climáticas

A interrupção do fluxo de água para criar os reservatórios também pode afetar o clima tanto na região quanto nas áreas vizinhas. Por isso, a instalação de uma usina não é um trabalho simples e exige bastante empenho para minimizar essa desvantagem da energia hidrelétrica.

3. Alteração do curso e do nível natural dos rios

Uma vez que uma grande parte do curso da água é barrada e/ou alterada, acontece um desnivelamento do restante do nível do rio. Essa descompensação é considerada para manter um volume viável e ainda garantir que quando for feita a liberação de água, não cause problemas.

Por isso, as usinas são instaladas em bacias hidrográficas volumosas para equilibrar esse desnível.

4. Diminuição da geração nos períodos de seca

Nos períodos de seca, o potencial de geração de eletricidade das usinas é reduzido devido à diminuição da quantidade de água. Quando uma crise hídrica atinge o país, com altos níveis de estiagem, o preço da energia elétrica também é impactado.

Leia também >>> Bandeira de escassez hídrica: o que é e como funciona?

5. Realocação das populações ribeirinhas e nativas

Uma das desvantagens da energia hidrelétrica mais delicadas é a realocação das populações ribeirinhas e nativas das áreas que são inundadas para a construção de uma usina. Isso exige que o governo tenha políticas que garanta a qualidade de vida às pessoas afetadas.

Energia hidrelétrica e o impacto no bolso do consumidor

Mesmo existindo vantagens e desvantagens da energia hidrelétrica, é importante entender que a abundância e a escassez de água interferem nos custos da tarifa de energia no país.

Tanto os consumidores que estão no mercado tradicional quanto os que fazem parte do Mercado Livre de Energia, são afetados pela oscilação da capacidade de geração.

Por isso, se a sua empresa precisa de estratégias mais inteligentes para usar na hora da contratação de energia, você vai gostar de conhecer a Esfera, referência nacional em gestão no Mercado Livre de Energia.

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Dicas para a gestão e controle de compra de insumos

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Em tempos economicamente desafiadores, os gastos com a compra de insumos precisam ser ainda mais bem planejados para atender as demandas da empresa, evitar o desperdício e garantir que não faltem itens essenciais para produção.

Esse processo está diretamente ligado à capacidade produtiva, ou seja, a quantidade de itens que a equipe é capaz de produzir por hora.

Para que a produtividade se mantenha no nível esperado, é preciso que todos os recursos estejam a disposição e que haja um controle da quantidade de cada insumo para planejar os pedidos de reposição.

Isso leva ao alinhamento com os fornecedores, que tem sua própria logística e que deve ser respeitada, para manter um bom relacionamento e consolidar parcerias estratégicas.

Precisa melhorar a compra de insumos na sua empresa? Então, continue a leitura e entenda a importância de fazer uma gestão e controle mais preciso das compras e dicas para otimizar esse trabalho no setor de supply.

O que é compra de insumos?

A compra de insumos é um processo normalmente conduzido pela área de supply chain (cadeia de suprimentos) das empresas, que faz a negociação com diferentes fornecedores para aquisição de produtos como matéria-prima, materiais de embalagem, além de máquinas, energia elétrica, serviços, entre outros.

O objetivo é estabelecer uma ordem de controle para que cada insumo esteja sempre disponível para uso, evitando pausas ou até paradas longas na cadeia de produção.

Tanto grandes quanto pequenas empresas devem valorizar a gestão de compra de insumos para criar bons relacionamentos com fabricantes, varejistas, fornecedores e distribuidoras.

Qual a importância do planejamento na compra de insumos?

Compras geram gastos e nenhuma empresa deve conduzir suas operações sem um controle financeiro eficiente e bem planejado.

Além disso, a compra de insumos envolve o abastecimento de diversas áreas. Por isso, os pedidos devem ser bem pensados e direcionados aos fornecedores certos.

Com um planejamento da compra de insumos guiando o trabalho, é mais fácil analisar quanto tempo dura cada estoque e qual o prazo certo para fazer a compra e receber a reposição no tempo adequado.

