SIN bate recorde de carga e o Brasil atinge a marca de 10 GW de micro e mini geração distribuída.

Com um número cada vez maior de consumidores preocupados com suas contas de luz, muitos optam pela instalação de meios próprios para gerar energia em casa. 

Assim, a Micro e Mini Geração Distribuída (MMGD) vem crescendo cada vez mais no Brasil, ao ponto que no mês de março o Sistema Interligado Nacional (SIN) atingiu a marca de 10 GW instalados de MMGD. Feito que demonstra o rápido crescimento da modalidade de geração quando lembramos que a pouco tempo, em junho de 2019, comemoramos a instalação de 1 GW de MMGD no país.

No Brasil, a fonte mais utilizada para a MMGD é a solar fotovoltaica, responsável por 99% da capacidade de geração das micro e mini usinas. Montante superior até mesmo aos 4,9 GW de capacidade instalada de usinas maiores.

Acompanhamento da Carga

Além disso, impulsionado pelas altas temperaturas do Sudeste e Sul, a carga diária registrada no dia 10 de março bateu mais um recorde no ano de 2022 ao atingir o patamar médio de 80.454 MWm. Pouco superior ao recorde anterior do dia 25 de janeiro, com 80.439 MWm.

Assim, a carga média semanal entre os dias 05 e 11 de março fechou 76.798 MWm, maior valor semanal em 2022 até então.

Acompanhamento Semanal PLD Março

No total, o mês de março fecha com um consumo de energia médio em torno de 74,3 GWm, sendo cerca de 1,2 GWm projetado pelo Operador Nacional do Sistema para o mês.

Ainda assim, para o mês de abril o valor projetado mensal é de 71,4 GWm, valor mais baixo e justificado pela expectativa de início de redução da temperatura no país até o inverno.

Acompanhamento do PLD

Em março, o PLD fechou pelo segundo mês consecutivo no piso regulatório de R$55,70/MWh. Fator que é resultado de um início de ano muito bom das chuvas no sudeste.

E com o patamar baixo de preços, observamos uma redução da liquidez no mercado de energia para produtos até o mês de junho.

Acompanhamento dos Reservatórios

No mês de março, os reservatórios da região Sudeste/Centro-Oeste deram continuidade ao movimento de recuperação acentuada observado nos meses de janeiro e fevereiro. Fechando em quase 64% da capacidade máxima. Apresentando assim uma recuperação de 6% dentro do mês.

Apesar do bom desempenho, destacamos que as projeções dos próximos meses apontam para uma inversão da tendência de reservatórios, que devem voltar a cair já no mês de abril.

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Esse texto foi produzido por Leonardo Nogueira.

Formando em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de São Carlos, Leonardo ingressou no nosso time em 2020 e hoje atua como analista de mercado na equipe de Monitoramento Estratégico.

Qual a diferença entre matriz energética e matriz elétrica?

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A diferença entre matriz energética e matriz elétrica é que a primeira compreende o grupo de fontes de energia usadas para diferentes propósitos; já a segunda é o conjunto de fontes usadas especificamente para gerar energia elétrica.

Os combustíveis, o gás do fogão, a eletricidade que liga os eletrodomésticos são fontes de energia usadas amplamente no mundo e cada uma vem de um recurso diferente.

Então apesar do nome parecido, as duas matrizes estão relacionadas a diferentes fontes que incluem as renováveis e não renováveis.

Neste artigo, além de explicarmos a diferença entre matriz energética e matriz elétrica, vamos mostrar como são as matrizes brasileiras para cada categoria e compará-las com o cenário mundial.

Continue a leitura e entenda tudo sobre esse tema.

O que é matriz energética?

Antes de fazermos um comparativo da diferença entre matriz energética e matriz elétrica, vamos falar de cada conceito separado.

A matriz energética é o conjunto de fontes que produzem diferentes formas de energia. Cada país ou região de um país pode ter uma ou várias fontes disponíveis para suprir a demanda de energia do local.

