Perdas energéticas: como evitar esse problema nas suas instalações

Entenda o que são perdas energéticas e como evitá-las

Entender o que são perdas energéticas, como elas acontecem e o que fazer para evitá-las é fundamental para que você não gaste esse recurso e acabe pagando mais do que deveria por ele. 

Os causadores desse problema muitas vezes são invisíveis, por isso é importante saber como proceder para identificar como a energia está sendo perdida e atuar com rapidez para diminuir ou até mesmo eliminar as fontes desse gasto desnecessário. 

Vamos explicar todas as informações a respeito do assunto neste artigo, continue lendo.

O que são perdas energéticas?

Perda energética é o termo usado para definir quando a energia elétrica não é 100% aproveitada durante o consumo, o que pode ser ocasionado pela manutenção inadequada de equipamentos, por exemplo. 

Além disso, pode acontecer perda de energia ao longo de todo o sistema elétrico, do relógio à iluminação, por isso é importante garantir que revisões periódicas aconteçam para evitar que o problema se agrave. 

Vale mencionar que a perda de energia está diretamente relacionada à eficiência energética, já que por meio dela é possível otimizar o consumo e garantir que o recurso seja devidamente aproveitado.

Como as perdas energéticas aumentam seus gastos?

As perdas energéticas aumentam os gastos de uma empresa ou indústria, pois você está pagando por algo que não está sendo usado da maneira adequada: a energia chega ao seu sistema, porém é perdida no processo. 

Os principais “vilões” são equipamentos com manutenção atrasada, máquinas em funcionamento sem que haja uma real necessidade para elas, assim como sistemas subdimensionados ou superdimensionados (por exemplo, o uso de ar-condicionado com BTUs acima ou abaixo da quantidade que o ambiente realmente precisa). 

Por isso, ter atenção a esse assunto é fundamental para garantir que você não gaste mais do que o necessário com a sua conta de energia elétrica. 

Veja aqui 7 ideias de redução de custos na indústria.

O que fazer para evitar a perda de energia?

Realizando alguns procedimentos básicos é possível reduzir as perdas energéticas na sua empresa, tais como:

  • Realizar revisões preventivas em todo o sistema
  • Fazer um diagnóstico energético
  • Manter a manutenção de equipamentos em dia

Explicaremos os detalhes de cada um deles a seguir.

Realizar revisões preventivas em todo o sistema

A principal alternativa para evitar perdas energéticas é fazer revisões preventivas sazonalmente, pois isso possibilitará que possíveis problemas sejam identificados com antecedência e corrigidos em tempo hábil. 

Por isso, não negligencie esse processo, já que por meio dele será possível entender com mais facilidade o que está causando a perda de energia nas suas instalações.

Lembre-se que investir nesse check-up agora garantirá a redução de gastos no futuro.

Fazer um diagnóstico energético

Também é válido fazer um diagnóstico energético para ter mais clareza sobre como alcançar uma maior eficiência no uso da energia elétrica. Ele é uma espécie de relatório que serve para identificar o padrão de consumo de uma empresa ou instalação para encontrar soluções que permitam um melhor aproveitamento da energia.

Todo o levantamento é documentado e a partir dele é possível propor ações assertivas sobre o que pode ser feito para que o consumo de energia seja mais eficiente e, por consequência, as perdas energéticas sejam mitigadas.

Manter a manutenção de equipamentos em dia

Máquinas que não operam na sua melhor capacidade certamente são uma das maiores responsáveis por perdas energéticas, pois elas demandam muito mais energia para fazer o mesmo trabalho que poderia ser feito com um menor consumo caso estivessem com a manutenção em dia. 

Além disso, equipamentos obsoletos também contribuem para que haja perda de energia. Por isso, considere fazer substituições de máquinas periodicamente para que você tenha produtos mais atualizados e que possam reduzir os gastos com a conta de luz. 

Por mais que o custo para comprar um equipamento novo seja caro em um primeiro momento, a longo prazo o benefício será maior. 

Aqui vale uma dica: sempre opte por produtos com o Selo Procel, pois esses são os que têm melhores níveis de eficiência energética.

Como reduzir os custos com a energia elétrica?