Dessa forma, a operação pode ser mais eficiente e ter menos desperdícios durante a produção.

Outro fator que reforça a importância de trabalhar de forma planejada na gestão de compra de insumos é o alinhamento com a logística dos fornecedores.

Fazer pedidos de última hora e em grande volumes pode resultar em problemas, pois é preciso checar se o fornecedor pode atender e tem a quantidade pedida disponível.

Tenha em mente que o seu negócio não é o único cliente atendido, então, os fabricantes precisam ser comunicados com antecedência de qualquer aumento na demanda.

Todos esses cuidados com o planejamento de compra de insumos vai permitir que sua empresa tenha um controle financeiro mais efetivo e consiga negociar cada compra a um bom valor e ainda aproveitar as vantagens que os fornecedores oferecem.

5 dicas de gestão e controle de compra de insumos

Com algumas mudanças, dá para melhorar o planejamento e manter a gestão de controle de compra de insumos mais organizada e funcional. Confira a seguir as principais dicas que ajudam a chegar nesse objetivo:

1. Mantenha um histórico dos pedidos

O histórico dos pedidos é estratégico para o controle de compra de insumos porque ajuda a analisar se as previsões feitas anteriormente atenderam a demanda ou se houve falta logo depois de um pedido.

Isso significa que as previsões precisam ser ajustadas melhor, correspondendo a necessidade real de produção. Também permite definir a frequência ideal de compra para cada item.

Para fazer isso, invista em um software para registrar e acompanhar esses dados, que vão servir tanto para orientar as compras quanto para o controle de estoque e armazenamento.

2. Invista em pesquisa de preço

Um planejamento de controle de insumos permite que a equipe consiga pesquisar no mercado quais fornecedores têm os melhores preços.

Com essa informação, a equipe de supply pode selecionar os melhores fornecedores e negociar condições de compra mais vantajosas.

Lembrando que o preço é uma parte da equação. Para uma tomada de decisão assertiva, conheça a forma como o fornecedor trabalha, a qualidade do seu produto, etc.

3. Negocie prazos e pagamentos

Outra forma de manter uma boa gestão de compra de insumos é organizar os prazos dos pedidos.

Primeiro, determine em quanto tempo o estoque é utilizado. Depois, de acordo com a logística do fornecedor, planeje a data para fazer os pedidos. O ideal é que a reposição chegue antes do estoque anterior acabar.

À medida que o relacionamento com um fornecedor é recorrente, aproveite para negociar também os prazos de pagamento para equilibrar seu fluxo de caixa. Bons clientes conseguem barganhar melhores condições, então seja um!

4. Seja criterioso na seleção de fornecedores

Antes de contratar um novo fornecedor, estabeleça os principais critérios de qualificação para avaliar com cuidado e atenção cada parceiro em potencial.

Isso é importante para não se associar a empresas que possuem pendências fiscais e/ou jurídicas ou que tenham uma fama ruim no mercado. Assim, seu negócio pode criar uma rede de fornecedores confiáveis e fazer um controle de compras seguro.

5. Avalie a eficiência da gestão de compras

Os processos de gestão e controle de compra de insumos vão melhorando à medida que são colocados em prática.

Por isso, implemente indicadores para acompanhar a eficiência do trabalho e ajustar tarefas que podem ser feitas de uma forma melhor, melhorando a produtividade e os resultados alcançados pela equipe.

Leia também >>> Indicadores de produção industrial: 7 métricas indispensáveis

Sua empresa tem eficiência energética?

A energia elétrica também entra na lista de compra de insumos, afinal, é ela que mantém grande parte da infraestrutura funcionando. E sabia que a aquisição desse recurso pode ter um custo-benefício melhor para sua empresa?

Para equilibrar os gastos, ter acesso a fornecedores de diversas fontes de energia e negociar com mais flexibilidade, existe a opção de migrar para o Mercado Livre de Energia.

A Esfera Energia presta uma consultoria completa para o processo de migração e monta um planejamento com análises técnicas e regulatórias minuciosas, detalhando desde o começo até os ganhos a serem gerados.

