Como fazer um orçamento anual da empresa? Veja dicas

Homem escrevendo no computador

Planejar o orçamento anual da empresa é uma etapa fundamental para garantir a saúde do negócio e tomar decisões mais assertivas no próximo ano. Normalmente, isso é feito no final do ano, de modo que é possível analisar os dados anteriores e usá-los como referência durante o planejamento do orçamento empresarial.

Porém, qual é o melhor caminho a seguir e como fazer isso para a empresa crescer? Te ajudaremos com essas informações ao longo deste artigo.

Continue lendo!

O que é orçamento anual de uma empresa?

O orçamento anual da empresa é um “mapa” de todas as receitas e gastos de uma companhia ao longo de um ano inteiro. O documento pode ser feito de inúmeras formas, por isso é essencial que ele esteja alinhado à estratégia e às metas do negócio.

Uma possibilidade é separar o orçamento em trimestres, por exemplo, para analisar com mais profundidade como será o fluxo do caixa da instituição em períodos específicos. Afinal, é natural que as despesas e entradas de dinheiro oscilem ao longo de um ano.

Inclusive, esse é um dos pontos que mostra a importância de uma empresa ter um planejamento financeiro anual. Explicaremos isso em mais detalhes a seguir.

Qual a importância de fazer um planejamento financeiro anual?

O orçamento anual da empresa traz uma série de benefícios para a companhia, sendo alguns deles:

  • visão 360º sobre a saúde financeira do negócio;
  • maior controle das receitas e despesas;
  • definição de melhores estratégias para otimizar ganhos e reduzir gastos;
  • metas mais alinhadas ao que a empresa realmente pode alcançar.

Visão 360º sobre a saúde financeira do negócio

Ao longo do ano, diversos fatores podem influenciar o fluxo financeiro de uma empresa, de modo que decisões precisam ser tomadas “abruptamente” para manter o caixa positivo. 

Entretanto, caso não haja uma visão holística de todo o cenário das finanças do negócio, alguns caminhos podem levar a uma bola de neve de problemas, um cenário mais difícil de reverter. Assim, com o orçamento anual é possível antever o que acontecerá nos próximos meses e analisar o todo, e não apenas períodos específicos.

Maior controle das receitas e despesas

Uma empresa que não tem clareza como o dinheiro está entrando e como ele está saindo pode estar fadada ao fracasso. Desse modo, o planejamento financeiro empresarial anual permite manter controle total sobre as receitas e despesas da instituição, desde que seja atualizado constantemente. 

Inclusive, esse é um ponto crucial: é preciso ir além do planejamento e de fato utilizá-lo e acompanhá-lo ao longo do ano. Caso contrário, o esforço para construir tal orçamento terá sido em vão, não é mesmo? 

Leia também: Gestão de fornecedores: entenda a importância e como fazer

Definição de melhores estratégias para otimizar ganhos e reduzir gastos

Outro benefício do orçamento anual da empresa é a possibilidade de definir melhores planos de ação para gerar mais receitas e diminuir as despesas. Isso é possível por conta da visão sobre as entradas de dinheiro e os gargalos de gastos. 

Com o planejamento financeiro em mãos, as estratégias definidas têm mais embasamento e, por consequência, tendem a ter mais sucesso quando colocadas em prática.

Metas mais alinhadas ao que a empresa realmente pode alcançar

Um dos grandes desafios das empresas é definir metas que sejam desafiadoras o suficiente, mas também factíveis. E mais: elas devem estar alinhadas ao que o negócio necessita para manter suas operações e ainda gerar lucro mês a mês.

Desse modo, o orçamento anual pode fazer muita diferença, visto que é um “raio X” do cenário financeiro da instituição e mostra quais são os valores reais que precisam ser alcançados para o negócio ficar no azul e sobrar dinheiro para fazê-lo crescer.

Quando e como fazer o orçamento anual da empresa?

O momento mais recomendável para fazer o planejamento e orçamento empresarial é no final do ano anterior. Nessa época do ano, já é possível coletar dados sobre o período que passou e definir os próximos passos para o ano seguinte. 

Além disso, vale ter em mente que o ideal é já ter um plano pronto em janeiro, justamente para começar o ano com os números devidamente traçados. Empresas que deixam para fazer o planejamento apenas no ano seguinte tendem a ficar “atrasadas” e trabalhar às cegas durante o primeiro trimestre.

E como fazer um orçamento anual de uma empresa? Tenha em mente os benefícios mostrados no tópico anterior, assim como as dicas abaixo:

  • faça uma análise crítica do negócio;
  • liste todas as possibilidades de entrada de dinheiro e gastos previstos;
  • separe o documento por períodos e áreas;
  • revise o planejamento periodicamente. 

Explicaremos cada um dos pontos a seguir.

Faça uma análise crítica do negócio

O primeiro passo do orçamento anual da empresa é fazer um diagnóstico e analisar criticamente os números anteriores. O último ano é importante, mas vale também entender o panorama dos três a cinco anos passados. 

Essa etapa te dará mais clareza sobre qual é a realidade da sua empresa, quais são os caminhos possíveis para alcançar melhores resultados e o que ainda precisa melhorar.

Liste todas as possibilidades de entrada de dinheiro e gastos previstos

Dedique um tempo a mais para essa listagem, pois, quanto mais completo o planejamento, mais fácil será definir planos de ação para o negócio. Então, liste como sua empresa ganha dinheiro, investimentos, despesas fixas e variáveis, empréstimos, enfim, absolutamente tudo que afeta o caixa.

Aproveite e confira 7 ideias de redução de custos na indústria.

Separe o documento por períodos e áreas

Um orçamento anual de uma empresa pode se tornar um documento complexo, dependendo do tamanho da companhia. Por isso, vale segmentar o planejamento em períodos (como bimestres ou trimestres) e também por áreas. 

Isso permitirá atribuir responsáveis por determinados indicadores, bem como analisar e comparar números em intervalos específicos (por exemplo, 1º trimestre de 2021 vs. 1º trimestre de 2020). 

Revise o planejamento periodicamente

Ter um planejamento financeiro empresarial feito não significa que ele se manterá fixo ao longo do ano seguinte. É necessário que revisões sejam feitas com recorrência para readequar os números à realidade vigente

Uma dica é fazer as atualizações mantendo os números originais como referência, pois assim é possível comparar o que mudou em relação ao planejamento inicial.

Quer ir além e reduzir os gastos com a conta de luz?

Ao fazer o orçamento anual da empresa, você verá que os gastos com energia elétrica representam uma parcela significativa das despesas. Por isso, vale considerar alternativas para reduzir esse custo, como migrar para o Mercado Livre de Energia.

Nele é possível alcançar até 35% de economia, assim como há uma maior previsibilidade orçamentária, pois os valores negociados são válidos ao longo de todo o período de contratação, assim como não há a incidência das bandeiras tarifárias.

Confira no vídeo abaixo quais são as vantagens e desvantagens do Mercado Livre de Energia:

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Fontes de energia convencionais: o que são e quais as principais?

