Aconteceu em Outubro: Elevação dos Encargos de Serviços do Sistema

No mês de outubro o mercado de energia foi surpreendido com a sinalização de redução dos preços por conta da melhora das chuvas nas principais bacias do Sudeste/Centro-Oeste. 

Apesar do termo “redução de preços” normalmente ser associado a uma situação boa para a maioria dos brasileiros, essa pode não ser a melhor das interpretações diante das condições de operação do sistema elétrico, que está passando pela pior crise hídrica dos últimos tempos.

Em momentos de crise hidroenergéticas,como a que estamos vivendo, a decisão do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) é de que o despacho termelétrico continue em plena capacidade, ou seja, todas as usinas termelétricas disponíveis devem gerar energia e, obviamente, as usinas devem ser remuneradas por essa geração.

A remuneração pode acontecer essencialmente de duas maneiras: através do PLD, e através de Encargos de Serviços do Sistema (ESS), quando o PLD não for suficiente para cobrir o Custo Variável Unitário (CVU) da usina.

Entenda mais os Encargos de Serviços do Sistema (ESS).

Dessa forma, com a manutenção do despacho termelétrico praticamente na sua disponibilidade máxima do sistema e com a redução do PLD, maior é o peso do custo do despacho que vai para encargos.

O gráfico mostra os níveis diários totais da geração termelétrica do SIN, a Geração Fora da Ordem de Mérito (GFOM) e o PLD da região Sudeste/Centro-Oeste em 2021.

No gráfico é possível observar que desde meados de agosto o despacho termelétrico está em cerca de 21 GWm e vem se mantendo desde então.

Nesse período o PLD esteve acima do máximo regulatório, muitas vezes cobrindo os custos de grande parte das térmicas. Entretanto, a partir da segunda semana de outubro, com o início da queda do PLD e a manutenção do despacho termelétrico, houve uma rápida elevação do despacho fora da ordem de mérito (GFOM), que já chega a uma representatividade de 45% da geração total do SIN.

A perspectiva da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) é de que esse custo chegue próximo aos R$ 4 bilhões, que ainda deve ser acrescido às outras parcelas do encargo, podendo chegar a mais de R$ 4,8 bilhões só referente ao mês de outubro, o que representa cerca de R$92/MWh adicionais na liquidação financeira de todos os consumidores do sistema (livres e cativos), através do ESS, o maior valor do encargo desde que se tem registro (2013).

Com o aumento das chuvas previstas à medida que nos aproximamos do período chuvoso da região sudeste, a perspectiva de redução do PLD nas próximas semanas se mantém, o que colabora  para um ESS ainda maior no mês de novembro.

Importante lembrar que, a definição do volume de energia gerado fora da ordem de mérito é competência do CMSE junto a CREG (Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética), que pode revisar a decisão do GFOM a qualquer momento. Logo, é possível que determinem uma redução do montante despachado e assim o ESS recue nos próximos meses.

Acompanhamento do PLD

O mês de outubro apresentou o PLD abaixo do teto regulatório com os submercados Sudeste/Centro-Oeste, Sul e Norte acoplados durante todo o período e fechando o mês em R$ 249,36/MWh.

Já o Nordeste apresentou desacoplamento para baixo em relação aos demais submercados em algumas horas durante o mês, fechando assim em R$ 248,97/MWh.

O patamar mais baixo de PLD para o mês de outubro também foi o principal fator na redução de amplitude do PLD diário e redução de sua volatilidade horária.

Acompanhamento da Carga

O consumo no mês de outubro iniciou com uma redução devido a uma frente fria associada às chuvas da região Sudeste e Sul na segunda semana operativa do mês.

Já na terceira semana a redução do consumo foi decorrida em função do feriado de 12/10, e já mostrou uma recuperação da carga na semana seguinte. 

Vale destacar que no próximo mês é publicada a próxima revisão quadrimestral da carga, que é a expectativa de carga mensal do Operador Nacional do Sistema (ONS) para o ciclo 2022 à 2026.