Para entender as necessidades de sua empresa, fale com um especialista Esfera!

Demanda contratada: o que é e a importância de uma boa estratégia

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A demanda contratada é um termo mais conhecido pelos donos de empresas e indústrias que têm uma necessidade de abastecimento de energia elétrica maior, bem diferente do consumidor comum.

As regras de compra de energia elétrica para consumo por demanda contratada são específicas para esse tipo de fornecimento, criando uma estrutura que exige planejamento tanto dos contratantes quanto das distribuidoras de energia.

Então, é importante entender as diferenças que existem em um contrato de fornecimento de energia elétrica por demanda para seguir as especificações estabelecidas por lei para as empresas.

Quer entender mais sobre esse contexto? Continue lendo o artigo e saiba mais sobre a demanda contratada, a importância de uma boa estratégia para evitar sobras e quais são os déficits e penalidades do consumo em excesso.

Boa leitura!

O que é demanda contratada?

A demanda de energia é a quantidade de potência expressa em kW (quilowatt) ou MW (megawatt) que uma empresa precisa para que toda sua estrutura funcione — máquinas, iluminação, equipamentos, etc.

Partindo desse primeiro conceito, a demanda contratada é o volume de consumo que uma empresa tem e contrata da distribuidora da sua região para garantir o abastecimento ao longo dos meses.

Isso significa que um contrato de fornecimento de energia elétrica por demanda será formalizado, indicando o valor que a empresa vai pagar referentes aos kilowatts contratados, independentemente de a empresa consumi-los 100% ou não.

A demanda contratada pode ser entendida como a demanda necessária e não necessariamente a demanda máxima que uma empresa possui. Isso porque muitas empresas não colocam em operação todo seu aparato operacional.

Então na hora de contratar, o abastecimento segue um planejamento que define o que é necessário somado a uma margem de erro para evitar prejuízos.

Qual a demanda mínima a ser contratada?

A demanda mínima a ser contratada por uma empresa que faz parte do Grupo A é de 30 kW. Então, na fatura virá o valor referente à taxa mínima estabelecida em contrato, mesmo que o total não tenha sido consumido integralmente.

Como funciona a compra de energia elétrica para consumo por demanda contratada?

A compra de energia elétrica para consumo por demanda contratada começa com uma análise interna para determinar quais são as necessidades energéticas da empresa.

A forma recomendada para avaliar o consumo de energia é estudar o histórico de gastos dos 12 meses anteriores para analisar as variações e conseguir estabelecer a quantidade adequada.

Quando a empresa é mais nova e não tem ainda um histórico ou não faz acompanhamento, a solução é contratar um profissional que faça uma análise da estrutura atual e crie uma projeção de gastos para orientar a contratação junto a distribuidora.

É importante ressaltar que é possível solicitar alterações na quantidade de energia na demanda contratada. A ANEEL determinou um período de teste que dura 3 ciclos de faturamento, o que corresponde a 90 dias.

Assim, a empresa pode acompanhar o consumo e, se necessário, fazer alterações no contrato para adequar a demanda contratada à realidade.

O objetivo é não comprar energia em excesso de forma que a empresa gaste sem consumir e nem de menos, o que pode levar a multas onerosas.

Depois desse primeiro trimestre onde é permitido alterações, só é possível modificar os termos da demanda contratada a cada 12 ciclos de faturamento, ou seja, uma vez por ano.

Quando é feita uma solicitação, a empresa distribuidora local tem um prazo de 30 dias para fazer o ajuste solicitado pelo cliente.

Além de estabelecer o valor da demanda a ser pago, no contrato também consta o período de vigência do mesmo.

O que acontece se ultrapassar a demanda contratada?

Caso a demanda contratada seja ultrapassada, a empresa deve preparar o bolso, pois é cobrada uma multa bastante alta.

O valor é alto porque ao informar a quantidade de carga que precisa, a distribuidora prepara a rede para levar a energia até o ponto de abastecimento. Nesse caminho, existem fios e equipamentos específicos que suportam a carga prevista.