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As fontes de energia convencionais são aquelas que vem de recursos não renováveis, ou seja, que não são repostas a curto prazo e se esgotam com o tempo. O principal exemplo dessa categoria são os combustíveis fósseis como petróleo, carvão mineral e gás natural.

A matriz energética mundial é centralizada na utilização de recursos energéticos de origem fóssil, principalmente o petróleo (33%), mas também com participação expressiva de carvão (27%) e gás (24%).

O principal problema do uso massivo dessas fontes é a liberação de gases de efeito estufa (GEE) que aumentam a temperatura global, o que gera diversos efeitos, muitos já percebidos atualmente, como:

  • derretimento das geleiras;
  • inundação de áreas costeiras e ilhas;
  • desertificação de áreas férteis;
  • alterações nas estações do ano, entre outros.

Por isso, o controle das emissões de gás carbônico (CO2) e outros gases estufa tem sido uma discussão frequente nas cúpulas mundiais que discutem o clima.

De acordo com o Relatório sobre a Lacuna de Emissões 2019, os países do G-20, grupo das maiores potências econômicas do mundo, são responsáveis por 78% das emissões de CO2.

Então nos próximos anos, o principal trabalho das nações será equilibrar cada vez mais o uso dos tipos de energia convencional para preservar nosso planeta.

Para entender melhor o impacto das fontes de energia convencionais, explicaremos neste post:

  • O que são fontes de energia convencionais?
  • Quais os dois tipos de fonte de energia?
  • Exemplos de energia convencional
  • Vantagens e desvantagens

Boa leitura!

O que são fontes de energia convencionais?

As fontes de energia convencionais são recursos não renováveis que geram energia através da queima, principalmente, de combustíveis fósseis como petróleo, carvão e gás natural.

Além do fato de serem recursos esgotáveis, os tipos de energia convencional liberam resíduos poluentes, especificamente, gases como:

  • Dióxido de Carbono (CO2);
  • Metano (CH4);
  • Óxido Nitroso (N2O);
  • Hexafluoreto de Enxofre (SF6);
  • Hidrofluorcarbono (HFC);
  • Perfluorocarbono (PFC).

A energia nuclear também é classificada como um um tipo de energia convencional.

Quais os dois tipos de fontes de energia?

Os dois tipos principais de fontes de energia são:

  • energias renováveis;
  • energia não renováveis.

Os tipos de energia renovável são recursos que não se esgotam, se renovam rapidamente e não geram resíduos poluentes como:

Já as fontes de energia não renováveis, também chamadas de energia convencional, vem de combustíveis fósseis e da energia nuclear e são mais poluentes.

No Brasil, de acordo com o último Balanço Energético Nacional (BEN) divulgado pela Empresa de Pesquisa Elétrica (EPE), 83% da nossa matriz energética é baseada em recursos renováveis, ficando bem acima dos 25% da média mundial.

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Matriz energética brasileira

Exemplos de energia convencional

Agora que já contextualizamos o cenário de uso das fontes de energia convencionais, vamos conhecer melhor cada uma delas:

Petróleo

O petróleo é o principal combustível fóssil utilizado atualmente. A sua extração é feita em áreas de bacia sedimentar que concentram grande quantidade de matéria orgânica e sedimentos de rochas solidificadas a milhões de anos.

Esse tipo de bacia pode ser formado tanto em terra quanto no mar.

Um exemplo é o Pré-Sal brasileiro, localizado no litoral da região Sudeste, com um enorme potencial para extração de petróleo. Em terra, o Oriente Médio tem os maiores produtores mundiais: Iraque, Kuwait e Emirados Árabes Unidos.

Do petróleo derivam vários de subprodutos como gasolina, óleo diesel, asfalto, gás de cozinha, dentre outros.

Carvão

Outra das fontes de energia convencionais, o carvão é utilizado como recurso para geração de energia desde a Revolução Industrial.

Ele também é extraído de bacias sedimentares e é formado por restos vegetais (raízes, troncos, folhas e galhos de árvores) sedimentados a milhões de anos.

Quanto maior o tempo de sedimentação, maior o teor de carbono que a rocha concentra. Por isso, o carvão mineral é classificado em quatro tipos:

  • Antracito: é o mais antigo, porém raro. Pode conter até 96% de teor de carbono;
  • Hulha: é o mais encontrado e utilizado atualmente com teor de carbono entre 80% e 90%.
  • Linhita: possui teor de carbono de até 75%;
  • Turfa: rocha mais “jovem” com teor de carbono até 60%.

O carvão é utilizado nas usinas termelétricas para gerar energia e também para a produção de plásticos, tintas, fertilizantes, entre outros.

Gás natural

Junto com o petróleo, outra fonte de energia convencional que pode ser extraída é o gás natural.

Composto por hidrocarbonetos e metano, o gás natural é originado pela decomposição da matéria orgânica fossilizada.

Além de também ser utilizado nas termelétricas, o gás natural é muito usado nos sistemas de aquecimento de água em residências e nos sistemas de aquecimento de ambiente em países de clima frio.

Vantagens e desvantagens da energia convencional

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Pelos exemplos acima, dá para perceber o quanto a sociedade atual está vinculada às fontes de energia convencionais.

Isso se justifica porque essas fontes agregam algumas vantagens estratégicas para os países como: 

  • facilidade de extrair e processar as matérias-primas;
  • descoberta de reservas facilitada pela tecnologia;
  • formas de transporte fáceis e acessíveis;
  • custo baixo para operação;
  • taxa de eficiência energética alta.

Porém, todas essas vantagens também trazem desvantagens agregadas importantes e que possuem um impacto global como:

  • geração de resíduos alta, em especial, de gases estufa;
  • contaminação do ar e da água;
  • preço de aquisição muito alto;
  • aquecimento global que impacta toda a vida no planeta.

Por isso, nos últimos anos o uso das fontes de energia convencionais estão sendo reavaliados e medidas para valorizar as fontes de energia renovável estão sendo incentivadas.

Quer um resumo dos tipos de energia? Confira nosso e-book gratuito ‘Tipos de Geração de Energia’ com informações sobre as fontes de energia renováveis e não renováveis e as vantagens e desvantagens de cada uma.

Conheça o Mercado Livre de Energia

O Mercado Livre de Energia é um ambiente de compra e venda onde as empresas negociam diretamente com o gerador ou comercializador de energia.

Além de negociar preço, também é possível escolher o tipo de geração, optando pelas fontes convencionais ou pela energia incentivada vinda de fontes renováveis.

Assista ao vídeo abaixo e descubra se o seu negócio pode migrar para esse mercado:

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Aconteceu em Outubro: Elevação dos Encargos de Serviços do Sistema

No mês de outubro o mercado de energia foi surpreendido com a sinalização de redução dos preços por conta da melhora das chuvas nas principais bacias do Sudeste/Centro-Oeste. 

Apesar do termo “redução de preços” normalmente ser associado a uma situação boa para a maioria dos brasileiros, essa pode não ser a melhor das interpretações diante das condições de operação do sistema elétrico, que está passando pela pior crise hídrica dos últimos tempos.