Acompanhamento dos reservatórios

O reservatório equivalente do submercado Sudeste/Centro-Oeste fechou o mês em 18,2% da sua capacidade máxima, sendo assim o primeiro mês de replecionamento dos reservatórios desde o mês de abril.

Isto ocorre por conta das medidas adotadas pelo governo para a recuperação dos reservatórios e principalmente por conta da melhora das chuvas no mês de outubro. 

Ainda assim, os níveis de reservatórios não são confortáveis e se apresentam próximos do mínimo histórico dos últimos 25 anos.

Entenda como o nível dos reservatórios impacta a geração de energia.

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Saiba mais sobre a privatização da Sulgás

O governo do estado do Rio Grande do Sul está em processo de privatização da Sulgás, empresa de distribuição de gás canalizado do estado.

A expectativa é que a privatização da Sulgás traga investimentos para o sistema no estado, modernize a infraestrutura do sistema de distribuição e aumente a malha de dutos.

Há um potencial de desenvolvimento de novos negócios na região do porto de Rio Grande e no Vale do Itaqui.

Pela venda de sua participação na concessionária, o governo do RS arrecadou R$ 928 milhões.

Além do avanço no setor da indústria, os recursos desta transação serão usados para a saúde, educação e segurança pública.

Os investimentos na expansão da malha de distribuição devem atender também o abastecimento comercial e urbano nas principais cidades do estado, de acordo com o secretário do Meio Ambiente e Infraestrutura, Luiz Henrique Viana.

A transferência dos ativos de distribuição para a iniciativa privada é parte de um processo mais amplo de organização dos agentes atuantes na cadeira de gás natural que identificam oportunidades no mercado e desenvolvem soluções para atuar tanto no Mercado Cativo quanto no Mercado Livre.

Neste contexto, a Petrobrás, principal atuante na cadeia de óleo e gás no país, assinou um acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) em que se compromete a sair dos ativos de processamento, transporte e distribuição de óleo e gás até dezembro de 2021 e em junho deste ano encerrou sua participação na BR Distribuidora, empresa que atua no mercado de distribuição de combustível e que é sócia de diversas distribuidoras estaduais de gás natural, da qual tinha 41% de participação.

Este processo tem o objetivo de desverticalizar o setor e permitir a entrada de novos agentes neste mercado, fomentando o mercado livre de gás.

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COP26 pretende estabelecer critérios para mercado de carbono

Em novembro a Inglaterra sedia a COP26, Conferência de Clima organizada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para discutir as mudanças climáticas decorrentes do aquecimento global e as iniciativas propostas para redução destes impactos.

Na conferência 200 países devem apresentar seus planos para redução da emissão dos gases de efeito estufa até 2030.

Esta iniciativa, proposta no “Acordo de Paris” em 2015, estabelece que os países deverão estabelecer medidas para garantir que o aumento da temperatura média do planeta não exceda 2°C, quando comparado às médias pré-industriais.

Para alcançar estas metas, a iniciativa de regulação do mercado global de crédito de carbono é bastante aguardada pelas empresas e governos.

Mas afinal, o que são créditos de carbono?

A depender do tipo de atividades desenvolvidas pelas empresas ou países, as instituições podem ter perfil de retenção de carbono ou emissão de gases de efeito estufa.

Como o desenvolvimento tecnológico de soluções para neutralizar a emissão de carbono nos processos produtivos, agentes que absorvem mais gases do que emitem podem comercializar crédito de carbono para que agentes que emitem mais possam neutralizar suas emissões, o que forma um mercado de negociação destes ativos.

O Brasil é um dos países com maiores potenciais de venda de crédito de carbono porque tem uma matriz energética renovável e tem retenção de carbono em suas florestas e agronegócio.

O que é necessário para desenvolver este mercado?

Para que este mercado se desenvolva é necessário um acordo que padronize os mecanismos de funcionamento do mercado de carbono e assim garantir que as metodologias de mensuração de retenção e emissão de gases de efeito estufa e a precificação sejam estáveis, confiáveis a longo prazo.

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Aconteceu em Setembro: O crescimento da geração renovável e as medidas para conter a crise hídrica

O mês de setembro foi marcado pela maior contribuição da geração de energia renovável no Nordeste para o Sistema Interligado Nacional (SIN). 