Quando a demanda é muito maior, existe o risco de ocorrerem danos na infraestrutura projetada pela distribuidora e as multas cobradas são usadas para cobrir os gastos envolvidos. Como os reparos são caros, o valor cobrado também é.

A tarifa varia de acordo com as definições de cada operadora e o valor vem especificado na fatura seguinte para a empresa.

Vale destacar que existe uma margem de tolerância para ultrapassagem de consumo de 5% da demanda contratada. Então, é possível acompanhar e ajustar antes de ser multado.

Leia também: Como calcular o consumo de energia elétrica empresarial?

Quem pode fazer contrato de fornecimento de energia elétrica por demanda?

A contratação de energia elétrica para residências e para empresas é diferente justamente por causa da demanda e da forma de consumo de cada local. Por isso, os consumidores são divididos em dois grupos:

  • Grupo A: para aqueles com demandas de média e alta tensão como indústrias de médio e grande porte;
  • Grupo B: para aqueles com demandas de baixa tensão como imóveis residenciais e comerciais.

Os consumidores que podem fazer contrato de fornecimento de energia elétrica por demanda são os que estão dentro do grupo A, que é dividido em seis subgrupos, de acordo com a tensão em kilovolt (kV) fornecida:

  • A1: igual ou superior a 230 kV;
  • A2: 88 kV a 138 kV;
  • A3: 69 kV;
  • A3a: 30 kV a 44 kV;
  • A4: 2,3 kV a 25 kV;
  • AS: inferior a 2,3 kV (por sistema subterrâneo de distribuição).

Os três primeiros subgrupos são classificados como alta tensão e os três últimos de média tensão.

A política de preço que regula as tarifas de energia na demanda contratada também é definida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Na demanda contratada existem dois tipos de tarifas possíveis: a azul e a verde.

Na tarifa azul, existem dois valores diferentes para a demanda de potência que varia de acordo com o horário de ponta e o horário fora de ponta.

Na tarifa verdade, por sua vez, os valores de consumo podem ser ou não diferentes no horário ponta e horário fora de ponta, mas a cobrança pela demanda de potência é única e o preço de transporte na ponta também é maior.

Horário de ponta e horário fora de ponta

Afinal, por que existe essa separação entre horário de ponta e horário fora de ponta? Essa é uma forma de separar os momentos de maior e menor consumo de energia como um todo.

O horário de ponta é o intervalo de três horas (exceto fins de semana e feriados) onde existe uma alta demanda e consumo de energia, ou seja, quando existem mais pessoas consumindo.

Cada distribuidora do país estabelece o período de ponta na região em que faz a cobertura — geralmente, compreende o período de 18h até 21h.

Nesse horário, o valor pago pela energia é bem maior. O objetivo da tarifa alta é reduzir o consumo para não evitar sobrecarga no sistema de transmissão.

Já o horário fora de ponta compreende as demais horas do dia, nas quais o consumo é mais distribuído e, por isso, não existem picos. O valor cobrado, portanto, é mais baixo.

Então, de acordo com o perfil de consumo, cada empresa pode fazer a demanda contratada na tarifa em que for mais vantajosa para a cobrança.

Entenda melhor sobre esse assunto no artigo: O que é tarifa azul e verde e como escolher a melhor.

Como planejar uma boa estratégia para a demanda contratada?

Para evitar prejuízos financeiros com multas, é importante conhecer sua empresa e as demandas energéticas que ela possui.

Esse trabalho pode ser assessorado por uma empresa gestora que auxilia nas análises e a migrar para ambientes de contratação mais vantajosos como o Mercado Livre de Energia.

A Esfera Energia é uma empresa referência nacional em gestão de energia no Mercado Livre de Energia e pode ajudar seu negócio a reduzir em até 35% os custos com energia.

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SIN bate recorde de carga e o Brasil atinge a marca de 10 GW de micro e mini geração distribuída.

