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O que é energia intermitente e quais são as principais fontes?

As fontes de energia intermitente são cada vez mais relevantes na matriz energética e elétrica dos países do mundo inteiro. Mesmo sendo intermitentes, ou seja, operam em intervalos para geração de eletricidade, são investimentos certeiros que visam um mundo mais sustentável e mais limpo.

Muitos países ainda utilizam recursos altamente poluentes como o carvão para gerar energia por meio de usinas termelétricas, que além de caras, também emitem os perigosos gases do efeito estufa.

O resultado é o planeta em total alerta devido aos impactos na temperatura da Terra, nas mudanças climáticas e na qualidade de vida da população.

Para entender melhor o que é energia intermitente, continue lendo este artigo e conheça as principais fontes e as vantagens e desvantagens do uso. Boa leitura!

O que é energia intermitente?

A energia intermitente é aquela gerada por uma fonte energética que não pode ser armazenada em sua forma original e, por isso, só é transformada em eletricidade enquanto o recurso estiver disponível no sistema de geração.

Dessa forma, a geração terá um desempenho variável durante o dia, havendo pausas e retomadas, conforme a disponibilidade da fonte principal utilizada.

Quais as fontes energéticas são caracterizadas como intermitentes?

As fontes energéticas caracterizadas como intermitentes são, em sua maioria, as fontes renováveis como: energia solar, energia eólica e energia hidrelétrica.

O Brasil e vários países do mundo utilizam a energia intermitente com excelentes resultados e com potencial de melhoria cada vez maior. Conheça mais sobre cada fonte:

Energia solar

A energia solar é considerada uma fonte de energia intermitente já que a energia eletromagnética dos raios de sol em si não pode ser armazenada. Dessa forma, depois que o sol se põe, o sistema gerador para de funcionar, retomando no dia seguinte.

Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), existem 10 gigawatts (GW) de potência operacional da fonte solar fotovoltaica instalada no país.

Esse potencial está distribuído em usinas de grande, médio e pequeno porte que utilizam espaços como terraços, telhados, fachadas e terrenos para montagem dos painéis de captação.

Energia eólica

A energia intermitente eólica é gerada pela energia cinética que vem dos ventos. Além de gerar energia elétrica, também produz energia mecânica para moinhos e cata-ventos.

Em 2021, o Brasil bateu recorde de expansão de usinas eólicas e possui 20,1 gigawatts (GW) de potência instalada, o que representa 11,11% da matriz energética.

O nordeste do país é uma das principais áreas onde são instaladas as turbinas eólicas, por causa das condições climáticas que favorecem o aproveitamento dos ventos.

Leia mais: O que é energia eólica e qual sua importância para a matriz elétrica do Brasil?

Energia hidráulica

Por fim, a energia hidráulica é outra fonte de energia intermitente, essa bastante conhecida, já que utiliza o principal recurso em abundância no país: a água.

A disponibilidade de bacias hidrográficas ricas permitiu a instalação de usinas hidrelétricas de diferentes portes para geração de eletricidade em várias regiões do país.

A força da água é o principal acionador das turbinas e quanto mais água entrar, maior é a geração. Esse tipo é considerado intermitente, pois ao fechar a entrada, a geração é paralisada, retomando a potência total quando necessário e de acordo com a demanda.

Como podemos mitigar a intermitência da energia?

O Sistema Interligado Nacional (SIN) distribui a energia gerada, principalmente, das usinas hidrelétricas que usam a água para geração de eletricidade.

O investimento em grandes usinas como Itaipu, Belo Monte e Tucuruí consegue abastecer todo o país, com linhas de transmissão que percorrem quase todo território nacional.

O principal ponto de atenção para o sistema é quando acontece grandes períodos de estiagem, o que leva a crise hídrica e aumentos na tarifa de energia.

A intermitência de chuvas é um alerta em relação às mudanças climáticas provocadas por desmatamentos e outras atividades que afetam o ciclo da principal fonte da nossa matriz energética.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) conduziu em 2021 leilões que firmaram mais de R$ 4 bilhões de investimentos que serão investidos na criação de usinas de fonte de energia intermitente como hidrelétricas, eólica, solar e biomassa.

Na programação estabelecida, os investimentos terão duração de 20 e 30 anos, com início de suprimento em janeiro de 2024 e de 2025.

Para garantir tanto a geração quanto a distribuição pelo país, o SIN será cada vez mais integrado para garantir a eficiência e o abastecimento contínuo, sem riscos e sem desperdícios.

Outra forma de mitigar a intermitência da energia é a Geração Distribuída (GD) que permite a instalação de mini e microgeradoras próximas da área de consumo.

Dessa forma, a energia tem um custo menor de geração e pode ser usada imediatamente nas unidades de consumo.

A energia solar é a principal fonte de energia intermitente utilizada na GD e que é vantajosa devido a economia de custos com estrutura, podendo ser contratada por meio de uma empresa gestora de energia.

Vantagens e desvantagens da energia intermitente

As principais vantagens da energia intermitente são:

  • baixo impacto ambiental;
  • custo de geração de energia menor;
  • teor de emissão de gases de efeito estufa pequeno;
  • pouca necessidade de manutenção dos equipamentos;
  • fontes confiáveis para produzir eletricidade;
  • é renovável, entre outras.

Já as desvantagens da utilização das fontes intermitentes são:

  • dependência das condições climáticas para geração de energia;
  • os aerogeradores eólicos geram impacto sonoro, precisando ser instalados em áreas longe dos centros urbanos;
  • as hidrelétricas têm alto custo de instalação, causam impactos ambientais e a realocação de populações próximas a área.

Já pensou em utilizar fontes de energia intermitente?

O uso de energia intermitente está mais próximo do que você imagina por meio da Geração Distribuída (GD), que já existe em diversas regiões do país e nem sempre exige investimento próprio em infraestrutura.

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