Habitualmente, os meses de agosto e setembro marcam o pico da safra dos ventos dessa região, quando é esperado o pico de geração eólica do ano. 

O gráfico abaixo mostra que em 2021 não foi diferente.

A geração eólica apresentou elevação desde o início de agosto, e se manteve elevada até o fim de setembro, fato que levou o Operador Nacional do Sistema (ONS) a mudar o critério de confiabilidade das linhas de transmissão entre o Nordeste e o Sudeste de N-2 para N-1. 

Ou seja, uma redução provisória da confiabilidade do sistema de transmissão a fim de aumentar a capacidade de intercâmbio de energia entre os subsistemas. 

Essa é uma das medidas de combate à crise hidro energética, que busca um melhor aproveitamento da geração renovável do Nordeste, exportador nesse período.

Ainda em setembro, tivemos o início da primavera que contribuiu para o aumento da geração fotovoltaica, como observamos no gráfico abaixo.

Destacamos que a geração solar fotovoltaica bateu recordes no dia 19 de setembro, quando atingiu 1.251 MWm, sendo capaz de atender 2% da demanda do sistema, com pico de geração instantânea de 3.574 MW, sendo 2.610 MW provenientes do Nordeste, montante capaz de atender mais de 27% do subsistema.

Programa de Redução Voluntária da Demanda

Outro fator relevante ao mês de setembro foi o início do programa de Redução Voluntária da Demanda (RVD), medida que atende a Portaria MME nº 22/2021 e tem o objetivo de combater a crise hidro energética através da redução do consumo dos grandes consumidores do Ambiente de Contratação Livre (ACL).

O prazo inicial para o envio das ofertas de redução para o mês de setembro era até o dia 10/09, mas por conta da quantidade de dúvidas relacionadas ao processo no sistema do ONS foi prorrogado para o dia 17/09. 

O montante total aprovado para redução pelo CMSE foi de 442 MW. 

A maior adesão foi do segmento industrial, com destaque para o setor metalúrgico seguido pelos ramos de minerais não metálicos, indústria química e papel & celulose.

Entenda mais sobre o Programa de Redução Voluntária de Demanda 

Acompanhamento do PLD

Durante a maior parte do mês de setembro, o PLD se manteve no teto regulatório de R$ 583,88/MWh, reduzindo apenas no final do mês  por conter dias pertencentes à primeira semana de outubro pelos modelos de precificação de energia.

Na base horária, os submercados Sudeste/Centro-Oeste, Sul e Norte apresentaram-se acoplados durante quase todo o período, enquanto o Nordeste apresentou maior volatilidade dada a grande contribuição da geração de fontes renováveis em setembro.

Acompanhamento da Carga

No mês de setembro o consumo iniciou com uma redução devido a uma frente fria que atingiu os subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Sul na primeira semana, além do feriado de 7 de setembro.

Após o feriado, o consumo manteve um patamar elevado, também observado ao final de agosto, fechando o mês com uma carga média de 70 GWm.

Para as próximas semanas seguimos com a expectativa de elevação do consumo, em comparação com as semanas anteriores, em decorrência do aumento de temperatura esperado para o período.

Acompanhamento dos reservatórios

O reservatório do submercado Sudeste/Centro-Oeste fechou o mês em 16,7% da sua capacidade máxima, resultando no pior nível observado nos últimos anos, ficando cerca de 32 p.p. abaixo da média do mês de Setembro.

Entenda como o nível dos reservatórios impacta a geração de energia.

Apesar da redução, o mês de setembro deu indícios de uma melhora das chuvas na região sul para as próximas semanas. Fator que deve contribuir para uma elevação do intercâmbio de energia entre o Sul e o Sudeste/Centro-Oeste e, assim como as outras medidas, auxiliar na redução do deplecionamento dos reservatórios dessa região.

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ANP reduz alíquotas de royalties para pequenos e médios produtores

Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou no mês de setembro a publicação de uma resolução que regulamentará a diminuição da alíquota de royalties como incentivo para extração de óleo e gás às empresas de pequeno e médio porte .