Em momentos de crise hidroenergéticas,como a que estamos vivendo, a decisão do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) é de que o despacho termelétrico continue em plena capacidade, ou seja, todas as usinas termelétricas disponíveis devem gerar energia e, obviamente, as usinas devem ser remuneradas por essa geração.

A remuneração pode acontecer essencialmente de duas maneiras: através do PLD, e através de Encargos de Serviços do Sistema (ESS), quando o PLD não for suficiente para cobrir o Custo Variável Unitário (CVU) da usina.

Entenda mais os Encargos de Serviços do Sistema (ESS).

Dessa forma, com a manutenção do despacho termelétrico praticamente na sua disponibilidade máxima do sistema e com a redução do PLD, maior é o peso do custo do despacho que vai para encargos.

O gráfico mostra os níveis diários totais da geração termelétrica do SIN, a Geração Fora da Ordem de Mérito (GFOM) e o PLD da região Sudeste/Centro-Oeste em 2021.

No gráfico é possível observar que desde meados de agosto o despacho termelétrico está em cerca de 21 GWm e vem se mantendo desde então.

Nesse período o PLD esteve acima do máximo regulatório, muitas vezes cobrindo os custos de grande parte das térmicas. Entretanto, a partir da segunda semana de outubro, com o início da queda do PLD e a manutenção do despacho termelétrico, houve uma rápida elevação do despacho fora da ordem de mérito (GFOM), que já chega a uma representatividade de 45% da geração total do SIN.

A perspectiva da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) é de que esse custo chegue próximo aos R$ 4 bilhões, que ainda deve ser acrescido às outras parcelas do encargo, podendo chegar a mais de R$ 4,8 bilhões só referente ao mês de outubro, o que representa cerca de R$92/MWh adicionais na liquidação financeira de todos os consumidores do sistema (livres e cativos), através do ESS, o maior valor do encargo desde que se tem registro (2013).

Com o aumento das chuvas previstas à medida que nos aproximamos do período chuvoso da região sudeste, a perspectiva de redução do PLD nas próximas semanas se mantém, o que colabora  para um ESS ainda maior no mês de novembro.

Importante lembrar que, a definição do volume de energia gerado fora da ordem de mérito é competência do CMSE junto a CREG (Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética), que pode revisar a decisão do GFOM a qualquer momento. Logo, é possível que determinem uma redução do montante despachado e assim o ESS recue nos próximos meses.

Acompanhamento do PLD

O mês de outubro apresentou o PLD abaixo do teto regulatório com os submercados Sudeste/Centro-Oeste, Sul e Norte acoplados durante todo o período e fechando o mês em R$ 249,36/MWh.

Já o Nordeste apresentou desacoplamento para baixo em relação aos demais submercados em algumas horas durante o mês, fechando assim em R$ 248,97/MWh.

O patamar mais baixo de PLD para o mês de outubro também foi o principal fator na redução de amplitude do PLD diário e redução de sua volatilidade horária.

Acompanhamento da Carga

O consumo no mês de outubro iniciou com uma redução devido a uma frente fria associada às chuvas da região Sudeste e Sul na segunda semana operativa do mês.

Já na terceira semana a redução do consumo foi decorrida em função do feriado de 12/10, e já mostrou uma recuperação da carga na semana seguinte. 

Vale destacar que no próximo mês é publicada a próxima revisão quadrimestral da carga, que é a expectativa de carga mensal do Operador Nacional do Sistema (ONS) para o ciclo 2022 à 2026.

Acompanhamento dos reservatórios

O reservatório equivalente do submercado Sudeste/Centro-Oeste fechou o mês em 18,2% da sua capacidade máxima, sendo assim o primeiro mês de replecionamento dos reservatórios desde o mês de abril.

Isto ocorre por conta das medidas adotadas pelo governo para a recuperação dos reservatórios e principalmente por conta da melhora das chuvas no mês de outubro. 

Ainda assim, os níveis de reservatórios não são confortáveis e se apresentam próximos do mínimo histórico dos últimos 25 anos.

Entenda como o nível dos reservatórios impacta a geração de energia.

Tenha acesso à análises e estudos detalhados sobre o Mercado Livre de Energia e conte com a nossa expertise. Fale com um de nossos especialistas

Recursos Energéticos Distribuídos (REDs): o que são e qual a importância?

Painéis solares em campo aberto

Está ocorrendo um aumento da presença dos Recursos Energéticos Distribuídos (REDs) no setor energético. Isso se dá, principalmente, por conta da redução dos custos de investimento e transação, crescimento e desenvolvimento de tecnologias, bem como do papel ativo dos consumidores. 

Segundo a nota técnica PR 08/18 do Ministério de Minas e Energia, “o recente crescimento, associado à característica dos RED indica que a difusão destas tecnologias apresenta um elevado potencial disruptivo, capaz de transformar profundamente os sistemas elétricos que hoje são predominantemente operados com recursos de maior porte e gerenciados centralizadamente.”

De acordo com dados do Plano Decenal de Expansão de Energia 2030 (PDE 230), estima-se que os Recursos Energéticos Distribuídos correspondam a 19% do consumo de eletricidade até 2030

O documento também prevê que a conservação total de energia e os RED atinjam

8% em 2030, e a conservação de energia elétrica e os RED alcancem 19% no mesmo ano.

Por isso, diante da importância do tema, vamos apresentar um resumo sobre os Recursos Energéticos Distribuídos. 

Continue lendo para saber mais.

O que são os Recursos Energéticos Distribuídos?

De acordo com a definição presente no PDE 2030, REDs são “tecnologias de geração, armazenamento de energia elétrica e redução do consumo localizado dentro dos limites da área de uma determinada concessionária de distribuição, normalmente junto a unidades consumidoras, atrás do medidor (“behind-the-meter”).”

Os Recursos Energéticos Distribuídos abrangem, por exemplo:

  • eficiência energética;
  • geração distribuída de eletricidade;
  • veículos elétricos;
  • armazenamento e resposta da demanda;
  • produção descentralizada de combustíveis;
  • redes elétricas inteligentes;
  • micro e minigeração distribuídas (MMGD);
  • autoprodução de energia (não injetada);
  • energia solar térmica.

A energia solar está em destaque por conta da perspectiva de crescimento dessa fonte e sua disseminação na sociedade. 

Veja na ilustração abaixo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) a comparação entre o sistema atual e o projetado.

Plano para o futuro do setor energético
Fonte: EPE

Segundo a International Renewable Energy Agency (IRENA), existem alguns caminhos possíveis para viabilizar e implementar os REDs:

  • Tecnologias: veículos elétricos, carregamento e armazenamento, Internet das Coisas, medidores inteligentes, 5G, Inteligência Artificial;
  • Modelos de negócio: agregadores, energy-as-a-service e modelos pré-pagos;
  • Desenho de mercado: Mercado Livre, definição clara de custos, tarifas binômias, granularidade dos preços no tempo e no espaço;
  • Operação do sistema: previsão de geração de energia renovável, cooperação entre sistemas de transmissão e distribuição, virtual power lines.
Fonte: IRENA

Qual a importância dos REDs?