Agora que você já entendeu o que são perdas energéticas e o que fazer para evitá-las para diminuir os gastos com essa despesa, também é importante considerar alternativas para que a aquisição de energia para a sua empresa seja mais em conta. 

Uma opção é migrar para o Mercado Livre de Energia, no qual as empresas podem negociar preços, prazo, volume e forma de pagamento diretamente com os fornecedores. Por consequência, é possível alcançar até 35% de economia na conta de luz, já que a energia pode ser contratada de acordo com a demanda da empresa. 

Inclusive, essa é uma das principais vantagens do Mercado Livre de Energia, já que os clientes podem adequar a contratação ao seu perfil de consumo.

Confira nosso e-book gratuito com todas as informações que você precisa saber a respeito do Mercado Livre de Energia.

Para fazer a migração com segurança, o ideal é contar com uma consultoria especializada que atue tanto nesse processo quanto durante as negociações. 

Além disso, essa empresa também poderá te auxiliar a fazer a gestão da energia elétrica contratada, o que contribuirá para que seus custos sejam reduzidos e você evite as perdas energéticas, como explicamos ao longo deste artigo.

A Esfera Energia é referência nacional em gestão de energia no Mercado Livre de Energia e atualmente atende mais de 130 grupos empresariais, gerencia mais de 320 ativos e está presente em 20 estados.

Além disso, com a Esfera você recebe todo o apoio necessário para o cumprimento das obrigações legais e ainda tem o respaldo para obter as melhores condições possíveis na contratação de energia.

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Conheça o PROINFA, Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica

Entenda o que é o PROINFA

O Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (PROINFA), como o próprio nome diz, tem o propósito de fomentar a presença de fontes alternativas de energia com o objetivo de diversificar a matriz energética do país.

Isso porque, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) divulgados no segundo semestre de 2020, as usinas hidrelétricas são responsáveis por 58,97% da geração de energia do país, enquanto 25,53% cabe às usinas termelétricas, 9,14% às usinas eólicas, 3,07% às Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e o restante às demais, como centrais geradoras fotovoltaicas, usinas termonucleares e Centrais Geradoras Hidrelétricas.

Explicaremos todos os detalhes a respeito do PROINFA ao longo do artigo, confira.

O que é o PROINFA?

PROINFA é a sigla para Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica, o qual foi criado pelo governo em 2002 (Lei nº 10.438/2002) com o objetivo de diversificar a matriz energética brasileira. 

Por meio do PROINFA, fontes de energia renovável, tais como Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), usinas eólicas e usinas térmicas a biomassa são incentivadas para que tenham maior presença em todo o território nacional. 

As energias renováveis são todas aquelas que têm como fontes recursos renováveis, tais como água, vento e matéria orgânica. As usinas hidrelétricas também são fontes de energia renovável, porém o objetivo do PROINFA é estimular aquelas que ainda precisam ganhar mais espaço no Brasil para descentralizar a produção que hoje cabe majoritariamente às hidrelétricas.

Além disso, essas fontes de energia renovável são menos poluentes e geram um menor impacto ambiental, pois não queimam combustíveis fósseis, processo que emite gases que contribuem para o efeito estufa e, por consequência, para o aquecimento global.

Confira o panorama completo da energia renovável no Brasil.

Como funciona o PROINFA?

O PROINFA impulsiona o investimento em projetos de energia renovável. Assim, todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e que recolhem a  TUSD/TUST (Tarifas de Uso dos Sistemas de Distribuição e Transmissão) participam do PROINFA por meio da contratação de cotas dos geradores que fazem parte do programa.

Todos os anos a ANEEL é a responsável por determinar e divulgar em Resolução Homologatória a cota anual de cada uma das unidades consumidoras.

De acordo com informações da ANEEL, o cálculo das cotas tem como base o Plano Anual do Proinfa (PAP) elaborado pela Eletrobras e encaminhado para a ANEEL. O custo do programa, cuja energia é contratada pela Eletrobras, é pago tanto pelos consumidores livres quanto pelos cativos que pertencem ao SIN, exceto os classificados como baixa renda.

Depois, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) apura as informações todos os meses e divulga relatórios dinâmicos e interativos com as respectivas cotas conforme ocorrem movimentações no programa. 