A expectativa com a nova resolução, segundo a ANP, é que haja continuidade de produção, com extensão da vida útil dos campos, mantendo seus benefícios socioeconômicos regionais, como geração de empregos, renda e arrecadação de tributos, visto que este benefício melhora a atratividade de novos agentes no mercado de exploração de óleo e gás.

De acordo com a resolução, as alíquotas serão diminuídas para 5% para empresas de pequeno porte e 7,5% para empresas de médio porte.

Segundo critérios estabelecidos pela agência, existem hoje no país 19 empresas de pequeno porte e 5 de porte médio.

A expectativa é que a nova alíquota incentive a produção de petróleo e gás em campos onshore (que acontecem em terra) especialmente no Nordeste, onde estão a maioria dos 113 campos impactados com a alteração.

Esta iniciativa é importante para fomentar novos agentes do segmento de petróleo e assim aumentar a quantidade de fornecedores de gás, além de gerar mais segurança para a consolidação do Mercado Livre do Gás.

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O que é biogás e qual a sua relação com a abertura do mercado de gás

O decreto 10.712/2021, que regulamenta a Nova Lei do Gás, determina tratamento equânime do gás natural a outros gases provenientes de fontes sintéticas e biometano, desde que eles sejam intercambiáveis e tenham equivalência energética.

O que é o biogás?

O biogás é um tipo de biocombustível produzido a partir da decomposição, sem oxigênio, de materiais orgânicos (de origem animal ou vegetal) cujo resultado é uma mistura de gases, do qual a maior parte é formada por metano (ou biometano, para denotar a origem do gás).

O biometano separado com a filtragem do biogás é um recurso energético semelhante ao gás natural e pode ser injetado nos dutos de transporte e distribuição de gás canalizado para utilização da indústria.

O processo de produção de biometano tem se popularizado por garantir melhorias de eficiência energética no setor agroindustrial, além de ser uma solução para redução de resíduos. Biodigestores, que são os equipamentos usados para produção de biogás, têm sido bastante usados em aterros sanitários.

Existe incentivo?

Para incentivar o desenvolvimento do mercado de gases provenientes de fontes renováveis há iniciativas em alguns estados que prevê descontos na tarifa de uso no sistema de distribuição do gás.

O estado do Rio Grande do Sul prevê este mecanismo na lei do Mercado Livre de Gás, cuja regulação está em consulta pública pela Agência Reguladora do Rio Grande do Sul (AGERGS).

O uso deste insumo traz vantagens não apenas do ponto de vista ambiental, mas também logístico pois permite a interiorização do fornecimento do gás pelo território sem investimento de infraestrutura de transporte, visto que a geração pode estar próxima de centros urbanos – afinal, usa-se resíduos agroindustriais ou urbanos (lixo residencial ou esgoto).

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Entenda sobre a Redução Voluntária da Demanda (RVD) e saiba como render cashback para sua empresa

O país vem atravessando a pior seca dos últimos 91 anos causando impacto direto nos níveis de armazenamento dos reservatórios das principais usinas hidrelétricas do Brasil e reacendendo a discussão sobre um possível racionamento de energia elétrica.

Nesse sentido, o governo federal vem adotando medidas para estimular a redução de consumo com o objetivo de reduzir o risco de cortes de carga. 

O Ministério de Minas e Energia (MME) publicou a portaria  normativa nº 22/GG/MME que viabiliza a Redução Voluntária de Demanda de Energia Elétrica (RVD), prevendo o pagamento de compensação financeira às empresas participantes do Mercado Livre de Energia que se disponham a reduzir o consumo.

O que é Redução Voluntária da Demanda?

O Programa de Redução Voluntária da Demanda (RVD) tem como objetivo ajudar na redução do consumo de energia elétrica em meio à crise hídrica que afeta os reservatórios das usinas hidrelétricas. 

A portaria publicada estabelece diretrizes para que o setor industrial apresente ofertas de Redução Voluntária da Demanda de Energia (RVD), com o objetivo de atender ao Sistema Interligado Nacional (SIN). 

Ele prevê o pagamento de compensação financeira às empresas que se disponham a reduzir o consumo por períodos. 