A importância dos RED para a matriz energética brasileira se dá pelo fato de que novas práticas de planejamento, expansão e operação do sistema de energia e das redes elétricas serão necessárias.

Um dos principais benefícios dos Recursos Energéticos Distribuídos é a proximidade entre as fontes de geração e as unidades consumidoras, o que acarreta redução de perdas elétricas

O PDE 2030 também sinaliza que os REDs “podem oferecer confiabilidade suficiente para os operadores do sistema em situações extremas, se estiverem adequadamente alocados espacialmente e operados em momentos mais adequados.”

Para os consumidores, os Recursos Energéticos Distribuídos representam mais autonomia para realizar a geração e gestão da própria energia. 

Outro aspecto que merece destaque é que os REDs estão diretamente relacionados ao seu desenvolvimento no mercado e ao planejamento da matriz energética brasileira. Eles fazem parte de uma “sopa de letrinhas” que envolve mais duas siglas: ESG e DDD

O que significam ESG e DDD?

ESG é a sigla para “Environmental, Social and Governance” que, em português, significa “Ambiental, Social e Governança”. Basicamente, dizem respeito à preservação do meio ambiente, responsabilidade social e práticas de governança. 

Já DDD significa “Descarbonização, Descentralização, Digitalização”. São ações voltadas para eficiência energética, matriz energética renovável, novas tecnologias, machine learning, geração distribuída e resposta da demanda, para citar alguns exemplos.

É claro que esses termos não estão relacionados apenas ao setor energético. Contudo, eles têm um grande impacto no futuro da energia e no desenvolvimento sustentável do país. Quando se trata de geração distribuída, ela faz parte justamente da “descentralização”. 

O PDE 2030 mostra uma expansão significativa da geração distribuída (números em GW), enquanto há uma redução da capacidade instalada de carvão, diesel e óleo, um reflexo da descarbonização. 

Confira o gráfico abaixo para entender melhor. 

Projeção dos recursos energéticos para 2030
Fonte: PDE 2030

Próximos passos dos Recursos Energéticos Distribuídos

Apesar do potencial de desenvolvimento dos REDs no país, esforços serão necessários para viabilizar seu aproveitamento com mais eficiência. 

A nota técnica PR 08/18 do governo mencionada anteriormente mostra algumas recomendações de ações a serem implementadas nas próximas décadas em relação aos Recursos Energéticos Distribuídos:

  • ambiente de mercado de isonomia;
  • revisar subsídios e impostos nas tarifas de eletricidade;
  • maior interação do planejamento com as distribuidoras;
  • maior acesso a dados;
  • legislação flexível para acomodar inovações;
  • monitoramento de mercado e mecanismos de saída;
  • considerar aspectos de cibersegurança e privacidade;
  • revisão do paradigma regulatório das distribuidoras;
  • programas de EE e RD baseados em economia comportamental.

Existe também um cenário de expansão da oferta centralizada de energia. A geração centralizada é a forma tradicional de produzir energia: uma grande fonte geradora e linhas de transmissão para fazer com que o recurso chegue às unidades consumidoras. 

Já a geração distribuída é composta por unidades geradoras menores e mais próximas ao consumidor final. Neste caso, as fontes de energia devem ser renováveis ou de cogeração qualificada.

Isso significa redução dos custos de transmissão e dos impactos ambientais causados pela geração centralizada. Também estão nesse contexto as micro e minigeração distribuídas.

Ou seja, é fato que existem mais desafios para a implementação de projetos centralizados, o que justifica a perspectiva de uma maior participação dos Recursos Energéticos Distribuídos para atender a demanda. 

Deu para entender o que são os Recursos Energéticos Distribuídos? Como explicamos anteriormente, um dos caminhos para a implementação dos REDs é por meio de um Mercado Livre. 

Por isso, vale conhecer mais a respeito do Mercado Livre de Energia, assim como descobrir como adquirir energia diretamente dos distribuidores de fontes de energia renováveis ou de cogeração qualificada.

Se você ficou interessado e quer saber mais, conte com a Esfera Energia.

Somos referência nacional em gestão de energia no Mercado Livre de Energia e oferecemos todo o suporte necessário para empresas que desejam migrar e operar no Ambiente de Contratação Livre. 

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Os 3Ds de energia: descarbonização, descentralização e digitalização

Painéis solares ao pôr do sol

O sistema elétrico brasileiro está passando por grandes transformações que prometem mudar o futuro da energia, principalmente devido aos 3Ds: descarbonização, descentralização e digitalização

Existe uma nova dinâmica em curso com a geração descentralizada, com foco na produção fotovoltaica, o que demanda o desenvolvimento de novas tecnologias. 

A demanda global por energia renovável passa pelos 3Ds da energia, visto que colabora para redução da emissão de gás carbônico (descarbonização), permite a geração descentralizada de energia (descentralização) e demanda novas tecnologias para o funcionamento de todo o sistema (digitalização). 

Explicaremos esses aspectos em mais detalhes a seguir, continue lendo. 

O que são os 3Ds da energia (descarbonização, descentralização e digitalização)?

Descarbonização, descentralização e digitalização, também chamados 3Ds de energia, resumem as ações em prol do desenvolvimento sustentável do setor elétrico do Brasil

Eles são os pilares da transformação do setor e fomentam a construção de um novo modelo de mercado para os próximos anos. 

O objetivo é alcançar uma maior eficiência energética por meio de uma matriz energética mais renovável, e da geração distribuída e assegurada por novas tecnologias.

Entenda os detalhes de cada um desses 3Ds.

Descarbonização

Existe uma demanda mundial para reduzir o uso de combustíveis fósseis para a geração de energia elétrica. Isso se dá tanto pelo fato de esses recursos serem não renováveis — o que significa que um dia irão se esgotar —, quanto para descarbonizar o sistema elétrico

Como a queima de combustíveis fósseis gera gás carbônico (CO₂), o qual é altamente poluente, e contribui para o efeito estufa e o aquecimento global, é imprescindível encontrar soluções para tornar a geração elétrica mais sustentável. 

Diante de tamanho desafio, os países estão se comprometendo a descarbonizar o setor elétrico, o que é formalizado em encontros sobre as mudanças climáticas, como o Acordo de Paris, de 2015.

A energia solar, principalmente, está se tornando uma fonte de energia mais barata, além de contribuir para a descarbonização da geração de energia. Como está ganhando escala e a tecnologia está se desenvolvendo a cada dia que passa, essa fonte está em destaque quando se trata da descarbonização do sistema.

Além disso, a energia solar alavanca a geração distribuída (GD) por descentralizar o sistema elétrico, principalmente entre os consumidores residenciais. 

Entenda aqui o que é geração distribuída.

Ou seja, a descarbonização é uma consequência direta da busca por soluções mais sustentáveis, baratas e competitivas para gerar energia elétrica com eficiência.

Descentralização

Acabamos de citar a geração distribuída e ela é a essência da descentralização do setor elétrico brasileiro. Por conta da GD, o modelo tradicional de geração centralizada está passando por uma mudança significativa e se tornando mais participativo. 