O carvão mineral, o petróleo, a energia nuclear e o gás natural compõem 86,2% da matriz energética mundial.

Essas fontes de energia são todas não renováveis e as responsáveis pelas maiores emissões de gases estufa na atmosfera, quando são utilizadas.

No Brasil, a matriz energética é muito mais diversificada, ou seja, utilizamos diversas fontes de energia para suprir as necessidades energéticas do país.

O Balanço Energético Nacional Interativo (BEN) 2021 mostra que 48,3% da matriz energética brasileira é composta de fontes não renováveis — derivados da cana, energia hidráulica, lenha e carvão vegetal e outras opções renováveis.

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Matriz energética do Brasil.

Comparando a matriz nacional com a mundial, o consumo de energia gerado por fontes renováveis e não renováveis no Brasil é mais equilibrado.

  • Brasil: 37,4% fontes renováveis | 62,6% fontes não renováveis;
  • Mundo: 13,8% fontes renováveis | 86,2% fontes não renováveis.

O que é matriz elétrica?

A matriz elétrica compreende as fontes de energia que são utilizadas para gerar apenas energia elétrica.

É esse tipo de energia que carrega o celular, liga o computador, faz o chuveiro funcionar, mantém o modem da internet ligado, entre outros usos.

No mundo, as termelétricas são a fonte dominante para gerar energia. As usinas funcionam a base de combustíveis fósseis como carvão, óleo e gás natural.

Já no Brasil, nossa principal fonte para gerar energia elétrica é a hidráulica, que é responsável por 65,2% da produção de nossa matriz elétrica.

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Matriz elétrica brasileira.

Novamente, as energias renováveis têm uma participação significativa na matriz elétrica também. Ao todo, são utilizados 83% de fontes renováveis para gerar energia elétrica no Brasil, comparado a 25% de utilização no mundo.

A vantagem é gerar menos impacto para assegurar a demanda de energia necessária, já que as usinas de fontes renováveis não emitem gases poluentes.

Porém, as variações do clima causadas pelas mudanças climáticas já começam a afetar a disponibilidade de recursos com a água que sustenta nossa matriz.

Leia mais sobre esse cenário os artigos:

Importância dos recursos renováveis

A preocupação com o meio ambiente por causa dos resíduos gerados pelas fontes de energia não renováveis tem sido bastante discutidas nos últimos anos.

Acordos entre os países com o objetivo de diminuir a emissão de gases poluentes e permitir uma geração e consumo mais limpo, são as principais prioridades.

Por isso, o investimento nos recursos renováveis ganha mais relevância, principalmente no Brasil que se beneficia pelo tamanho e diversidade do nosso território.

Além das grandes usinas hidrelétricas, as estações de energia eólica, os painéis de energia solar e as fontes de biomassa contribuem expressivamente para a diversificação do consumo.

Além de conseguir preservar o meio ambiente, essas fontes ajudam a equilibrar a geração de energia, especialmente nos períodos de estiagem, mesmo que não ainda não cubram totalmente a demanda.

Valorizar esses recursos é o primeiro passo para ampliar os investimentos em cada um deles.

Diferença entre matriz energética e matriz elétrica

Resumindo, a diferença entre matriz energética e matriz elétrica é que a matriz energética engloba todas as fontes (renováveis e não renováveis) para gerar energia que supre as necessidades residenciais, de transporte, comerciais, entre outras.

Já a matriz elétrica faz parte da matriz energética, pois inclui apenas as fontes de energia capazes de gerar energia elétrica como a energia hidráulica, eólica, biomassa e solar.

Use novas fontes de energia no seu negócio

Em 2019, o Brasil fechou o ano com uma potência de produção de 170.071 megawatts (MW), com 75% vindo de fontes renováveis.

O fortalecimento da matriz elétrica permite a contratação de outras fontes para abastecer as empresas, que precisam manter sua capacidade de produção.

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