MMGD: o que é micro e minigeração distribuída?

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No Brasil, a micro e a minigeração distribuída (MMGD) foi regulamentada pela Resolução da ANEEL nº 482 de 2012, que criou o sistema de compensação de energia elétrica, autorizando os consumidores a produzirem energia para consumo próprio em suas unidades.

Em janeiro de 2022 foi sancionada a Lei 14.300, chamada de marco legal da microgeração e minigeração distribuída (MMGD), que fez atualizações nas modalidades, deixando o processo ainda mais claro e organizado.

O objetivo da ANEEL é incentivar e viabilizar a implementação de tipos de geração de energia limpa e renovável pelos consumidores. O mais utilizado, apesar de ainda não ter um custo acessível para todos, é a instalação de painéis de energia solar.

A MMGD faz parte do conceito de geração distribuída que é o nome dado a energia produzida na unidade consumidora ou próximo a ela dentro de uma rede de distribuição local.

A condição nesse modelo é que seja sempre uma fonte de energia renovável, o que gera inúmeros benefícios para quem investe nessa alternativa, seja uma residência, empresa, condomínio, comércios ou uma grande indústria.

Se interessou e quer saber mais sobre os processos de MMGD? Continue a leitura e entenda as diferenças entre micro e minigeração distribuída, como utilizá-las e principais normas.

Boa leitura!

O que significa MMGD?

MMGD é a sigla para micro e minigeração distribuída que são pequenas centrais de geração de energia elétrica locais por meio de fontes renováveis ou cogeração qualificada.

A finalidade da MMGD é que os consumidores possam produzir sua própria eletricidade e, com isso, economizar no valor das suas contas de luz.

É importante destacar que mesmo gerando sua energia na unidade consumidora, o imóvel não é desconectado da rede de distribuição local. Pelo contrário, ao decidir se tornar uma MMGD, é preciso fazer uma atualização na distribuidora local para acertar detalhes técnicos (vistoria e substituição do medidor).

Isso porque o excedente de energia produzida é enviado para a rede de distribuição e o imóvel gerador recebe os créditos que serão utilizados para compensação em sua conta de luz todo mês.

Se a quantidade de energia gerada cobrir a quantidade consumida no imóvel, as únicas despesas mensais serão a taxa de manutenção padrão mínima cobrada pela distribuidora (taxa de disponibilidade) e a contribuição de iluminação pública (taxa municipal obrigatória).

Qual a diferença entre micro e minigeração distribuída?

A diferença entre micro e minigeração distribuída está na potência que cada sistema é capaz de gerar.

– Na microgeração distribuída, a potência de geração instalada é de até 75 kW e a responsável pelos custos de atualização dos equipamentos de medição é a distribuidora local.

– Na minigeração distribuída, a potência de geração instalada é superior a 75 kW, menor ou igual a 3 MW para fontes não despacháveis e menor ou igual 5 MW para fontes despacháveis.

Nesse caso, é o próprio consumidor que arca com a atualização do sistema de medição bem como, em alguns casos, com eventuais custos relacionados à sua conexão com a rede da distribuidora local.

Para aderir a MMGD, é preciso ser um consumidor cativo, ou seja, aquele que faz parte do mercado de contratação de energia elétrica tradicional, também chamado de Ambiente de Contratação Regulada (ACR).

Assista ao vídeo abaixo e conheça os ambientes do mercado de energia elétrica brasileiro:

Quais são as modalidades da ANEEL para micro e minigeração distribuída?

Segundo a resolução da ANEEL nº 482, a micro e minigeração distribuída pode ser registrada em quatro modelos de compensação:

1. Geração no local de consumo

No modelo de geração no local de consumo, o sistema gerador (painéis, bateria, cabos, controlador de carga, etc.) está instalado na unidade consumidora que, por sua vez, faz a utilização da eletricidade no imóvel. Nesse caso, não existe nenhum compartilhamento.

2. Autoconsumo remoto

No autoconsumo remoto, duas ou mais unidades pertencentes ao mesmo titular (pessoa física ou jurídica) são abastecidas pela mesma unidade de micro ou minigeração distribuída.

Por exemplo, o dono de uma empresa que possui uma matriz e uma filial pode optar por esse modelo. O mesmo vale para o proprietário de um imóvel residencial que possui casas em locais diferentes ou em área rural.

Os créditos de energia excedentes são usados para compensar o consumo na unidade remota.