Tais movimentações podem ser migrações para o Ambiente de Contratação Livre (ACL), desligamentos, ajustes de consumo e transferências de perfil no caso de alteração do proprietário da unidade consumidora.

Exemplo de relatório da CCEE sobre o PROINFA

Fonte: CCEE

Qual a importância do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica?

A matriz energética brasileira é muito dependente das usinas hidrelétricas, por isso é importante que existam programas como o PROINFA para estimular a expansão da presença de fontes como a eólica, biomassa e PCHs para promover a diversificação e descentralização da geração de energia do país.

Isso também aumenta a segurança do abastecimento e garante que toda a demanda seja suprida, especialmente em períodos de crise hídrica, já que com poucas chuvas os níveis dos reservatórios ficam mais baixos e o potencial de geração de energia das hidrelétricas pode ficar comprometido. 

Além disso, quando isso acontece é necessário acionar as termelétricas, o que encarece a conta de luz para toda a população por conta das bandeiras tarifárias.

Entenda qual o impacto dos níveis dos reservatórios no preço da energia.

Com uma maior presença de fontes alternativas de energia impulsionadas pelo PROINFA esse cenário pode ser revertido.

Confira o infográfico da CCEE com o resumo de todas as informações a respeito do PROINFA.

Como adquirir energia de fontes alternativas?

Na hora de escolher qual energia adquirir é importante entender o padrão de consumo da empresa, fazer projeções, comparar custos e optar pela fonte com o melhor custo-benefício e que seja mais vantajosa tanto para o negócio quanto para o meio ambiente.

No Mercado Livre de Energia, por exemplo, é possível contratar energia diretamente dos fornecedores. Caso você não saiba, hoje o setor energético brasileiro está segmentado em dois “ambientes”:

  • Ambiente de Contratação Regulada (ACR): formado por consumidores cativos que têm acesso à energia com tarifas estabelecidas pelo governo e pagam mensalmente pelo serviço de distribuição e de geração de energia;
  • Ambiente de Contratação Livre (ACL): são os consumidores livres que negociam energia no Mercado Livre de Energia e podem encontrar preços melhores do que os normalmente disponíveis no ambiente regulado.

No ACL, os consumidores especiais podem adquirir energia de todas as fontes de energia do PROINFA, desde que tenham uma demanda mínima de 500 kW, uma das regras para migrar para o Mercado Livre de Energia.

Entenda aqui quais as diferenças entre o consumidor livre e especial no Mercado Livre de Energia.

Porém, a principal vantagem é que no Mercado Livre de Energia as empresas podem negociar preço, prazo, volume e forma de pagamento direto com as empresas geradoras ou comercializadoras de energia elétrica, o que permite conseguir melhores preços e alcançar até 35% de redução na conta de luz.

Quer saber mais? Confira nosso e-book gratuito com todas as informações que você precisa saber a respeito do Mercado Livre de Energia.

Se você ficou interessado e deseja fazer parte do Mercado Livre de Energia, o ideal é contar com uma consultoria especializada para apoiar sua empresa tanto na migração quanto durante as negociações, bem como para fazer a gestão da energia elétrica contratada.

A Esfera Energia, por exemplo, fornece o apoio necessário para que as empresas façam a migração com segurança e ainda garante as melhores condições possíveis na contratação de energia.

Além disso, somos referência nacional em gestão energética no Mercado Livre de Energia. Atualmente atendemos mais de 130 grupos empresariais, gerenciamos mais de 320 ativos e estamos presentes em 20 estados.

Além disso, se sua empresa é uma geradora, a Esfera também está pronta para te apoiar na comercialização da sua energia elétrica pelo melhor preço e com segurança regulatória. Gerenciamos 6% de toda a energia produzida no Brasil, atendemos a 70 unidades geradoras e gerimos mais de 10 GW de potência. 

Entre em contato conosco agora mesmo!

O que é o Balanço Energético Nacional e para que ele serve

Entenda o que é o Balanço Energético Nacional e qual sua importância

Ter acesso ao Balanço Energético Nacional (BEN) é importante para entender melhor como é a composição da matriz elétrica brasileira, bem como a relação entre oferta e consumo de energia no país. 

A seguir explicaremos tudo o que você precisa saber a respeito do assunto, confira!