Porém, isso torna a estrutura mais complexa, o que demanda novas tecnologias para controlar toda a operação e armazenar a eletricidade quando há um excesso de geração. 

O Plano Decenal de Expansão de Energia 2030 (PDE 2030) mostra uma expansão significativa da geração distribuída (números em GW), enquanto há uma redução da capacidade instalada de carvão, diesel e óleo, um reflexo da descarbonização. 

Projeção dos recursos energéticos para 2030
Fonte: PDE 2030

Recursos Energéticos Distribuídos (REDs) fazem parte da descentralização e abrangem, por exemplo, os veículos elétricos, a produção descentralizada de combustíveis, a micro e minigeração distribuídas (MMGD) e a energia solar térmica.

Digitalização

A digitalização passa por conceitos como a Internet das Coisas (Internet Of Things, IoT), Big Data, Data Analysis, Blockchain e Inteligência Artificial (IA). Por conta de tais aspectos, a digitalização proporciona a quebra de barreiras, aumentando a flexibilidade de todo o sistema elétrico.

Vale assistir a esse TEDx com Renata Rampim, autora do livro “Internet das Coisas sem mistérios: uma nova inteligência para os negócios”, para entender a Internet das Coisas.

Um sistema elétrico mais participativo necessita de um alto volume de troca de dados e informações para a realização de negociações entre geradores e consumidores, por isso a digitalização.

ESG e DDD: o resumo do futuro do setor de energia

Essas duas siglas resumem o que se espera do setor energético para os próximos anos. 

ESG é a sigla para “Environmental, Social and Governance”, em português “Ambiental, Social e Governança”:

  • Environmental: conservação do meio ambiente, eficiência no uso de água e energia, redução do desmatamento, gestão adequada de resíduos, redução das emissões de carbono e proteção da biodiversidade;
  • Social: cuidado aos colaboradores, diversidade e inclusão no ambiente corporativo, relacionamento com a comunidade ao redor, proteção aos dados de clientes, direitos humanos e respeito à legislação trabalhista;
  • Governance: funcionamento e administração dos negócios, como ética, compliance, conduta corporativa, controle de riscos, direitos e deveres de cada um, etc.

Enquanto isso, a descarbonização, descentralização e digitalização tratam de: 

  • Descarbonização: diretamente relacionada ao “E” do ESG, diz respeito a uma matriz mais renovável, compromissos ambientais para redução da emissão de gás carbônico e eficiência energética, por exemplo;
  • Descentralização: geração distribuída de energia, REDs e resposta à demanda para o surgimento de um novo modelo de mercado;
  • Digitalização: no setor elétrico, existe o conceito de “Energy-as-a-Service (EaaS)”, assim como ações para ampliar a conectividade da energia aos consumidores por meio do surgimento de novas tecnologias.

Vale destacar que essas siglas estão relacionadas apenas ao setor energético. Entretanto, elas sinalizam os caminhos para o futuro do mercado, e para o desenvolvimento do país e do mundo. 

Como você pôde entender, descarbonização, descentralização e digitalização são as palavras que já estão ditando os rumos do setor elétrico e energético do país. As fontes renováveis são a base da transformação, especialmente a energia solar, por isso é importante estar preparado para se adaptar ao novo modelo. 

No Mercado Livre de Energia, consumidores podem negociar preços, prazo, volume e forma de pagamento diretamente com as geradoras ou comercializadoras de energia elétrica, inclusive adquirir energia de fontes renováveis, como eólica, solar e biomassa.

Ao fazer a migração do Ambiente de Contratação Regulada (ACR) para o Ambiente de Contratação Livre (ACL), as empresas podem economizar até 35% com a conta de energia elétrica. E mais: no Mercado Livre de Energia não há a incidência de bandeiras tarifárias. 

Para saber mais, baixe nosso e-book gratuito e tire todas as suas dúvidas sobre o Mercado Livre de Energia.

Veja no vídeo abaixo quais são as vantagens e desvantagens do Mercado livre de Energia:

A Esfera Energia é referência nacional em gestão de energia no Mercado Livre de Energia. Atendemos mais de 130 grupos empresariais, gerenciamos mais de 320 ativos e estamos presentes em 20 estados. 

Auxiliamos empresas a migrarem para o Mercado Livre com segurança, assim como apoiamos as tomadas de decisão e gestão de energia. 

Em relação à Digitalização, os clientes da Esfera Energia têm acesso ao Hud, nossa plataforma de comunicação e gestão de energia com todos os dados sobre consumo, performance, preço e insights de mercado. 

Ficou interessado? Fale com um de nossos especialistas!

O que são os submercados de energia e por que eles existem?

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Já imaginou interligar 8.516.000 km² de área para fornecer energia? Essa é a realidade do nosso país e isso não seria possível se não existissem os submercados de energia elétrica.

Hoje, a infraestrutura de transmissão e distribuição é formada por uma rede ampla e complexa que atende a maioria dos estados.

Só não podemos afirmar que 100% do Brasil está interligado, pois o estado de Roraima ainda não faz parte do SIN, e os estados Amazonas e Amapá estão apenas parcialmente vinculados ao fluxo do sistema.

Entender como funcionam os submercados de energia é importante para conhecer as possibilidades do comércio de energia no país.

Além disso, conhecendo a estrutura por trás do fornecimento, a consciência sobre os potenciais e as limitações no setor permitem desenvolver um pensamento mais sustentável nos negócios.

Quer entender melhor esse contexto? Continue a leitura e compreenda o conceito de submercados de energia, por que eles existem e como os estados estão alocados nessa divisão.

O que são submercados de energia?

Submercados de energia são as divisões do Sistema Interligado Nacional (SIN) que fazem a transmissão e a distribuição de energia elétrica do Brasil. Cada um possui seu próprio PLD (Preço de Liquidação das Diferenças), que é cobrado dentro de suas fronteiras.

Quem mantém o controle e a continuidade das operações do SIN e nos submercados de energia é o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que comanda todas as etapas do fornecimento.

Acima do ONS, está a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), responsável pela fiscalização e regulamentação das atividades no setor, e que também define a tarifa de energia a ser paga.

Confira no vídeo abaixo todos os detalhes sobre o Sistema Interligado Nacional:

Para que os submercados foram criados?

A extensão territorial do Brasil é um dos motivos pelos quais os submercados de energia elétrica foram criados.

Porém, não só o tamanho do território que influenciou essa decisão. As características físicas de cada parte do país impõem limitações para a instalação dos equipamentos que interligam as regiões.

Dessa forma, os submercados de energia ajudam a tornar o fornecimento de energia mais eficiente, seguro e abrangente.

Uma das vantagens da divisão atual é fazer o aproveitamento da sazonalidade de chuva de cada região, mantendo o equilíbrio no fornecimento de energia.

Outra vantagem da criação dos submercados é a confiabilidade do sistema (SIN). Se uma região passa por uma interrupção, o SIN consegue redirecionar energia de outra para suprir a necessidade de energia.

Além disso, os submercados de energia permitem balancear o uso das fontes de energia existentes, incentivando muito as fontes renováveis, o que contribui para a reduzir os custos de produção de energia elétrica e preservar o meio ambiente.