3. Múltiplas unidades consumidoras

Os condomínios se encaixam no modelo de múltiplas unidades consumidoras. Nesse caso, a micro ou minigeração distribuída vai atender duas ou mais unidades consumidoras consideradas distintas, mas dentro da mesma propriedade: os apartamentos e as áreas de uso comum.

Os apartamentos sob responsabilidade dos moradores e as áreas comuns sob gerenciamento do síndico ou administradora.

4. Geração compartilhada, reunidas em consórcio ou cooperativa

Por fim, a geração compartilhada é um modelo constituído pela união de consumidores (pessoas físicas ou jurídicas) principalmente por meio de consórcio, cooperativa e associação civil.

O sistema de micro ou minigeração distribuída fica em local diferente das unidades consumidoras e a energia excedente pode ser compensada para todos. Nesse caso, as unidades são de titularidades diferentes.

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Como os produtores estão na mesma região dos clientes, o custo da energia é menor que o das fontes tradicionais, chegando a 16% de economia.

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Qual o poder de barganha dos fornecedores e como lidar com ele?

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Já ouviu falar na terceira força de Porter que é o poder de barganha dos fornecedores? Neste artigo, vamos explicar a influência que esse fator tem nas relações de compra e venda entre empresas e como reduzir seu impacto e ganhar flexibilidade para negociar.

Em 1979, Michael Porter, então professor adjunto da Harvard Business School e especialista em Administração e Economia, publicou seu primeiro artigo na Harvard Business Review (a revista da instituição) intitulado “As cinco forças competitivas que moldam a estratégia“.

O artigo foi o pontapé para uma revolução nos estudos sobre estratégia competitiva para empresas. Até hoje, o texto é muito relevante e usado pelos gestores como base para as tomadas de decisão, colocando em prática as “5 forças de Porter” que são:

  1. Ameaça de novos participantes
  2. Rivalidade entre os concorrentes existentes
  3. Poder de barganha dos fornecedores
  4. Poder de barganha dos clientes
  5. Ameaça de produtos ou serviços substitutos

Nosso foco será primeiro no poder de barganha dos fornecedores e depois também abordaremos como o cliente pode usar sua capacidade de barganha para equilibrar as negociações. Boa leitura!

O que é poder de barganha dos fornecedores?

O poder de barganha dos fornecedores é a capacidade que eles possuem, diante dos clientes, de discutir suas propostas de preço, fazendo exigências e até pressão para alcançar seu objetivo com a venda.

Analisar a influência dessa força nas relações comerciais é importante porque o cliente que tem apenas um fornecedor com quem negociar, por exemplo, fica totalmente vulnerável aos termos que ele propõe para a compra.

Então, é necessário pensar na relação fornecedor-cliente como uma interação de interesse mútuo, ou seja, ambos querem o melhor negócio. Para isso, sair da sombra da dependência do fornecedor é essencial.

Como lidar com o poder de barganha dos fornecedores?

Agora que você entendeu o que é o poder de barganha dos fornecedores, vamos falar de como lidar com esse “trunfo” e não se tornar dependente dele.

Como um potencial cliente para outras empresas, a melhor forma para não se colocar em uma posição desprivilegiada nas negociações é tendo mais de uma opção de fornecedor para negociar.

Excluir totalmente o poder de barganha dos fornecedores da equação não é possível. Porém, a partir do momento que você tem mais de uma oferta, conhece os termos de cada uma e resolve negociar com o fornecedor X porque o considera melhor, você ganha tanto poder e argumentos quanto ele, para renegociar o valor ou outro aspecto da proposta.

Os tomadores de decisão das empresas precisam estar atentos também ao comportamento do fornecedor no momento da venda.

Dá para barganhar demonstrando interesse moderadamente, mesmo sendo a melhor opção, e usar as propostas dos outros fornecedores para conseguir um bom acordo pelo produto ou serviço.

Aprenda mais estratégias que vão aumentar o saving em compras e ajudar a lidar com o poder de barganha dos fornecedores, obtendo propostas vantajosas financeiramente. Faça o download gratuito do ebook e confira todas as dicas.

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Como reduzir o poder de barganha dos fornecedores?

Além de ter mais de um fornecedor para os serviços que sua empresa precisa, separamos mais dicas para reduzir o poder de barganha dos fornecedores.

1. Conheça o produto ou serviço que você deseja comprar

Antes de entrar em contato direto com um fornecedor, faça uma pesquisa sobre o produto ou serviço para saber:

  • média de valor cobrado;
  • se existe quantidade mínima (no caso de produtos);
  • quais recursos são oferecidos;
  • o que é padrão nas ofertas, etc.