O que é o Balanço Energético Nacional?

O Balanço Energético Nacional (BEN) é uma publicação anual da Empresa de Pesquisa (EPE) com todas as informações em relação à matriz elétrica nacional. Por meio desse levantamento é possível fazer análises e planejamentos para todo o setor energético brasileiro, já que o relatório apresenta um balanço da oferta e consumo de energia no país.

Entenda aqui a diferença entre demanda de energia elétrica e consumo.

Segundo definição da EPE, “o relatório consolidado do Balanço Energético Nacional – BEN documenta e divulga, anualmente, extensa pesquisa e a contabilidade relativas à oferta e consumo de energia no Brasil, contemplando as atividades de extração de recursos energéticos primários, sua conversão em formas secundárias, a importação e exportação, a distribuição e o uso final da energia.”

Ou seja, são todas as informações referentes à energia do país.

Qual é o órgão responsável pelo BEN?

O BEN é publicado pela Empresa de Pesquisa (EPE) todos os anos, instituição pública que presta serviços ao Ministério de Minas e Energia (MME) relacionados a estudos e pesquisas sobre o setor energético brasileiro. 

A EPE foi criada inicialmente por meio de uma medida provisória (MP) e tornou-se Lei em 2004, sendo seu objetivo “assegurar as bases para o desenvolvimento sustentável da infraestrutura energética do país”, de acordo com sua própria descrição.

Qual a importância do BEN?

O Balanço Energético Nacional contribui para que a sociedade tenha acesso a estudos e análises detalhadas a respeito do setor energético brasileiro. Isso permite que tanto empresas quanto o governo criem estratégias e estruturem planejamentos com base em dados mais assertivos em relação à oferta e consumo de energia no Brasil.

Além disso, por meio do trabalho da EPE, o país tem cada vez mais insumos de pesquisas, já que o banco de dados da empresa cresce a cada ano diante dos levantamentos realizados.

Como consultar os relatórios do Balanço Energético Nacional?

Os relatórios do BEN podem ser encontrados diretamente no site da EPE. Para facilitar, abaixo você confere uma relação com os links para os relatórios mais recentes publicados:

Lembrando que os relatórios sempre são referentes ao ano anterior; então, por exemplo, o relatório de 2020 é referente a 2019.

Uma novidade da empresa foi o lançamento do BEN Interativo, que permite acessar os dados com mais facilidade e interagir com a plataforma para consultar as informações.

Destaques do Balanço Energético 2020

O relatório de 2020 (ano-base 2019) mostra que o total de energia disponibilizada no país alcançou 294,0 Mtep, um aumento de 1,4% em relação ao ano anterior. 

Além disso, o levantamento também destaca o aumento da presença de fontes de energia eólica e solar, bem como a de biomassa de cana e biodiesel. Dessa forma, a matriz energética brasileira permanece em um patamar de energia renovável acima do restante do mundo.

Saiba mais sobre quais tipos de geração de energia existem, fontes e diferenças.

Em relação à geração de energia elétrica, houve um aumento da oferta interna de 14,9 TWh (2,3%) em relação a 2018. Além disso, a geração hidráulica também cresceu 2,3%, enquanto a participação de fontes renováveis na matriz elétrica brasileira alcançou 83% em 2019.

Fontes renováveis de energia na matriz energética brasileira
Fonte: Balanço Energético Nacional 2020

Considerando o cenário de consumo, ao analisar os grupos que utilizam energia no Brasil, o setor de transportes lidera as posições com 32,7%, seguido pelas indústrias com 30,4%. É o segundo ano consecutivo que o setor de transportes fica à frente do industrial em consumo energético. 

Consumo de energia no Brasil
Fonte: Balanço Energético Nacional 2020

Por fim, vale destacar a atualização dos dados em relação à composição da matriz energética brasileira. A energia hidráulica segue liderando com 64,9%, seguida pelo gás natural com 9,3% e pela energia eólica com 8,6%. 

Em comparação a 2018, a energia hidráulica “perdeu” um pouco de espaço para o crescimento das demais fontes de energia, o que é importante para que o país tenha uma matriz elétrica cada vez mais diversificada, principalmente no que diz respeito às fontes renováveis de energia.