Quantos e quais são os submercados do Brasil no contexto do SIN?

Atualmente, existem quatro submercados de energia no Brasil (veja o mapa abaixo) que são:

  1. Sudeste/Centro Oeste;
  2. Sul;
  3. Nordeste;
  4. Norte.

No submercado Sudeste/Centro Oeste (laranja) estão: Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Acre.

Do submercado de energia do Sul (cinza escuro) fazem parte: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Já o submercado do Nordeste (rosa) inclui os estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Por fim, fazem parte do submercado de energia elétrica do Norte (verde oliva): Maranhão, Tocantins, Pará, Amapá e Amazonas.

O estado de Roraima é o único que ainda não faz parte do submercado de energia do Brasil e, atualmente, o abastecimento de energia elétrica da região vem da Venezuela. Mas já existem iniciativas para integrá-lo ao mapa brasileiro.

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Mapa da divisão dos submercados de energia do Brasil.

Como funciona o mercado de energia?

Toda essa organização serve de base para organizar o funcionamento do mercado de energia no país, gerido pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CEE).

Com a estrutura física para geração, transmissão, distribuição e consumo definida como vimos acima, é importante entender como funciona a parte comercial do fornecimento de energia.

Os contratos de compra de energia podem ser feitos de duas maneiras:

  • pelo Ambiente de Contratação Regulado (ACR); ou
  • pelo Ambiente de Contratação Livre (ACL).

No ACR, as distribuidoras participam de leilões para compra e fornecimento de energia por meio de licitações. O negócio é firmado em um Contrato de Comercialização de Energia Elétrica no Ambiente Regulado (CCEAR).

Em cada região do país existem diferentes distribuidoras que prestam seus serviços, cobrando um valor mensal do consumidor final de acordo com o seu consumo.

Já no Ambiente de Contratação Livre (ACL), não existem leilões. A compra é feita diretamente com os comercializadores ou geradores de energia.

A vantagem principal de comprar via ACL é negociar livremente preço, prazo e volume de energia necessária.

Além disso, é possível ter acesso a outras fontes de energia mais sustentáveis como energia solar, energia eólica, energia geotérmica, entre outras.

Essa alternativa é muito utilizada por empresas que gastam uma grande quantidade de energia por mês, pois a negociação nesse ambiente é realmente vantajosa.

No final do mês, o consumidor do ACL paga uma conta relacionada ao valor de energia adquirido e outra referente à distribuição paga à empresa local que presta o serviço.

Quer conhecer melhor o funcionamento desses dois ambientes? Leia também o artigo: Entenda as diferenças entre ACR e ACL na compra de energia.

Influência do PDL de energia nos submercados

O Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) regula os preços de todas as negociações em cada submercado de energia elétrica nacional.

O valor máximo e mínimo do PLD é definido pela ANEEL todos os anos e leva em consideração fatores como:

  • valor do combustível;
  • necessidade de energia dos consumidores;
  • volume de produção das usinas hidrelétricas;
  • condições climáticas (abundância de chuvas, crises hídricas), entre outros.

A partir de 2021, passou a vigorar o PLD horário, ou seja, acontecem publicações diárias determinando os valores hora a hora para o dia seguinte.

Dessa forma, o PLD equilibra as diferenças entre a energia contratada e os montantes realmente gerados ou consumidos em cada submercado.

Entenda melhor esse cenário assistindo ao vídeo abaixo:

Quer mais liberdade para negociar energia?

Agora que você entende como funcionam os submercados de energia e as negociações possíveis, pode conhecer melhor o Mercado Livre de Energia e as suas vantagens:

Além disso, ao migrar, sua empresa pode economizar até 35% da conta de luz. Quer ver o quanto você conseguiria economizar ? Baixe a planilha de viabilidade da Esfera e faça os cálculos!

Qual a diferença entre energia residencial e comercial?

Imagem de dois prédios para ilustrar a diferença entre energia residencial e comercial

Não sabe por que existe diferença de preço entre a energia residencial e comercial? Então você está no lugar certo. Ao longo deste artigo, você conhecerá, em detalhes, tudo relacionado ao tema.

É fato que a energia comercial é mais cara, mas existe uma explicação para isso. Ela está diretamente relacionada aos grupos tarifários e à demanda de energia das unidades consumidoras.

Não ficou claro ainda? Calma! Continue lendo e saiba mais.

Como é feita a distinção entre energia residencial e comercial?

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) é a responsável por regular as tarifas de energia no Mercado Cativo, também chamado Ambiente de Contratação Regulada (ACR). Nele, existem cobranças diferentes entre a energia residencial e a energia comercial

Isso ocorre por conta das “classes de consumo” estabelecidas pela Resolução Normativa ANEEL n. 414/2010. Segundo informações da ANEEL, elas são:

  • Residencial;
  • Industrial;
  • Comercial;
  • Rural;
  • Poder público.

Cada uma delas tem diversas subclasses, justamente para facilitar a categorização das unidades consumidoras de acordo com suas respectivas finalidades.

Por que a tarifa comercial é muito mais cara que a residencial?

A diferença de preço entre energia residencial e comercial ocorre por conta das modalidades tarifárias, definidas de acordo com o grupo tarifário, como pode observar a seguir: 

  • Grupo A: consumidores de média e alta tensão, no qual estão as indústrias e estabelecimentos comerciais de médio e grande porte, e os sistemas subterrâneos. Sofrem a incidência da tarifa horária azul e tarifa horária verde;
  • Grupo B: consumidores de baixa tensão, sendo eles residências, áreas rurais, iluminação pública e comércios de pequeno porte. Sofrem a incidência da tarifa convencional monômia e tarifa horária branca

Os consumidores do Grupo A pagam pelo consumo e também por uma parcela de demanda de energia contratada, tenha ela sido usada ou não.

Por outro lado, os integrantes do Grupo B são cobrados apenas pelo consumo. Isso significa que arcam somente com o volume de energia que foi utilizado ao longo do mês. Essa é a principal diferença entre a conta de energia residencial e comercial.

A seguir detalharemos cada uma das tarifas mencionadas.

Tarifa horária azul

A tarifa horária azul (ou tarifa horosazonal azul) tem dois valores diferentes de demanda de potência de acordo com o horário ponta e o horário fora ponta. 

De forma simples, horário ponta é o período com alta demanda e consumo (normalmente das 18h às 21h, exceto aos sábados, domingos e feriados) e a cobrança de energia pode triplicar. Por outro lado, o horário fora ponta contempla todas as horas que não se enquadram nesse intervalo.

Aqui explicamos os detalhes sobre as diferenças entre horário ponta e horário fora ponta.

Tarifa horária verde

A tarifa horária verde (ou tarifa horosazonal verde) permite que os valores de consumo sejam ou não diferentes no horário ponta e horário fora ponta, mas a cobrança pela demanda de potência é única e o preço de transporte na ponta é maior. 

Saiba mais sobre as tarifas azul e verde.