Com um número cada vez maior de consumidores preocupados com suas contas de luz, muitos optam pela instalação de meios próprios para gerar energia em casa. 

Assim, a Micro e Mini Geração Distribuída (MMGD) vem crescendo cada vez mais no Brasil, ao ponto que no mês de março o Sistema Interligado Nacional (SIN) atingiu a marca de 10 GW instalados de MMGD. Feito que demonstra o rápido crescimento da modalidade de geração quando lembramos que a pouco tempo, em junho de 2019, comemoramos a instalação de 1 GW de MMGD no país.

No Brasil, a fonte mais utilizada para a MMGD é a solar fotovoltaica, responsável por 99% da capacidade de geração das micro e mini usinas. Montante superior até mesmo aos 4,9 GW de capacidade instalada de usinas maiores.

Acompanhamento da Carga

Além disso, impulsionado pelas altas temperaturas do Sudeste e Sul, a carga diária registrada no dia 10 de março bateu mais um recorde no ano de 2022 ao atingir o patamar médio de 80.454 MWm. Pouco superior ao recorde anterior do dia 25 de janeiro, com 80.439 MWm.

Assim, a carga média semanal entre os dias 05 e 11 de março fechou 76.798 MWm, maior valor semanal em 2022 até então.

Acompanhamento Semanal PLD Março

No total, o mês de março fecha com um consumo de energia médio em torno de 74,3 GWm, sendo cerca de 1,2 GWm projetado pelo Operador Nacional do Sistema para o mês.

Ainda assim, para o mês de abril o valor projetado mensal é de 71,4 GWm, valor mais baixo e justificado pela expectativa de início de redução da temperatura no país até o inverno.

Acompanhamento do PLD

Em março, o PLD fechou pelo segundo mês consecutivo no piso regulatório de R$55,70/MWh. Fator que é resultado de um início de ano muito bom das chuvas no sudeste.

E com o patamar baixo de preços, observamos uma redução da liquidez no mercado de energia para produtos até o mês de junho.

Acompanhamento dos Reservatórios

No mês de março, os reservatórios da região Sudeste/Centro-Oeste deram continuidade ao movimento de recuperação acentuada observado nos meses de janeiro e fevereiro. Fechando em quase 64% da capacidade máxima. Apresentando assim uma recuperação de 6% dentro do mês.

Apesar do bom desempenho, destacamos que as projeções dos próximos meses apontam para uma inversão da tendência de reservatórios, que devem voltar a cair já no mês de abril.

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Esse texto foi produzido por Leonardo Nogueira.

Formando em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de São Carlos, Leonardo ingressou no nosso time em 2020 e hoje atua como analista de mercado na equipe de Monitoramento Estratégico.

Qual a diferença entre matriz energética e matriz elétrica?

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A diferença entre matriz energética e matriz elétrica é que a primeira compreende o grupo de fontes de energia usadas para diferentes propósitos; já a segunda é o conjunto de fontes usadas especificamente para gerar energia elétrica.

Os combustíveis, o gás do fogão, a eletricidade que liga os eletrodomésticos são fontes de energia usadas amplamente no mundo e cada uma vem de um recurso diferente.

Então apesar do nome parecido, as duas matrizes estão relacionadas a diferentes fontes que incluem as renováveis e não renováveis.

Neste artigo, além de explicarmos a diferença entre matriz energética e matriz elétrica, vamos mostrar como são as matrizes brasileiras para cada categoria e compará-las com o cenário mundial.

Continue a leitura e entenda tudo sobre esse tema.

O que é matriz energética?

Antes de fazermos um comparativo da diferença entre matriz energética e matriz elétrica, vamos falar de cada conceito separado.

A matriz energética é o conjunto de fontes que produzem diferentes formas de energia. Cada país ou região de um país pode ter uma ou várias fontes disponíveis para suprir a demanda de energia do local.

O carvão mineral, o petróleo, a energia nuclear e o gás natural compõem 86,2% da matriz energética mundial.

Essas fontes de energia são todas não renováveis e as responsáveis pelas maiores emissões de gases estufa na atmosfera, quando são utilizadas.