Fonte: Balanço Energético Nacional 2020

O que achou das informações sobre o que é o Balanço Energético Nacional? Conhecer essa fonte de informação é importante para entender como o setor energético funciona no Brasil e fazer uma gestão de energia mais estratégica do volume consumido, principalmente considerando o contexto de grandes indústrias e empresas.

A Esfera Energia é referência nacional em gestão energética no Mercado Livre de Energia. Atualmente atendemos mais de 130 grupos empresariais, gerenciamos mais de 320 unidades consumidoras e estamos presentes em 20 estados.

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O que é energia verde e como incentivar o consumo na sua empresa

Entenda o que é energia verde, suas vantagens e como adquirir

Há uma tendência global em encontrar alternativas para reduzir a dependência por combustíveis fósseis para gerar energia elétrica. Nesse contexto está a energia verde, fontes de energia com baixo impacto ambiental.

Quer saber mais? Aqui vamos te mostrar tudo sobre energia verde e também como as empresas podem aumentar o consumo desse recurso.

Confira!

O que é a energia verde?

Energia verde é a energia que causa um baixo impacto ao meio ambiente, sendo gerada por meio de fontes renováveis, como a eólica e solar. Essas fontes de energia também são consideradas alternativas ao uso de combustíveis fósseis como petróleo, carvão mineral e gás natural.

Tais recursos são finitos e altamente poluentes, pois a queima libera muito CO2 na atmosfera, o que contribuiu para o aumento do efeito estufa e, por consequência, do aquecimento global também. Por isso, o incentivo às fontes de energia verde está ganhando cada vez mais força em todo o mundo.

Como funciona a energia verde?

Para que uma energia seja considerada verde é necessário que ela tenha pouco impacto ambiental não apenas no processo de geração da energia elétrica, mas também na construção das usinas. 

Por exemplo, as hidrelétricas são fontes renováveis de energia e não emitem poluentes no processo de geração de energia, porém a construção das barragens gera um grande impacto ambiental, podendo até mesmo alterar a fauna e flora do local de maneira irreversível. 

Assim, podemos dizer que os principais tipos de energia verde são: energia eólica, energia solar, energia maremotriz, energia geotérmica e energia de biomassa. 

Veja todos os detalhes a respeito das fontes dessas energias a seguir.

Quais são as fontes de energia verde?

  • Vento
  • Luz solar
  • Força das marés
  • Calor do centro da Terra
  • Biomassa

As fontes de energia verde são renováveis, o que significa que são inesgotáveis e estão sempre disponíveis para a sociedade, até mesmo nas áreas mais remotas. Além disso, elas também são fontes alternativas de energia, pois são opções em relação aos combustíveis fósseis.

Veja aqui quais são os tipos de geração de energia que existem, fontes e diferenças.

Confira a seguir os detalhes sobre cada uma dessas fontes de energia verde.

Vento

A força dos ventos é usada para gerar a energia eólica, a qual é obtida a partir da energia cinética do vento que movimenta as pás e ativa os aerogeradores (turbinas). Esse movimento gera energia mecânica, a qual é transformada em energia elétrica por meio da indução eletromagnética que ocorre em um gerador. 

Luz solar

A luz do sol, fonte inesgotável, permite a geração da energia solar por meio da captação dos raios solares por painéis fotovoltaicos ou por meio de um sistema heliotérmico, os quais podem tanto ser instalados em telhados quanto em áreas abertas. Por conta disso, é possível gerar tanto energia térmica quanto energia elétrica.

Força das marés

O movimento das marés possibilita a geração da energia maremotriz, também chamada de energia das marés. O processo se dá por meio da construção de barragens que captam a água nas altas da marés; quando a maré baixa, a água é devolvida para o mar e as turbinas são movimentadas, gerando assim energia elétrica.

Saiba mais sobre o que é energia maremotriz, como ela é gerada e onde existe no Brasil.

Calor do centro da Terra

É possível gerar energia geotérmica por meio do aproveitamento do calor do centro da Terra advindo do magma, uma formação rochosa que pode alcançar 6 mil ºC e que esquenta a água, a qual é utilizada para gerar a energia geotérmica.