Tarifa horária branca

Há também a tarifa horária branca, aplicada aos consumidores do Grupo B. Nela, existem tarifas diferentes de acordo com o dia e horário de utilização. Para economizar, o consumidor pode optar por utilizar mais energia fora dos horários de pico, por exemplo.

Tarifa convencional monômia

O cálculo da tarifa convencional monômia é mais simples, pois considera apenas o consumo de energia, independentemente da demanda de potência ou do horário. Ou seja, os consumidores pagam um valor fixo pelo serviço de distribuição de energia, sem importar a quantidade de energia consumida.

Tarifa convencional binômia

Vale explicar também a tarifa convencional binômia. Essa é a cobrança feita separadamente pelo consumo de energia e pela demanda de potência da unidade consumidora, a despeito dos horários de utilização ao longo do dia. 

Ela incide sobre os consumidores do Grupo A, justamente por eles demandarem mais energia do sistema. Como as tarifas são proporcionais ao consumo e ao uso da capacidade do sistema elétrico, quem usa mais energia paga mais por isso. 

Agora ficou mais claro por que a energia comercial é mais cara? Como as regras de cobrança diferem do Grupo A e para o Grupo B, por consequência o preço final na conta de luz também muda.

Essas regras se aplicam ao Mercado Livre de Energia?

A diferença entre energia residencial e comercial não ocorre no Mercado Livre de Energia. Como explicamos no começo do artigo, as tarifas definidas pela ANEEL são vigentes apenas no Mercado Cativo

Os consumidores livres do Mercado Livre de Energia podem definir o preço, prazo, volume e forma de pagamento da energia diretamente com as empresas geradoras ou comercializadoras.

Isso acontece porque o setor energético no Brasil está segmentado em dois ambientes:

  • Ambiente de Contratação Regulada (ACR): formado por consumidores cativos com têm acesso à energia com tarifas estabelecidas pelo governo e pagam mensalmente pelo serviço de distribuição e de geração de energia;
  • Ambiente de Contratação Livre (ACL): são os consumidores livres que negociam energia no Mercado Livre de Energia e podem encontrar preços melhores do que os normalmente disponíveis no ambiente regulado.

Quer saber mais? Confira nosso e-book completo com todas as informações sobre o Mercado Livre de Energia.

Apesar de as residências ainda não poderem migrar para o Mercado Livre de Energia, os comércios podem considerar fazer esse processo, desde que se enquadrem em pelo menos uma das categorias abaixo:

  • Consumidor Livre: tem uma demanda mínima de 1,5 MW e pode escolher o fornecedor de energia elétrica por meio de livre negociação;
  • Consumidor Especial: tem uma demanda entre 500 kW e 1,5 MW, podendo adquirir energia de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) ou de fontes renováveis como  eólica, biomassa ou solar;
  • Comunhão: caso a empresa não tenha demanda suficiente para entrar no Mercado Livre, é possível fazer uma comunhão de cargas com outras unidades consumidoras para atingir o mínimo necessário de 500 kW. Porém, isso apenas é válido para consumidores com o mesmo CNPJ ou localizados em áreas que não são separadas por vias públicas.

A comunhão de cargas é uma alternativa viável para as empresas que desejam fazer parte do Mercado Livre de Energia, mesmo sem ter a demanda mínima necessária para tal. 

Se você ficou interessado, aqui explicamos como funciona a comunhão de cargas.

A boa notícia é que existe uma proposta em análise no Ministério de Minas e Energia para uma futura abertura do Mercado Livre de Energia. O plano de reforma prevê a redução gradual das exigências para atuar no setor. Eventualmente, isso poderá permitir que até mesmo consumidores residenciais migrem para o ACL

Tal medida faz bastante sentido, especialmente considerando que 80% dos consumidores gostariam de poder escolher o fornecedor de energia elétrica, segundo um levantamento da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel).

Entendeu a diferença de preço entre a energia residencial e comercial? Esperamos que sim!

Conte com a Esfera Energia para tirar todas as suas dúvidas a respeito do assunto e considerar a migração para o Mercado Livre de Energia.

Saiba mais sobre a privatização da Sulgás

O governo do estado do Rio Grande do Sul está em processo de privatização da Sulgás, empresa de distribuição de gás canalizado do estado.

A expectativa é que a privatização da Sulgás traga investimentos para o sistema no estado, modernize a infraestrutura do sistema de distribuição e aumente a malha de dutos.

Há um potencial de desenvolvimento de novos negócios na região do porto de Rio Grande e no Vale do Itaqui.

Pela venda de sua participação na concessionária, o governo do RS arrecadou R$ 928 milhões.

Além do avanço no setor da indústria, os recursos desta transação serão usados para a saúde, educação e segurança pública.

Os investimentos na expansão da malha de distribuição devem atender também o abastecimento comercial e urbano nas principais cidades do estado, de acordo com o secretário do Meio Ambiente e Infraestrutura, Luiz Henrique Viana.

A transferência dos ativos de distribuição para a iniciativa privada é parte de um processo mais amplo de organização dos agentes atuantes na cadeira de gás natural que identificam oportunidades no mercado e desenvolvem soluções para atuar tanto no Mercado Cativo quanto no Mercado Livre.

Neste contexto, a Petrobrás, principal atuante na cadeia de óleo e gás no país, assinou um acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) em que se compromete a sair dos ativos de processamento, transporte e distribuição de óleo e gás até dezembro de 2021 e em junho deste ano encerrou sua participação na BR Distribuidora, empresa que atua no mercado de distribuição de combustível e que é sócia de diversas distribuidoras estaduais de gás natural, da qual tinha 41% de participação.

Este processo tem o objetivo de desverticalizar o setor e permitir a entrada de novos agentes neste mercado, fomentando o mercado livre de gás.

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COP26 pretende estabelecer critérios para mercado de carbono

Em novembro a Inglaterra sedia a COP26, Conferência de Clima organizada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para discutir as mudanças climáticas decorrentes do aquecimento global e as iniciativas propostas para redução destes impactos.

Na conferência 200 países devem apresentar seus planos para redução da emissão dos gases de efeito estufa até 2030.

Esta iniciativa, proposta no “Acordo de Paris” em 2015, estabelece que os países deverão estabelecer medidas para garantir que o aumento da temperatura média do planeta não exceda 2°C, quando comparado às médias pré-industriais.

Para alcançar estas metas, a iniciativa de regulação do mercado global de crédito de carbono é bastante aguardada pelas empresas e governos.

Mas afinal, o que são créditos de carbono?

A depender do tipo de atividades desenvolvidas pelas empresas ou países, as instituições podem ter perfil de retenção de carbono ou emissão de gases de efeito estufa.

Como o desenvolvimento tecnológico de soluções para neutralizar a emissão de carbono nos processos produtivos, agentes que absorvem mais gases do que emitem podem comercializar crédito de carbono para que agentes que emitem mais possam neutralizar suas emissões, o que forma um mercado de negociação destes ativos.

O Brasil é um dos países com maiores potenciais de venda de crédito de carbono porque tem uma matriz energética renovável e tem retenção de carbono em suas florestas e agronegócio.

O que é necessário para desenvolver este mercado?