Como funciona o RVD?

A empresa deve inicialmente se habilitar junto ao Operador Nacional do Sistema (ONS) e ofertar uma redução de consumo de no mínimo de 5 MW (megawatt) por um período de 4 ou 7 horas consecutivas dentro da grade horária definida pelo ONS.

Importante lembrar que 5 megawatts (MW) é a oferta mínima para cada hora de duração da oferta, com preço estabelecido em R$/MWh, dia da semana e identificação do submercado.

Quem pode participar do RVD?

O Programa de Redução Voluntária da Demanda é voltado apenas a grandes consumidores que façam parte do Mercado Livre de Energia, que devem estar adimplentes com as obrigações junto à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Qual a vantagem de aderir ao RVD?

A principal vantagem para os consumidores que têm condições de atender o volume mínimo de redução de consumo é a possibilidade de geração de receita adicional, além da economia na conta de energia decorrente da redução de consumo.

Embora o RVD traga a possibilidade de ganhos adicionais, há uma barreira de entrada para aqueles consumidores que não conseguem atingir o limite mínimo de redução de 5 MW por hora.

É possível participar do RVD sem ter o mínimo de redução?

Com o objetivo de viabilizar a participação desses consumidores, a Esfera lançou o Esfera Energy Back.

Com a habilitação junto ao ONS para atuar como um agregador de cargas, a Esfera poderá representar todos os consumidores que tenham interesse em participar do RVD independente do volume de redução ofertado. 

Com o Esfera Energy Back, a Esfera ficará responsável por todo o processo de habilitação junto ao ONS e a CCEE e também pelo contato  junto às distribuidoras de energia.

Qual o benefício de participar do Programa RVD com o Esfera Energy Back?

Ao aderir ao programa de RVD  através do Esfera Energy Back, além da geração de receita adicional, a sua redução pode valer até 5x mais. Ainda há a possibilidade de otimizar o fluxo  de caixa através da antecipação do pagamento do seu cashback, sem a necessidade de aguardar a liberação dos recursos através da CCEE.

Confira outros benefícios ao aderir ao Esfera Energy Back:

  • Até 5x a mais de cashback com a sua redução de energia.
  • Possibilitamos a soma de demandas necessárias para participar.
  • Sem burocracias! Nós cuidamos de tudo pra você.
  • Representamos os seus interesses junto aos órgãos reguladores.
  • Possibilidade de antecipação do pagamento do seu cashback.

Atualmente o RVD é a principal medida adotada pelo governo para estimular a redução de consumo das empresas e reduzir a pressão nos reservatórios das usinas hidrelétricas. Mas é também uma ótima oportunidade de redução de custos para os consumidores do Mercado Livre de Energia, neste momento em que vivemos  uma elevação nos preços da energia elétrica.

Quer saber mais sobre o Esfera Energy Back?

Convidamos Raphael Santana, Diretor de Gestão de Energia, para explicar tudo sobre a Redução Voluntária de Demanda de Energia Elétrica (RVD) e o Esfera Energy Back em um webinário exclusivo.

Será no dia 05/10, às 10h.

Inscreva-se aqui para participar.

Aconteceu em Agosto: Bandeira Tarifária “Escassez Hídrica” e as ações adotadas pelo governo

No mês de agosto, reacenderam as discussões sobre a possibilidade de um programa de racionamento de energia devido à sinalização de piora da crise hidro energética que atinge o Brasil e que, em decorrência da sinalização do Operador Nacional do Sistema (ONS) sobre a necessidade de uma oferta de geração adicional de cerca de 5,5 GWm para que não ocorram cortes de carga no SIN, resultou em diversos programas governamentais que buscam reduzir o risco de corte de carga e de um eventual racionamento. 

Confira abaixo as principais ações adotadas pelo governo. 

A primeira medida, apresentada ainda em julho e com início em agosto, trata da possibilidade de declaração de oferta adicional de geração excedente de usinas térmicas sem custo variável unitário, ou seja, usinas de energia a biomassa (fortemente presentes no setor sucroenergético). 