Biomassa

A energia de biomassa é obtida por meio da queima de matérias orgânicas como o bagaço da cana-de-açúcar, lenha, resíduos agrícolas e até mesmo excrementos de animais. Esse processo permite a geração de energia térmica, energia elétrica e também a obtenção de produtos como etanol, carvão vegetal, biodiesel e biogás. 

É considerada uma energia verde pois o dióxido de carbono liberado na queima é reaproveitado pela própria vegetação para realizar fotossíntese.

Como incentivar o consumo de energia verde nas empresas?

O primeiro passo para ter uma maior presença de energia verde nas empresas é conscientizar a indústria a respeito da importância de optar por fontes que tenham um baixo impacto ambiental. 

Além disso, as grandes empresas, principalmente, também devem compreender que servem de exemplo para demais companhias, de modo que uma mudança de escolhas pode causar um efeito cascata positivo.

Outra alternativa é migrar para o Mercado Livre de Energia para ter mais facilidade para contratar energia verde diretamente dos fornecedores. Caso você não saiba, hoje o setor energético brasileiro está segmentado em dois “ambientes”:

  • Ambiente de Contratação Regulada (ACR): formado por consumidores cativos que têm acesso à energia com tarifas estabelecidas pelo governo e pagam mensalmente pelo serviço de distribuição e de geração de energia;
  • Ambiente de Contratação Livre (ACL): são os consumidores livres que negociam energia no Mercado Livre de Energia e podem encontrar preços melhores do que os normalmente disponíveis no ambiente regulado.

Saiba mais a respeito das diferenças entre ACR e ACL.

No ACL, os consumidores especiais podem adquirir energia de todas as fontes de energia verde citadas aqui, desde que tenham uma demanda mínima de 500 kW, uma das regras para migrar para o Mercado Livre de Energia.

Aqui explicamos quais são as regras do Mercado Livre de Energia que você precisa conhecer.

A grande vantagem é que no Mercado Livre de Energia as empresas podem negociar contratos diretamente com as empresas geradoras ou comercializadoras de energia elétrica, o que permite conseguir melhores preços e alcançar até 35% de redução na conta de luz.

Quer saber mais? Baixe nosso e-book gratuito com todas as informações a respeito do assunto.

Se você ficou interessado em negociar energia verde no Mercado Livre de Energia, o ideal é contar com uma consultoria especializada para apoiar sua empresa tanto na migração quanto durante as negociações, bem como para fazer a gestão da energia elétrica contratada.

A Esfera Energia, por exemplo, fornece o apoio necessário para que as empresas façam a migração com segurança e ainda garante as melhores condições possíveis na contratação de energia.

Além disso, somos referência nacional em gestão energética no Mercado Livre de Energia. Atualmente atendemos mais de 130 grupos empresariais, gerenciamos mais de 320 unidades consumidoras e estamos presentes em 20 estados.

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O que é o Mercado de Curto Prazo (MCP) e como ele funciona

Entenda como o Mercado de Curto Prazo (MCP) funciona

Entender o funcionamento do Mercado de Curto Prazo (MCP) é importante para fazer boas negociações e operar no Mercado Livre de Energia com mais segurança.

Por isso, aqui vamos explicar o que é o MCP, como ele funciona, qual sua importância e como identificar oportunidades estratégicas na compra, venda e troca de energia.

Confira!

O que é o Mercado de Curto Prazo (MCP)

O Mercado de Curto Prazo (MCP) é onde são contabilizadas as diferenças entre a energia contratada e o volume que realmente foi gerado ou consumido. O preço é determinado pelo Preço de Liquidação de Diferenças (PLD), referência de valores no Mercado Livre de Energia.

Apesar de os contratos a longo prazo também serem negociados com base na expectativa do PLD, o valor não sofre tanta volatilidade porque há mais tempo para consumo, enquanto nas negociações no Mercado de Curto Prazo o preço oscila mais a depender das condições de suprimento do sistema.

Entenda no vídeo abaixo o que é PLD e como ele é calculado:

Como funciona o Mercado de Curto Prazo

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) é a responsável pela contabilização e pela liquidação financeira no Mercado de Curto Prazo de energia. A entidade realiza o cálculo e a divulgação do PLD, o qual é usado como referência de valores nas operações de compra e venda de energia.