Para que este mercado se desenvolva é necessário um acordo que padronize os mecanismos de funcionamento do mercado de carbono e assim garantir que as metodologias de mensuração de retenção e emissão de gases de efeito estufa e a precificação sejam estáveis, confiáveis a longo prazo.

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Indicadores de desempenho ambiental: o que são e quais analisar?

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Os indicadores ambientais são dados extraídos a partir das atividades de uma empresa, que avaliam o desempenho dos esforços realizados por meio das políticas de sustentabilidade do negócio.

Acompanhar essas métricas é uma forma de mensurar o impacto que as operações geram no meio ambiente e também de evoluir nas boas práticas à medida que a empresa conquista melhorias.

Para ser uma empresa sustentável é fundamental conhecer quais são os indicadores de desempenho ambiental e, a partir deles, traçar metas para reduzir os impactos causados pelas atividades.

Essa é uma tarefa de gestão interna muito importante que ganha força no mercado, pois hoje, as empresas que se preocupam com o meio ambiente e criam formas de otimizar seus processos se destacam das concorrentes.

Como cada negócio tem suas características próprias e exerce uma influência diferente com suas atividades, saber como direcionar a análise dos indicadores é fundamental.

Continue a leitura e entenda o que é, quais são e a importância de estabelecer indicadores de desempenho ambiental.

Boa leitura!

O que são indicadores de desempenho ambiental?

Os indicadores de desempenho ambiental são informações que a empresa extrai sobre suas atividades para melhorar a performance de seus processos e reduzir os impactos dos mesmos no meio ambiente.

A gestão ambiental é importante para todo tipo de negócio, mas as grandes indústrias produtoras que geram muitos resíduos e movimentam uma grande cadeia de produção e distribuição são as que mais investem nesse monitoramento.

Outro fator que torna a mensuração de indicadores de desempenho ambiental tão relevante é que a sustentabilidade passou a ser um valor estratégico no mercado.

Empresas que processam e avaliam seus dados ambientais conseguem mostrar que estão alinhadas com o desenvolvimento sustentável.

Em um mundo com recursos finitos, ter uma visão de curto, médio e longo prazo dos impactos causados e ações para otimizar essa influência mostra que o negócio está atento às demandas atuais.

A comunicação depois que os dados são mensurados também é uma iniciativa que complementa o trabalho, afinal, mostrar informações concretas traz mais credibilidade frente aos diversos públicos da empresa como consumidores, fornecedores e parceiros.

Leia também: Como e por que fazer uma mitigação de riscos ambientais.

Quais são os indicadores de desempenho ambiental?

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Agora que você já sabe o que são os indicadores de desempenho ambiental, deve estar se perguntando quais deve selecionar e mensurar no seu negócio, não é mesmo?

Nesse caso, não existe exatamente uma resposta padrão para todas as empresas. Cada tipo de negócio tem um modo de operação e, consequentemente, exerce uma influência no meio ambiente. Por isso, a lista de indicadores varia.

Para auxiliar no processo de definição, mensuração e análise dos indicadores de desempenho ambiental, muitas empresas adotam a Norma ISO 14031.

As regras da norma auxiliam na implementação de uma gestão ambiental consistente e adequada à realidade de cada negócio.

Com essa orientação, é mais fácil ser objetivo ao estabelecer as metas relevantes, facilmente entendidas e também alcançáveis.

A partir dos dados selecionados, é possível avaliar os esforços feitos para alcançar as metas ambientais e se estão dando certo ou precisam de ajustes.

É importante destacar que a Norma ISO 14031 é aplicável a empresas de todos os tamanhos e segmentos de negócio, independentemente da complexidade do serviço/produto produzido e da localização.

Mas ela não funciona como uma certificação. É uma ferramenta de gestão interna que orienta o trabalho relacionado às práticas ambientais.

Tipos de indicadores ambientais

Seguindo as regras da ISO 14031, os indicadores de desempenho ambiental podem ser divididos em duas categorias: os indicadores gerenciais e indicadores operacionais.

O indicadores gerenciais são dados relacionados às ações internas que impactam o desempenho ambiental do negócio como:

  • horas de treinamento para equipe de colaboradores;
  • parcela para investimento em pesquisa dentro do planejamento financeiro;
  • adequação da empresa a normas ambientais do setor, entre outras.

Já os indicadores operacionais vão mostrar os resultados que as atividades diárias tem no meio ambiente como:

  • uso de combustíveis fósseis nas operações;
  • geração de resíduos sólidos ou líquidos;
  • emissão de gases estufa, como o carbono;
  • quantidade de energia gasta por produto ou produção.

Implementando uma Avaliação de Desempenho Ambiental com o apoio da ISO 14031, é possível alinhar seu negócio com as práticas atuais para preservar e oferecer mais qualidade de vida no presente e no futuro.

Leia também: O que é o PNE 2050? Conheça as diretrizes para uso de energia.

Quais as vantagens dos indicadores ambientais?

A frase abaixo do famoso estatístico William E. Deming ressalta de forma objetiva as vantagens de mensurar os indicadores de desempenho ambiental:

“Não se gerencia o que não se mede, não se mede o que não se define, não se define o que não se entende e não há sucesso no que não se gerencia”.

Informação consistente é o ponto de partida para fazer análises assertivas e evitar que o seu negócio cause desastres ambientais.

Com dados em mãos, a equipe pode trabalhar para melhorar o gerenciamento de resíduos, criando um plano para diminuição até reduzi-lo totalmente.

Outra vantagem é não ser autuado por órgãos oficiais por descumprimento de padrões ambientais, o que gera gastos com pagamentos de multas e processos.

Dicas para definir indicadores de desempenho ambiental na indústria

Na hora de escolher entre os indicadores de desempenho ambiental quais serão avaliados no seu negócio, priorize os seguintes aspectos:

  • simplicidade e facilidade de interpretação: escolha métricas que mostram objetivamente a evolução como aumento ou diminuição;
  • gastos otimizados: a menos que seja necessário, selecione indicadores que possam ser obtidos sem necessidade de exames e análises complexas que vão gerar custos altos;
  • agilidade para calcular: quanto acessíveis forem os dados, mais rápida é a execução dos cálculos;
  • usar unidades de medidas conhecidas: toneladas, kilowatts, metros cúbicos, porcentagem são alguns exemplos de medidas objetivas e que dão clareza aos indicadores.

Acompanhe o desempenho ambiental do seu negócio

Os indicadores de desempenho ambiental podem ajudar o seu negócio a otimizar diversos processos, incluindo a utilização de energia.

Além de analisar onde é possível diminuir o consumo, também auxilia no estudo para adquirir energia de forma mais barata e de fontes limpas e sustentáveis.

O caminho para essa solução pode estar na migração para Mercado Livre de Energia. Não sabe como funciona? Assista ao vídeo abaixo e descubra se o seu negócio pode migrar:

Ficou interessado e quer saber por onde começar? Então baixe o e-book da Esfera de como fazer a migração para o Mercado Livre de Energia. Conheça todos os passos, documentos e contratos necessários para o processo.