Um cliente bem informado vale por dois e isso ajuda a reduzir o poder de barganha dos fornecedores, pois você tem informações para analisar se está recebendo uma oferta justa ou se ela está muito além do que é praticado no mercado.

2. Seja cuidadoso ao fazer uma contraproposta

A competitividade e a concorrência estão mais em alta do que nunca no mercado, mas isso não significa esquecer as regras para uma boa negociação.

Então, tenha cuidado ao fazer uma contraproposta para oferecer acordos justos que você também aceitaria se recebesse. Seja transparente sobre as suas necessidades e mostre seus argumentos para aumentar a chance de fechar negócio.

Assim, sua empresa consegue manter uma lista de fornecedores confiáveis e que terão interesse em atendê-lo sempre que sua empresa precisar.

3. Não tome decisões apressadas

Quando você não tem tempo para analisar uma proposta, o poder de barganha dos fornecedores é gigante, pois ele percebe sua urgência de fechar a proposta.

Então, o melhor é planejar com antecedência as demandas de contratação para encontrar mais opções de fornecedores e ter condições de analisar prós e contras de cada oferta recebida.

Qual é o poder de barganha dos clientes?

O poder de barganha dos clientes também faz parte das 5 Forças de Porter, afinal, quem compra tem um grande valor para os fornecedores, já que contribuem com pedidos constantes.

Aliás, as compras frequentes são um poder que os clientes podem usar para barganhar, assim como o volume dos pedidos.

Saiba quais são as características do seu negócio que são valorizadas no mercado e use a seu favor para negociar com os melhores fornecedores.

Isso é importante para conseguir boas propostas e comparar os valores e a forma de prestação de serviço e condições de cada fornecedor.

Outro ponto importante é que quanto mais empresas fornecedoras de um determinado item você conhecer, menos risco corre de ficar dependente de um fornecedor só. Dessa forma, é possível criar uma lista de fornecedores qualificados e contratá-los com segurança.

Aprenda a negociar compra de energia na sua empresa

Entender o poder de barganha dos fornecedores é importante para entrar preparado em negociações de qualquer mercado.

No setor elétrico, esse conhecimento é valioso, especialmente, se você decidiu migrar para o Mercado Livre de Energia.

No Ambiente de Contratação Livre (ACL), as empresas podem negociar com diferentes fornecedores de energia, seguindo as regras existentes, para obter o melhor valor de compra para sua energia.

Baixe gratuitamente o e-book ‘Passo a passo dos processos de migração para o Mercado Livre de Energia’ e saiba os benefícios dessa mudança, como otimizar resultados e economizar.

A Esfera Energia faz a consultoria completa para ajudar empresas a migrarem para o Mercado Livre de Energia. 

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O que são custos de manutenção e como diminuí-los na minha empresa?

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Se na sua empresa os custos de manutenção são vistos como algo não essencial para os negócios, é hora de repensar essa ideia, pois investir para manter é muito melhor do que gastar para consertar.

A ideia pode ser aplicada desde a gestão de maquinário até os serviços essenciais como energia, água, limpeza, etc. que auxiliam no processo de produção e no funcionamento geral do ambiente de trabalho.

Por isso, criar uma cultura organizacional que valorize a gestão de custos de manutenção é o primeiro passo para que essas atividades sejam mantidas e executadas nos prazos corretos.

Quer aprender como analisar, planejar e reduzir os custos de manutenção? Continue a leitura e confira as principais dicas para fazer um bom planejamento na sua empresa.

O que são custos de manutenção?

Os custos de manutenção são todas as despesas relacionadas a serviços que mantém a organização e o andamento das atividades operacionais de uma empresa como limpeza, compra de ferramentas de conserto, peças de reposição, segurança, reparo de máquinas, mão de obra, etc.

No dia a dia de uma fábrica, por exemplo, podem acontecer várias ocorrências inesperadas, o que é algo normal, porém é importante conhecer as operações para identificar pontos de vulnerabilidade e agir sobre eles com antecedência.

Dessa forma, os gestores de cada setor conseguem saber quais são suas necessidades de manutenção para evitar falhas mais graves que podem prejudicar os resultados.

A vantagem de fazer esse controle é conseguir reduzir os custos de manutenção não só se antecipando a eles, mas também tendo a oportunidade de encontrar soluções com melhor custo-benefício.