Entenda como a CCEE gere o Mercado Livre de Energia no Brasil.

Segundo a CCEE, o Mercado de Curto Prazo pode ser definido como “o segmento da CCEE onde são contabilizadas as diferenças entre os montantes de energia elétrica contratados pelos agentes e os montantes de geração e de consumo efetivamente verificados e atribuídos aos respectivos agentes.”

Vale destacar que a CCEE é responsável por gerir o mercado de energia elétrica de todo o Brasil, sendo ela que viabiliza as atividades de compra e venda de energia elétrica no país, por isso realiza a contabilização e a liquidação financeira no mercado de curto prazo.

Além disso, é a CCEE que faz o cálculo do PLD.

Como é feito do cálculo do PLD

O PLD é o valor de energia calculado em R$/MWh e serve para balizar os preços de todas as negociações, sendo definido de hora em hora pela CCEE para cada submercado nacional (Norte, Nordeste, Sudeste/Centro-Oeste e Sul).

Assim, é possível dizer que o PLD serve para equilibrar os custos entre a oferta e a demanda de energia no país. Porém, seu preço é variável por conta de uma série de fatores, tais como: condições climáticas, volume de produção das hidrelétricas, demanda de energia pelos consumidores e custo de déficit, por exemplo.

Saiba mais sobre qual o impacto dos níveis dos reservatórios no preço da energia.

Importante! Desde janeiro de 2021, passou a ser válido o PLD horário, o que significa que agora são feitas publicações diárias com valores hora a hora para as 24 horas do dia seguinte.

Apesar da mudança, o PLD horário continua valendo para todos os agentes do Mercado Livre de Energia e permanece sendo utilizado para valorar a diferença entre a energia contratada e os montantes realmente gerados ou consumidos. O que mudou foi apenas a frequência da precificação.

Confira uma explicação detalhada no vídeo abaixo e veja como a mudança impacta o Mercado Livre de Energia:

Quer saber mais? Confira todas as informações no e-book gratuito!

Qual a importância do Mercado de Curto Prazo

O Mercado de Curto Prazo garante a liquidez das negociações, além de balancear todas as operações, de modo que não falte nem sobre energia para nenhum consumidor.

Além disso, em algumas vendas pode haver um spread positivo, quando o valor do PLD está mais alto do que o valor pago na contratação de energia. Ou seja, além de conseguir negociar o excedente com rapidez, a empresa ainda pode lucrar com a operação.

Claro que não necessariamente isso sempre irá acontecer, mas é uma possibilidade que merece atenção. É por isso que contar com uma empresa gestora pode te auxiliar a identificar oportunidades do MCP de energia.

Como identificar oportunidades no Mercado de Curto Prazo

É preciso estar atento ao mercado para identificar possíveis oportunidades de ganhos e também para reduzir os riscos de perdas ou exposições ao Mercado de Curto Prazo. Para isso, a melhor alternativa é contar com uma consultoria para te auxiliar nesse processo.

Veja qual a importância de uma consultoria no Mercado Livre de Energia.

Ao fazer uma análise correta das variações do mercado, dos preços e do momento de negociação, é possível obter lucros maiores com as chamadas operações estruturadas, operações “não comuns” de compra, venda ou troca de energia.

Assim, a tomada de decisão se torna mais segura com o apoio de especialistas e as oportunidades de ganho passam a ser maiores. Além disso, as empresas também podem economizar mais com os gastos com energia.

Ou seja, ter o suporte de uma boa gestora permite fazer análises com mais inteligência para maximizar os ganhos da sua empresa. Isso é possível porque uma consultoria conhece o perfil de consumo do cliente, tem clareza sobre todos os detalhes da sua contratação e quais são as variáveis que impactam as mudanças no preço da energia.

A Esfera Energia, por exemplo, é referência nacional em gestão energética no Mercado Livre de Energia. Atualmente atendemos mais de 130 grupos empresariais, gerenciamos 320 unidades consumidoras e estamos em 19 estados.

Além disso, oferecemos o suporte necessário para empresas que desejam migrar para Mercado Livre de Energia, auxiliando em todo o processo burocrático com assertividade e eficiência, tendo como foco os ganhos que serão gerados para nossos clientes.

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