No Brasil, a matriz energética é muito mais diversificada, ou seja, utilizamos diversas fontes de energia para suprir as necessidades energéticas do país.

O Balanço Energético Nacional Interativo (BEN) 2021 mostra que 48,3% da matriz energética brasileira é composta de fontes não renováveis — derivados da cana, energia hidráulica, lenha e carvão vegetal e outras opções renováveis.

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Matriz energética do Brasil.

Comparando a matriz nacional com a mundial, o consumo de energia gerado por fontes renováveis e não renováveis no Brasil é mais equilibrado.

  • Brasil: 37,4% fontes renováveis | 62,6% fontes não renováveis;
  • Mundo: 13,8% fontes renováveis | 86,2% fontes não renováveis.

O que é matriz elétrica?

A matriz elétrica compreende as fontes de energia que são utilizadas para gerar apenas energia elétrica.

É esse tipo de energia que carrega o celular, liga o computador, faz o chuveiro funcionar, mantém o modem da internet ligado, entre outros usos.

No mundo, as termelétricas são a fonte dominante para gerar energia. As usinas funcionam a base de combustíveis fósseis como carvão, óleo e gás natural.

Já no Brasil, nossa principal fonte para gerar energia elétrica é a hidráulica, que é responsável por 65,2% da produção de nossa matriz elétrica.

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Matriz elétrica brasileira.

Novamente, as energias renováveis têm uma participação significativa na matriz elétrica também. Ao todo, são utilizados 83% de fontes renováveis para gerar energia elétrica no Brasil, comparado a 25% de utilização no mundo.

A vantagem é gerar menos impacto para assegurar a demanda de energia necessária, já que as usinas de fontes renováveis não emitem gases poluentes.

Porém, as variações do clima causadas pelas mudanças climáticas já começam a afetar a disponibilidade de recursos com a água que sustenta nossa matriz.

Leia mais sobre esse cenário os artigos:

Importância dos recursos renováveis

A preocupação com o meio ambiente por causa dos resíduos gerados pelas fontes de energia não renováveis tem sido bastante discutidas nos últimos anos.

Acordos entre os países com o objetivo de diminuir a emissão de gases poluentes e permitir uma geração e consumo mais limpo, são as principais prioridades.

Por isso, o investimento nos recursos renováveis ganha mais relevância, principalmente no Brasil que se beneficia pelo tamanho e diversidade do nosso território.

Além das grandes usinas hidrelétricas, as estações de energia eólica, os painéis de energia solar e as fontes de biomassa contribuem expressivamente para a diversificação do consumo.

Além de conseguir preservar o meio ambiente, essas fontes ajudam a equilibrar a geração de energia, especialmente nos períodos de estiagem, mesmo que não ainda não cubram totalmente a demanda.

Valorizar esses recursos é o primeiro passo para ampliar os investimentos em cada um deles.

Diferença entre matriz energética e matriz elétrica

Resumindo, a diferença entre matriz energética e matriz elétrica é que a matriz energética engloba todas as fontes (renováveis e não renováveis) para gerar energia que supre as necessidades residenciais, de transporte, comerciais, entre outras.

Já a matriz elétrica faz parte da matriz energética, pois inclui apenas as fontes de energia capazes de gerar energia elétrica como a energia hidráulica, eólica, biomassa e solar.

Use novas fontes de energia no seu negócio

Em 2019, o Brasil fechou o ano com uma potência de produção de 170.071 megawatts (MW), com 75% vindo de fontes renováveis.

O fortalecimento da matriz elétrica permite a contratação de outras fontes para abastecer as empresas, que precisam manter sua capacidade de produção.

Já pensou em comprar energia renovável? Isso é possível! Basta fazer a migração para o Mercado Livre de Energia.

Assista ao vídeo abaixo e descubra se o seu negócio pode migrar para esse mercado:

Baixe também o e-book da Esfera de como fazer a migração para o Mercado Livre de Energia. Conheça todos os passos, documentos e contratos necessários para o processo.

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