Se uma empresa gasta muita energia elétrica devido a utilização de máquinas, ela pode estudar formas de baratear o consumo negociando sua energia no Ambiente de Contratação Livre (ACL).

Por isso, entender os custos de manutenção como uma forma de prevenir problemas maiores e mais onerosos, é muito importante para ter saúde financeira nos negócios.

Quais são os custos de manutenção?

Como destacamos acima, os custos de manutenção envolvem atividades de reparo e conservação relacionadas a diversos setores da empresa como gestão de pessoas, produção, administração, serviços gerais, entre outros.

Alguns exemplos de custos de manutenção são:

  • mão de obra fixa e terceirizada;
    compra de ferramentas;
    estoque de peças de reposição;
  • materiais de manutenção (graxa, lubrificantes, etc.);
  • compra de produtos de limpeza;
  • equipamentos de proteção individual, entre outros.

Ou seja, são investimentos que mantêm as atividades em condições de serem realizadas, sem prejudicar o trabalho da equipe.

Categorias de custos

É importante entender também como os custos de manutenção são categorizados para fazer uma boa análise e planejamento dessas despesas. São elas:

Custos diretos: incluem mão de obra, peças, ferramentas, contratação de serviços, etc.

Custos indiretos: vêm da depreciação dos equipamentos (perda de valor pelo tempo de uso) e de gastos com a reparação de falhas.

Custos induzidos: estão relacionados às interferências que as falhas causam no andamento do trabalho de produção, como despesa com hora extra para compensar o conserto de uma máquina.

Como controlar o custo de manutenção?

Com uma boa gestão de custos de manutenção, é possível controlar o valor dos investimentos e manter a eficiência de cada setor do negócio. Aprenda como alcançar esse resultado com as dicas a seguir:

Planeje-se

Sem um planejamento forte e bem feito, a sua empresa não terá um controle eficiente sobre onde e porque o dinheiro é investido.

Como todos os setores exigem manutenções de formas e em frequências diferentes, pode ser feito um levantamento para registrar quais são os custos de cada um. Dessa forma, é possível identificar onde as demandas são maiores, programar sua execução e acompanhar os resultados.


Tenha um cronograma de manutenção preventiva

Os equipamentos são ativos essenciais e que devem funcionar sem erros, defeitos ou falhas por um longo período. Mas para usufruir de toda a vida útil das máquinas, é necessário que as manutenções preventivas estejam em dia.

Criando um cronograma, fica mais fácil planejar as pausas para momentos mais adequados e que não vão interferir na produção. Além disso, a equipe também pode se preparar e organizar a rotina de trabalho para manter a produtividade.

Crie um esquema para lidar com falhas

Mesmo que o objetivo seja evitar falhas e defeitos, eles podem acontecer em um algum momento. Por isso, é importante ter um esquema definido para saber como agir.

Se uma máquina para ou um grupo de funcionários ficou doente, defina quais serão as medidas tomadas para contornar a situação. Por exemplo: quem deve ser avisado e como a equipe será redistribuída até a volta de todos.

Isso evita o aumento de custos induzidos que podem onerar ainda mais o caixa da empresa.

Tenha bons fornecedores

Outras formas de controlar os custos de manutenção é criar uma rede de bons fornecedores.

Sua empresa terceiriza mão de obra de manutenção? Ter uma empresa parceira que cobre um preço vantajoso para estar sempre à disposição é uma estratégia válida.

Outra área em que é possível economizar, é nos gastos de energia. Com o preço atual em constante alta, encontrar novas possibilidades de compra ajuda na gestão de custos.

No Brasil, existe o Mercado Livre de Energia, um ambiente de contratação exclusivo para empresas negociarem a compra e venda com diversas vantagens. Uma delas é pagar mais barato para atender a demanda de energia necessária.

Dê o play no vídeo abaixo para entender como funciona esse mercado e o processo de migração:

Conheça novas possibilidades de compra de energia

Seguindo as dicas acima, você consegue melhorar a gestão de custos de manutenção de todos os setores da sua empresa, conhecendo melhor o que cada área precisa.

Com essa organização, você também pode investir tempo para conhecer novas possibilidades de investimentos que vão ajudar a modernizar o seu negócio.

A compra de energia é um dos custos que podem ser otimizados, fazendo a migração para Mercado Livre de Energia. Para saber mais sobre esse assunto, recomendamos o download gratuito do e-book:

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