Nos procedimentos descritos pela Portaria Normativa nº17/GM/MME, que trata os detalhes da medida, as ofertas direcionadas ao ONS e sujeitas a aprovação do CMSE, são enviadas pelos próprios agentes declarando os montantes de geração adicional com duração de um a seis meses, indicando também o preço em R$/MWh da energia e o subsistema de entrega.

Ao final de agosto também foi publicada a Portaria Normativa nº22/GM/MME referente à Redução Voluntária de Demanda (RVD). Nela, é descrito que os consumidores livres ou seus agentes agregadores interessados em participar do programa deverão encaminhar suas ofertas de redução em múltiplos produtos com duração horária de quatro e sete horas, em lotes com volume mínimo de 5 MW, discretizados de 1 em 1 MW, para cada hora de duração da oferta. 

Além disso, as ofertas devem respeitar a grade horária publicada pelo ONS, que dispõe sobre os horários permitidos para a redução e compensação de redução da demanda, e as regras a respeito do consumo de referência denominado de linha base e sua margem superior, ambas publicadas no caderno de Regras Provisórias da RVD da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Fonte: ONS

Outro fato relevante foi o anúncio do Ministério de Minas e Energia (MME) em coletiva de imprensa sobre outras duas medidas visando uma maior garantia de segurança no suprimento de energia do Sistema Interligado Nacional (SIN).

A primeira foi a adoção de um novo patamar excepcional de bandeira tarifária deliberada pela Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética (CREG). A nova bandeira denominada “Escassez Hídrica” tem vigência de setembro até abril de 2022, e representa um valor de R$14,20 a cada 100 kWh consumidos. 

A outra foi o plano de RVD para o mercado cativo, (consumidores do grupo A e B). Neste plano, reduções de pelo menos 10% (limitado a até 20%) do consumo referente ao mesmo mês de 2020, serão premiados em R$0,50/kWh durante os meses de setembro a dezembro de 2021. O operador salienta que a medida tem um foco em atingir os consumidores residenciais e pressupõe que essa iniciativa pode resultar em uma redução de cerca de 1,41% da carga do SIN (cerca de 914 MWm) para o período.

Acompanhamento do PLD

No mês de agosto o PLD se manteve no teto regulatório de R$ 583,88/MWh para todos os submercados, assim como no mês anterior.

No entanto, destacamos a elevação da geração renovável, principalmente a eólica, no submercado Nordeste dado o início da safra dos ventos.

Com isso, em momentos de maior geração eólica e menor consumo no submercado, o PLD horário do NE apresentou um descolamento em relação aos demais submercados, chegando até mesmo a apresentar PLD piso (R$ 49,77/MWh) por uma hora nos dias 01/08 e 29/08.

Acompanhamento da Carga

O consumo no mês de agosto apresentou acentuada elevação nas duas últimas semanas do mês devido ao aumento da temperatura no Sudeste e Sul do país.

Apesar da expectativa de elevação da carga pelo ONS, agosto fechou com cerca de 800 MWm abaixo do projetado. 

Para as próximas semanas seguimos com a expectativa de elevação do consumo em comparação com as semanas anteriores, em decorrência do aumento de temperatura esperado para o período.

Acompanhamento dos reservatórios

O reservatório equivalente do submercado Sudeste/Centro-Oeste fechou o mês em 21,3% da sua capacidade máxima, resultando no pior nível observado nos últimos anos, ficando cerca de 33 p.p. abaixo da média do mês de Agosto.

Estamos passando pelo pior cenário de chuvas desde 1931, com uma expectativa de manutenção da redução dos níveis dos reservatórios, pelo menos até o final de novembro.

Dessa forma, caso o cenário de chuvas dos próximos meses não desempenhe pelo menos na média histórica a ponto de restabelecer um nível razoável para os reservatórios, não teremos como evitar um cenário  de racionamento para 2022, implicando na redução compulsória do consumo e/ou possíveis cortes de carga em determinadas horas do dia.

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Esfera adquire Norten Energia com objetivo de expandir em Geração Distribuída

A Esfera Energia anuncia a aquisição da Norten Energia, empresa mineira que desde 2015 apoia investidores e usinas na estruturação de operações em geração distribuída.

Juntas, as empresas pretendem lançar ao mercado, ainda este ano, um projeto de Geração Distribuída para que o consumidor tenha liberdade para escolher a sua energia elétrica, bem como propor condições mais atrativas e transparentes do que as atualmente existentes no mercado para os agentes de geração, que exercem papel central na Geração Distribuída.

A Esfera propõe um modelo sustentável e equilibrado entre os agentes envolvidos, visando o crescimento do mercado de GD.

Entenda mais sobre sobre Geração Distribuída (GD) 

A redução no custo de energia é de até 16%, sem que seja necessário nenhum tipo de fidelidade ou investimento.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) regulamentou em 2012 uma resolução em que o brasileiro pode gerar sua própria energia elétrica.

“Com isso, o crescimento da potência instalada e do número de conexões residenciais, bem como as instaladas em comércios e indústrias tem sido cada vez maior. O nosso projeto em parceria com a Norten visa dar autonomia para que as pessoas possam escolher o tipo de energia, é um projeto de inovação aliada a economia financeira, consciência socioambiental e sustentabilidade”, afirma Braz Justi, CEO da Esfera. 

Entenda como funciona

Os geradores distribuirão sua energia na plataforma da Esfera, que será responsável por conectá-los com consumidores finais.

A proposta é que investidores de pequenas e micro usinas descentralizadas sejam remunerados por megawatt injetado na plataforma, via compensação de crédito. Além de investir R$ 25 milhões até a metade de 2022 em projetos de geração solar próprios.

Os principais diferenciais da geração distribuída de energia são suas fontes, que devem ser renováveis, e a aproximação dos geradores com o consumidor.

“Esses fatores são importantes para reduzir os custos de transmissão e os impactos ambientais inerentes à geração centralizada. A GD incentiva o uso de fontes limpas e alternativas, tornando a geração mais ambientalmente correta”, explica Braz.

A modalidade faz parte, assim como o Mercado Livre de Energia, de um conjunto de modernizações promovidas nos últimos anos no setor energético brasileiro para flexibilizar as formas de gerar e consumir energia.

“O projeto terá início ainda este ano, mas com lançamento oficial em 2022, e, em apenas 3 anos, temos a expectativa de atingir mais de 200 mil unidades consumidoras”, ressalta Márcio Nogueira, CEO da Norten.

“Queremos criar soluções inovadoras para os consumidores, a nossa maior preocupação é a jornada e experiência desses clientes dentro da GD, mas também queremos  garantir benefícios na jornada do gerador, proporcionando assim uma modelagem sustentável e crescente”, finaliza.

Com o crescimento de fontes alternativas para produção de energia, a Esfera investe em geração distribuída com foco em empoderar o consumidor para ter a melhor experiência em gestão de sua própria energia.

Conte com a Esfera para simplificar o setor elétrico. Fale com um especialista. 

Minas Gerais altera regulação do Mercado Livre de Gás

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômica de Minas Gerais (SEDE) publicou a Resolução 32 que atualiza alguns parâmetros do Mercado Livre de Gás no estado.

Dentre as mudanças, a principal é a que reduz o volume mínimo contratado de 10.000 m3/dia para 5.000 m3/dia.

Esta alteração permite que 76% do volume de gás comercializado no estado esteja apto a aderir ao Mercado Livre.

Confira outros pontos importantes da resolução

Aviso prévio de 4 meses para alteração de fornecimento, do qual a concessionária, a seu critério, pode liberar o usuário de cumprir o contrato vigente;

– Retorno ao Mercado Livre condicionado à capacidade de fornecimento da distribuidora;

– Permissão do usuário parcialmente livre;

– Tarifa de distribuição de gás no Mercado Livre deve ser análoga ao Mercado Cativo, considerando o mesmo segmento e mesmo nível de consumo.

A Companhia de Gás de Minas Gerais (GASMIG), distribuidora de gás em Minas Gerais, deve propor à SEDE um modelo padrão de contrato de uso do sistema e distribuição (CUSD) até final de agosto, que será avaliado pela agência reguladora.

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